31 outubro 2011

Dos dois meses...

Dois meses ontem... Passou tão rápido e ao mesmo tempo ainda há (e calculo que continuará sempre assim) aqueles dias que se arrastam, em que sinto que nada do que faço é bom o suficiente para ti. Estás cada vez maior. Sorris, tentas segurar a cabecita, reconheces bem a Mamã, o Papá e a Mofli. Começas a palrar e olhas cada vez mais atenta o Mundo à tua volta. sabes pedir atenção e brincadeira. Continuas a adorar o banho mas a odiar que te ponha cremes. Continuas a minha bebé perfeita e amorosa. 
Mais um mês passou e continuo a descobrir em mim e no meu Marido coisas que nunca iríamos saber se tu não tivesses vindo iluminar os nossos dias. Todos os dias aprendo mais qualquer coisa contigo (como a ter paciência por seres pastelona como a Mamã a comer).  
Para comemorar e integrar a piquena no espírito da coisa (ou seja, no espírito da Tribo), passou o seu "mesário" em viagem Beja-Porto (a primeira de muitas, infelizmente). Teve direito a paragem para lhe ser servida a sua refeição de forma requintada, como nunca antes tinha experimentado. Biberão servido dentro do bólide, na AS de Leiria (desde que estava na barriga da Mamã, a Francisca já conhecia todas as AS,  devidos às paragens técnicas da grávida). 
Pela foto, parece que ela estava felícissima da vida no seu segundo mesário, celebrado de forma muito original (com todas as peripécias que envolveram a viagem, só me fazia lembrar um filme do Kusturica)
Parabéns minha doce pequenina!!! 
E hoje, como já tens dois meses, vais levar vacinas (e eu vou chorar qual Maria Madalena por te estarem a picar)... É assim a vida, aprende já desde pequenota...

29 outubro 2011

Do meu novo tratamento de beleza...

Então, é assim. Toma-se banho quando a piquena dorme. Os meus saudosos banhos de 30 minutos com Marido (e antes Pais) a reclamar que era uma verdadeira pastelona a tomar banho e como era possível demorar meia hora a tomar um duche, acabaram-se. Banho é em 5 minutos, bem depressinha, não vá a Francisca lembrar-se que sabe chorar. Se lavar o cabelo, 15 minutos, máximo. Rituais de cremes póneis também há muito que não rondam por aqui. Põe-se hidratante na cara e no corpo à velocidade da luz (massajar para máximo efeito... Pois está bem, deve ser deve).  
Hoje, aproveitei que a micromachines estava a dormir, sem nenhum indício de que iria  acordar em breve e fui tomar banho. Assim que me molhei toda, a Francisca decidiu que era giro mostrar-me do que os seus pulmões são capazes. Na loucura da pressa, pego no frasco mais à mão (já que estava toda molhada e já, vamos a despachar e já fica o banho tomado), despejo uma quantidade generosa do dito frasco e começo a espalhar pelo corpo todo
Mas algo me despertou a atenção. O gel de banho hoje estava diferente. Não fazia muita espuma e tinha um cheiro diferente, esquisito... Cheirava, a modos que tal, a... Mofli... E assim apercebi-me (at last) que, em vez de estar a usar o meu gel de banho cheirosinho, me estava a ensaboar com Friskies especial pêlo comprido com essential oil... Maravilhoso, não é? Aaah, the joys of Motherhood...
E nisto, tal como tinha começado, a Francisca calou-se, assim, do nada... E eu tive tempo (5 minutinhos) de tirar o shampoo da canina (blach) e passar o gel de banho... Quem sabe, se calhar o shampoo da bicha faz maravilhas pela pele... 

Dos filmes da minha vida II...

Foi o primeiro filme que o Marido e eu vimos como namorados (de novo, que há muitos anos que já o tínhamos sido, passeando sempre pela vida um do outro) oficiais. Tem um cantinho muito especial na imensidão de filmes que me marcaram... E é por essa razão, que uma das músicas da OST é uma das nossas músicas. 
Estava a dar um dia desta semana num canal qualquer, mas a Bebé Milupa achou que era hora de comer e não dos Pais estarem a ver filmes (quem manda agora é o dez reis de gente)... 
Mas aqueles dez minutos de filme que consegui ver, fizeram-me relembrar momentos maravilhosos... 

"- What's it like in the year 2006? 
- Well, I'm afraid the world's pretty much the same. Of course, we all dress in shiny metal jumpsuits and drive flying cars and no one talks anymore because we can read each other's minds... but, the truth is, from the past, not much has really changed in 2006."
(2006)

28 outubro 2011

Das músicas que me aquecem o coração VI...

Porque hoje é Sexta feira, tinha de ouvir esta música. Tocava no IPod  religiosamente todas as Sextas-feiras quando me preparava para percorrer os 450 km que nos separavam durante a semana. Fosse no carro ou no meu querido Pendular, esta música anunciava-me que em breve estaria nos teus braços, num abraço apertado. 
A Francisca ouviu-a vezes sem conta quando ainda estava no quentinho. E agora, quando a escuta, fica muito atenta e serena, como se soubesse o que esta música significa para mim.  
Quando regressar ao trabalho, terei de novo esses terríveis 450 km entre nós, mas sei que, quando ouvir esta música, em breve estarei (estaremos) de novo bem junto a ti...  
How can I tell you I know this won't be the last song
I don't wanna listen (I don't wanna listen)
Too much
Not gonna give up on the days I know I've won

That's where I am going 
'cause there is nothing nothing but blue sky
That's where I am going
Nothing but 
Rainbows falling down on me



27 outubro 2011

Dos filmes da minha vida...

Este é um deles. Consegui-o (re)ver todo enquanto a Francisca admirava o Mundo de barriguinha cheia, seguido de uma bela siesta (obrigada querida).  
Agora choro eu... E não tarda, chora ela a chamar pela Milupa... 
Choramos as duas, porque não? 

" Love is passion, obsession, someone you can't live without. I say, fall head over heels. Find someone you can love like crazy and who will love you the same way back. How do you find him? Well, you forget your head, and you listen to your heart. And I'm not hearing any heart. Cause the truth is, honey, there's no sense living your life without this. To make the journey and not fall deeply in love, well, you haven't lived a life at all. But you have to try, cause if you haven't tried, you haven't lived. " 
(1998)

Do karma...

A piquena está a ver (mais ouvir) a Júlia Pinheiro... Por incrível que pareça, a Francisca adora o programa matinal e ultra deprimente da Sic (para o que lhe havia de dar). Deve ser a voz da senhora que a mantém entretida... (já tentei AXN, Fox, Fox Life, MTV...nada. O que ela curte mesmo é o programinha terrível da manhã. Ou isso ou aquele canal maravilhoso e que tanto amo...o E!. Mas a esta hora ela prefere a Julinha. O que uma Mãe não faz para entreter a criança.) Whatever, ela está ocupada a ver o Mundo e eu aproveito para vaguear na net (com este tempo não vou vaguear para mais lado nenhum).  Enquanto andava nas minhas leituras, dei de caras com isto:
Absolutamente delicioso
Karma's a bitch... E eu que o diga. Tudo o que fiz passar a minha Mãe quando era piquena, levo agora de volta no toutiço com a Francisca. Mais nada. Plain and simple... 
Desde o achar giro fazer remodelações e mudar ossos de sítio (devia ser mega aborrecido dentro da minha barriga), a achar que a mama da Mãe até pode servir para muita coisa menos como fonte de alimento, que fazer cocó sozinha (outra daquelas coisas maravilhosas que passam a ser ultra importantes quando se é Mamã, ocupando lugar de destaque na mente) dá muito trabalho por isso é favor dar aí uma ajudinha, a fazer fitas para comer e termos entrado na Golden Era do pranto desesperado de fome (como se não fosse alimentada há três quinze dias) seguido de biberão que leva uma hora a descer... (enquanto Mãe e Pai resfolegam impacientes, Francisca bebe calmamente e sem pressas a sua refeição. Parece mesmo dizer "Eu agora sou o centro do mundo, ok? Por isso, chill out e apreciem a arte de demorar uma hora a beber uns míseros 130 mL"). 
Karma's a bitch... Um dia destes leva um grande estalo a ver se aprende de uma vez por todas... 

26 outubro 2011

Das provas...

Quem entra cá em casa, depara-se logo com as provas de que temos um bebé. Provas impossíveis de disfarçar ou passar ao lado até da pessoa mais distraída à face da Terra. Manchas cor-de-rosa all over the place... 
Ele é no berço da piquena, no sofá da sala, na minha cama, no pelo da canina e... até no meu querido Mac (o meu brinquedinho também prima pela originalidade, desde que  o pobre deu uma queda e ficou com umas lascas a menos num dos cantos. Mas ressuscitou, let's not go back to that nightmare). Sim, o meu computador ostenta, orgulhosamente, manchas cor-de-rosinha para ficar ainda mais pónei. All over the place as I said... 
Provas irrefutáveis de que cá em casa mora a Princesa Maria Francisca, viciadíssima em chucha. Daquelas chuchas enormes, horribilis (tanta chucha gira e só gosta destas... so much para aquelas que brilham no escuro e sei lá mais o quê). No moment terrible da rabujice (pouca and let's keep it that way, pode ser Filha?), o líquido cor-de-rosa (invenção maravilhosa!!!Porque é que eu nunca tenho destas ideias, hã???)  acalma a piquena, que fica a agarrada à chucha como se não houvesse amanhã...(e faz uns sons deliciosos, de pura felicidade). E o silêncio volta a imperar. Ficamos todos felizes portanto. 
Provas científicas senhores, dignas de serem analisadas pela equipa do CSI (mas do NY que gosto mais, pode ser?) em como cá por casa se usa a maravilha cor-de-rosinha para, de vez em quando, acalmar a piquena... (shame on us)...

25 outubro 2011

Da balança...

Odeio a minha balança. A minha, a do médico, a de casa dos meus Pais...TODAS!!!  
Especialmente as digitais, que insistem em mostrar a desgraça até às gramas. As outras, as antiguinhas, ainda dão para dizer "ai mas o ponteiro está um bocadinho mais abaixo", deixando espaço de manobra para algum ânimo. As digitais são cruéis.. Whatever... São todas coisas horrorosas e tenebrosas. Diria mesmo que chegam a maltratar-me...  
Só não voam contra a parede nem são destruídas à martelada porque depois me esperavam longas horas de interrogatório, com imensas explicações de como a bicha horrorosa tinha acabado em estilhaços, o que implicaria um enredo à la Steven Spielberg (com aliens e coisas afins se fosse preciso...)  
Andamos há semanas nesta relação de frenemies. No início, a bicha era boazinha e mostrava-me o que eu queria. Agora resolveu que quem manda nesta relação é ela. Bitch...  
Vou comer uma fatia mesmo pequenininha quase microscópica de Panettone para afogar as mágoas desta relação...  
Bitch... 

22 outubro 2011

Do trabalho árduo da canina...

A Mofli trabalha imenso. Diria mesmo que é incansável. Nem de noite pára o seu importantíssimo trabalho de "comer" o que estiver à mão (neste caso, à pata) e for minimamente útil. A semana passada foi um carrinho de criança, propriedade do meu afilhado "índio" (o "Sinhore" me livre e guarde de a Francisca me sair assim, dá-me uma coisinha muito má). Dei por ela, andava a canina com uma roda do dito preso nos dentes. Duas noites atrás foi o meu pente, mas esta foi tarefa incompleta. Dei conta antes que a bicha conseguisse roer o cabo, ficou-se pelos dentes do pente... 
Mas esta noite esmerou-se. Fez um trabalho óptimo, quase perfeito. A tarefa consistiu em roer um fecho eclair todo de uma camisola, cuidadosamente e propositadamente deixada em cima da cama para vestir de manhã cedinho, quando a Bebé Milupa exigisse o seu pequeno almoço (em breve deve estar a chamar por mim para lhe servir o brunch) e não ficar geladinha até aos ossos (para mim, está sempre frio, no matter what. Longe vão os tempos de grávida em que me davam os calores)
Acorda uma pessoa de madrugada para dar de caras com uma cadela com um ar estouvado, com bocados de fecho (vermelhos, impossíveis de ignorar, mesmo à meia luz) espalhados pela cama, a enfeitar as suas longas melenas e a pender da sua grande bocarra. Desengana-se quem pense que, assim que me viu e reparou que eu, mesmo bêbada de sono a estava a ver a fazer asneiras, parou e foi dar uma voltinha como se não fosse nada com ela. Não, nada disso. Teve a distinta lata de olhar para mim com um enorme ar de reprovação por ter, momentaneamente, interrompido a sua função desta noite. I'm deeply sorry my Lady... E continuou na sua tarefa, não fosse esta não estar terminada antes de o Sol nascer... 
É este o respeito que a destravada tem por mim. Nenhum!!! 
Mas eu adora-a na mesma... 

21 outubro 2011

Das parecenças...

Dizem que, quando os bebés nascem, são todos iguais. Eu também achava que sim. Pequeninos, vermelhos e enrugadinhos (shame on me). Até a Francisca nascer e achar que era o recém nascido mais bonito e perfeito que alguma vez vira (continuo a achar...). Seria capaz de reconhecer a minha piquena numa sala cheia de recém nascidos. A imagem dela após o nascimento, quando veio por breves momentos à minha beira e nos vimos, finalmente, olhos nos olhos, ficou-me cravada na mente. Como que a ferros. Algo que nunca conseguirei esquecer (duvido mesmo que se aquele senhor Alemão decidir visitar o meu cérebro, consiga apagar a imagem da minha bebé acabadinha de vir ao Mundo). 
Dizem, também, que quando são ainda muito bebezinhos, não se parecem com ninguém. Mas a verdade é que desde o dia em que nasceu que toda, mas toda a gente sem excepção, diz que a Francisca é a cara chapada do Pai. E o Pai baba qual São Bernardo (minus a pipa ao pescoço) quando ouve tal. É sim, muito parecida. Especialmente nos olhos, na expressão do olhar. E as orelhas são iguais (fotocópia), incluindo um biquinho na cartilagem de uma delas, facto que levou Marido e Sogro ao delírio e êxtase pleno quando constataram tal facto, dado ambos terem também o dito. 
A minha genética (que não é grande coisa) foi vencida pela do meu Marido (ainda bem). Sei que os bebés mudam muito com o passar do tempo, mas quase com dois mesinhos (já???????), a Francisca mantém-se muito, mas mesmo muito, parecida com o Papá. 
Meu, herdou as mãos, com dedos e unhas compridas (das poucas coisas que gosto em mim). Dedos de pianista como se costuma dizer (pode ser que a piquena decida dar uso ao piano que tem em casa dos Avós e no qual a Mamã nunca mais tocou desde que deixou o Conservatório). E os lábios. Sim, aqueles lábios têm a minha marca. Desenhados e carnudos. Mas tudo o resto, é o Papá.
E é tão bonita e perfeita a minha doce pequenina... 

20 outubro 2011

Da espreguiçadeira "assombrada"...

Como primeira Filha (e provavelmente, única) a Francisca tem todas as paneleirices possíveis e imaginárias. E mais algumas. Entre elas, conta-se uma espreguiçadeira pónei que balança sozinha em 4 velocidades diferentes, vibra, tem músicas irritantes que levam a Mamã à loucura, sons de passarinhos e coisas afins. 
Tudo muito bem. A piquena finalmente (Obrigada Francisca! Já não podia ouvir o teu Papá a perguntar se não tinha mais que fazer ao dinheiro quando lhe impingi a compra desta pérola) começou a achar piada ao investimento (sim, porque a dita foi cara mas pronto, Pais de 1ª viagem). Nada de extraordinário, pensam vocês. Devem achar que hoje estou mesmo aborrecida da vida para estar a dissertar sobre uma espreguiçadeira... 
Mas, eis senão quando, depois do regresso ao meu ninho e depois de montada a referida aquisição... algo de estranho começou a acontecer... 
Do nada, sozinha, sem a Francisca lá estar deitada, sem ninguém por perto (nem mesmo a Mofli, às vezes a canina poderia ser mais esperta do que eu imaginava) a geringonça decidiu começar a baloiçar e a tocar as musiquinhas irritantes. Assim, do nada. Da primeira vez, assustamo-nos de morte. Estávamos a trocar a fralda à Raínha do Chichi quando começamos a ouvir o som. Estaria alguém, sem nosso conhecimento, em nossa casa? Nop... Desligamos no comando, viramos costas e continuamos na nossa vidinha... Mas, a coisa repetiu-se passado algum tempo. Voltei a desligar. Mais um bom bocado e voltamos ao mesmo cenário... A espreguiçadeira a baloiçar sozinha e a musiquinha da carrinha dos gelados (já vos disse o quanto me irrita???) a tocar.  Isto repetiu-se on and on and on durante esse dia. Marido génio lembra-se de tirar as pilhas ao comando para ver se fazia algum tipo de reset. Pilhas de volta ao comando e de novo o mesmo filme. E eu a entrar em colapso porque o raio da musiquinha me tira mesmo do sério. Em especial se toca sozinha e não para a Francisca... a meio da noite
Por isso, para resolver a questão, toca de sacar as pilhas todas à coisa. A espreguiçadeira não toca sozinha, não baloiça sozinha, basicamente não faz nada do que a comprei para fazer. Serve para deitar lá a Francisca na esperança que ela goste dos bonecos pendurados. Mas, pelo menos, e a bem da minha pouca sanidade mental, já não se liga sozinha a seu bel-prazer, nem me deixa louca com a sinfonia da carrinha dos gelados.
Tudo o que preciso de fazer agora, é dirigir-me a uma loja da marca e explicar que tenho uma espreguiçadeira "assombrada"... 
Foi um bom investimento, está visto...

19 outubro 2011

Do colinho de Mãe...

Não, este post não é falar sobre o colinho que dou à Francisca. Sobre as possíveis maravilhas que lhe pode fazer. De como ela gosta de colinho e de como eu gosto de sentir o quentinho dela junto ao meu peito.
 Este post é a falar do "colinho" da minha Mãe... Talvez pareça disparatado e completamente non sense uma Mulher casada e com uma Filha, a caminho dos 28 anos, dissertar sobre o "colinho" da própria Mãe. Mas, hoje em dia, percebo melhor que nunca em toda a minha vida o dito que "quem tem uma Mãe, tem tudo...".
Sempre tive uma óptima relação com a minha Mãe (e com o meu Pai também, ou não fosse eu um pouco menina do Papá...). Esteve sempre lá para mim, nos momentos felizes assim como  nos momentos mais complicados e difíceis da minha vida. Óbvio que muitas vezes discutimos, nos irritamos uma com a outra. Que tive alturas em que pensei que a minha Mãe era uma grande snob chata e workaholic. Nenhuma relação é perfeita. 
Mas ouvia o "quem tem uma Mãe tem tudo" e pensava: sim, gosto muito da minha Mãe e tal. Ponto. Nunca liguei muito. 
Até eu ser Mãe e precisar, mais que nunca, do colinho da minha própria Mãe. Tive  e tenho apoio de muita e boa gente. Mas o "colinho" da minha Mãe foi (e ainda é) algo que necessito muito. Porque basta-lhe olhar para mim e percebe imediatamente tudo o que se passa (quando era adolescente, isto irritava-me profundamente. Pregar petas e historietas à minha Mãe sempre foi mission impossible). E por muito frontal e directa que seja (e às vezes se esqueça que nem sempre é boa altura para isso) ela acalma-me. E sabe quase sempre ajudar-me. E quando não sabe, tenta e dá o seu melhor. 
Espero que um dia, a Francisca seja também capaz de perceber este dito. Seja quando tiver 10, 20, 30 ou mesmo 50 anos. Seja porque motivo for, gostava muito que um dia a minha filha sentisse e olhasse para a Mamã como eu olho hoje para a minha... 
Quem tem uma Mãe, tem tudo. Sou Mamã, casada e crescidota, mas ainda adoro e preciso do colinho da minha Mãe.
After all, Mommies are just big little girls... 

18 outubro 2011

Da atleta olímpica...

A Francisca é, verdadeiramente e sem dúvida alguma, uma atleta digna de ir aos jogos olímpicos para Bebés (se tal existisse). Modalidade chichi de lançamento a grande distância, categoria feminina. Um destes dias bateu o seu próprio recorde pessoal. 
Conseguiu, de uma só vez, acertar na chupeta, nos calções do Pai, no chão e na... cara da Mãe. Mais nada... Levei com chichi quentinho na fronha que foi um petisco. Só não acertou na Mofli porque a canina foi mais esperta e deu de fuga a toda a velocidade (derrapando, inclusivé, nos tacos do chão). 
Fiquei aparvalhada a olhar para todo o chichi que se espalhava, enquanto sentia aquelas gotinhas quentinhas a escorrer pescoço abaixo (absolutely disgusting). O Pai da Francisca delirava e limitou-se a rir como se não houvesse amanhã. Não rebolou no chão porque não calhou...
Estou maravilhada com o talento da minha rica filha. Quase iguala os atletas da mesma modalidade na categoria masculina. Mas, Maria Francisca, há outros desportos mais giros e tal. Chichi de lançamento a grande distância quando acerta na cara da Mamã não tem grande piada, nenhuma mesma... 

Das músicas que me aquecem o coração V...

Hoje acordei com esta música... Fui espreitar a piquena ao berço e vi que ainda dormia profundamente (minha rica filha, tu contínua a dormir assim que a Mamã adooooora)
E fez sentido esta música com aquele momento, com a imagem de tranquilidade na carinha laroca da Francisca... 
Mommy will always be here for you, Francisca... 
When the road gets dark
And you can no longer see
Let my love throw a spark
And have a little faith in me

When the tears you cry
Are all you can believe
Just give these loving arms a try baby
And have a little faith, faith in me 


17 outubro 2011

Do "assunto tabu"...

A depressão pós-parto é um assunto quase tabu. Ou, pelo menos, a mim parece-me tal.  
Eu, Mamã da Francisca, assumo que esse bicho horrível chamado depressão mora cá por casa.  Não tenho orgulho. Nenhum. Mas também não tenho vergonha nem me sinto culpada, má Mãe  ou algo dentro dessa linha. Simplesmente, a minha química cerebral não funciona como deveria.  
Se me perguntarem o porquê de ter dias em que me sinto uma inútil, choro copiosamente horas a fio e sinto que não faço nada certo...a resposta será que não sei. Nem sempre tem de haver um porquê. 
A depressão é uma velha conhecida, desde os tempos da anorexia nervosa na adolescência. Mas que foi indo e vindo, entrando e saindo da minha vida. Com alturas boas, com alturas muito más. Durante a gravidez da Francisca, uma bebé muito desejada, estive sempre meds free. Mesmo quando fiquei na cama semanas a fio, cheia de dores e sem mobilidade. Mesmo nessa altura, sentia-me bem. Mas com o nascimento da minha Texuguinha, o meu tesouro mais precioso, uma série de hormonas que me davam essa sensação de bem estar deixaram de existir. Talvez o episódio desastroso chamado amamentação possa ter  sido o trigger para o desmonoramento. Ao certo, não sei, ninguém sabe. Até podia ter corrido tudo bem com a amamentação e mesmo assim o meu cérebro não perceber nada de química na mesma e esquecer-se que serotonina faz muita falta à malta. 
No inicio, quando das primeiras crises de choro e ansiedade, achei que eram os famosos (e esses sim, muito falados) baby blues. Mais uns dias e passava e tudo entrava nos eixos. Mas não passou. Começou a tomar proporções fora do normal para ser tal. Tenho de admitir que não fui eu que achei que estava na hora de pedir ajuda. Foi quem me rodeava e me via cada vez pior, dia após dia, o meu Marido e a minha Mãe. Fui, muito renitente, muito contrariada, ao médico. Não queria admitir que isto, mais isto, me estava a acontecer, a mim. Não podia ser. Agora era Mãe, tinha uma pequenina dependente de mim. Uma filha para cuidar e criar, não tinha o direito de ficar doente. De ter uma depressão pós-parto.  
Arrastarem-me para o médico foi o melhor que me podiam ter feito. Fui medicada e hoje em dia sinto-me quase eu de novo. Já não choro tanto. Já me rio quase como antigamente.  Cuido da minha Francisquinha com imensa alegria e prazer, sempre com um sorriso nos lábios e palermices para lhe dizer! Faço a minha vida quase normal (com excepção da pubalgia, que ainda é work in progress to fix, ter ossos aos pinotes tem muito que se lhe diga).
Decidi escrever este post não para exorcizar os meus demónios. Sou bem resolvida no que toca a saber lidar com as minhas fragilidades emocionais... Desde os tempos da magreza extrema até hoje já se passaram vários anos que me deram a capacidade de aceitar e falar sobre este género de assuntos. Decidi escrever sobre este "assunto tabu" porque talvez haja alguém na mesma situação (e que, sabe Deus porquê, com tanto blog giro e porreiro) leia este post. E sinta que não está sozinha, que não é um bicho raro ou algo semelhante. Que há imensa gente na mesma situação. Que não há que ter vergonha. E que pedir ajuda não é sinal de fraqueza mas sim de força.  
A depressão dói. Muito. E é uma dor que não se explica. Que não se cura com um ben-u-ron. Que não é palpável e à qual uma grande parte da sociedade ainda reage com o escudo do preconceito. Em especial no que toca à depressão pós-parto. Porque fomos Mães e é o momento mais feliz da vida de uma mulher. Mas a depressão pós-parto existe, é um facto. E se mentes fechadas não o aceitam como doença, temos pena. Atirem-se aos cães...
Ser boa Mãe passa, entre muitas outras coisas, por estarmos no nosso melhor. Porque só assim é possível dar o melhor de nós aos nossos Filhos. E eu quero isso. A minha filha merece o melhor de mim. Mesmo que para tal tenha de pedir ajuda e recorrer a maravilhas da indústria farmacêutica. Elas existem para alguma coisa... certo?

14 outubro 2011

Do meu porta-moedas...

A minha carteira, como a de muitos outros habitantes deste jardim (refiro-me apenas ao lugar com flores, relvinha e afins, não apelido que isso são outros quinhentos) à beira mar plantado está escanzelada, sub-nutrida. Cada vez a dita minga mais e mais e mais e mais... Está esquelética de todo. Diria que tem prognóstico reservado
Com tanta austeridade, até tenho medo de ligar a TV pela manhã (a agora já não é apenas porque o senhor do Minuto Verde me assusta de morte). A bem da minha sanidade mental talvez seja melhor dedicar-me somente a ver Trash TV... 
Mas pronto, já decidi onde vou cortar nas despesas. Vou cortar na luz. A partir de agora, o Maridão e eu apenas jantamos à luz das velas. É romântico e pónei.  Com IVA a 23% na electricidade mais me vale comprar muitas velinhas para me "alumiarem" de noite. E, quem sabe, me dedique a fazer umas rezas e mezinhas a ver se o bicho papão da austeridade vai pregar para outra freguesia...
E nisto, esse bicho nojento que se chama austeridade deu mais um valente coice na minha carteira... (passou a prognóstico muito reservado, tadita). Espero mesmo que o Pai Natal este ano não traga presentes para esse Senhor Austeridade... Os meninos maus e mentirosos não têm direito e prendas, não é?

12 outubro 2011

Das músicas que me aquecem o coração IV...

Porque ontem fizemos 3 anos de casados, não podia faltar esta por aqui... 

Our first dance as Mr and Mrs...

Unforgettable
In every way,
And forever more
That's how you'll stay.

That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am
Unforgettable, too.


A Mamã da Francisca teve...

Update do " A Mamã da Francisca quer..." 
O Maridinho acedeu a ir à Massimo Dutti ver os meus interesses... Disse que eram giros e emitiu um som tipo "nhe"...  Traduzindo: não acho nada de especial. 
Lá vem a Mamã da Francisca de mãos a abanar (drama, horror, tragédia) porque preza muito a opinião da cara metade (tem dias). E se os ditos não o deslumbravam não valia a pena o investimento... (roupa e sapatos são sempre bons investimentos... Pelo menos, é o que tenho de dizer para defender o meu closet e as caixinhas de sapatos que populam casa fora).
Mas.... a Mamã da Francisca possui agora esta maravilha de vestido:

Maridinho lindo e fofuxo, depois de chegarmos a casa comigo de mãos a abanar (orelinhas murchas e rabinho sem estar a abanar de contentamento), sem vestidinho, decide ir online procurar um trapinho que lhe parecesse adequada da minha pessoa. E como sabe a que lojas costumo ir fazer os meus devaneios (nem que seja porque vê os movimentos do cartão multibanco), foi investigar. E achou que este era a minha cara. E como tal, foi buscá-lo para mim. De surpresa! Acertou no número (aqui o corpo pós-parto enfia-se num 38 sem esforço algum... mas o que queríamos mesmo era caber num 36... havemos de lá chegar) e acertou no meu gosto. O que para muitos pode parecer fútil, a mim diz-me que ele me conhece tão, mas tão bem... E é óptimo sentir isso! 
Usei-o ontem para comemorar os 3 anos de casório :)  
My husband rocks!!!  

11 outubro 2011

De uns dias mais felizes da nossa vida...

Há 3 anos foi assim.... Nós. Passaram 3 anos. Foi um dia fantástico seguido de uma lua de mel inesquecível.
Mas passaram muito mais que 3 anos, que 5 anos que as nossas vidas se cruzaram. Passaram-se mais de 11 anos.  
Tinha muito frio e ofereceste-me o teu casaco. Um gentlemen then, um gentlemen today. Cativaste-me... no meio de toda uma penumbra... tu cativaste-me. Namoramos éramos então adolescentes. Tu sempre cheio de sonhos, projectos. Tu sempre cheio de vida, de alegria, de amor e carinho para dar. Ainda hoje permaneces assim... E como te amo! 
Mas a vida foi um bocadinho diferente nessa altura e cada um seguiu o seu caminho. Nunca deixamos totalmente de estar presentes na vida um do outro, mas éramos linhas paralelas... e dizem que linhas paralelas não se cruzam... 
Mas este mundo meio tolinho dá muitas voltas e tu voltaste a encher o meu coração com o sentimento mais bonito que existe: amor. Puro, único, incondicional. E no meio dessa corte feita surgiu a "Francisca", a suposta mulher por quem estavas perdidamente apaixonado e da qual falavas de maneira sublime, como se de uma Deusa se tratasse... E eu admirava e invejava como tu amavas perdidamente essa "Francisca". Até ao dia que me confessaste que a "Francisca" era eu. E daí surgiu a certeza que se tivéssemos uma filha se chamaria Maria Francisca. É essa a história do nome da nossa filha que um dia lhe iremos contar (vamos é passar à frente a parte da Mamã ser totó e não ter percebido nada... a perspicácia às vezes não abunda por estes lados). 
E essas linhas paralelas cruzaram-se de novo, entrelaçaram-se por laços fortes, muito fortes. À prova de tudo, à prova de qualquer sacrifício, à prova da distância do oceano Atlântico (prova superada duas vezes).  
Faz hoje 3 anos que entrei naquela Igreja, naquela cidade que tanto nos diz, com a certeza no meu coração de que tudo fazia sentido. Tudo encaixava na perfeição... E assim contínua... 
Obrigada por estes 3 anos de casamento maravilhosos. Mas agradeço ainda mais o dia em que entrei naquela sala de aula e me levou até ti... Obrigada Querido, por tudo... 
"And me, I still believe in Paradise..." 
"This is the way it should be... " It has always been...

10 outubro 2011

Do despertar...

Há quem acorde com ramos de flores pela manhã. Há quem acorde com pequeno almoço delicioso na cama (tenho saudades de panquecas by bimby com morangos pela manhã, sobre o disfarce de desejo de grávida).
Eu acordo com uma cadela chanfrada e psicadélica que acha mega cool bocados de papel higiénico all over the place. E uma coxa de frango cozido aos pés do berço da Francisca...  
Até percebo e agradeço que a bixa queira ser prestável. Mas, Mofli: a Francisca ainda não come frango, obrigada! E eu não preciso de 3 rolos de papel higiénico na cama  para nada logo de manhãzinha... Got it? 

09 outubro 2011

A Mamã da Francisca quer...

A Mamã da Francisca quer...


Big problem: convencer o meu rico Maridinho a ir à Massimo Dutti e abrir cordões à bolsa... Talvez deva usar o argumento que Terça Feira é uma data especialíssima para nós e merece umas coisitas novas para a comemorar (falta também eu conseguir enfiar o meu corpinho pós-parto, que de Danone não tem nada, nas roupitas aqui mostradas... Ao menos a carteira é tamanho único). 
Vamos ver como corre... Querido, se estás a ler este post, pensa nele com carinho, ok?

07 outubro 2011

Da "camisa de forças"...

Eu queria comprar um woombie. Ele dizia que sou tolinha e que aquilo era uma camisa de forças.... 
No dia seguinte, eu dizia que queria comprar um woombie e que aquilo era giríssimo, que as criancinhas adoram e dormem ainda melhor (e os Pais também) porque lhes faz lembrar a vida intra uterina, blá, blá, blá... Ele voltava a dizer que era tolinha, que não metia a nossa rica filha em semelhante coisa e que aquilo era uma camisa de forças... 
Andamos nisto umas boas semanas... Eu com mil e um  argumentos, páginas da internet com explicações científicas, relatos de outras Mamãs e ele tinha sempre o mesmo argumento: isso é uma camisa de forças e obra do demo... (vá de "meeeetro" bicho mau)
Até que, um destes dias, lhe mostrei algo muito semelhante mas com um nome mais pónei ("Swaddle Me Blanket", que uma Mamã falou num cantinho muito especial)  e... ele achou o máximo!!! (WTH???)
Escolheu o tamanho, cor e tipo de tecido e ainda acrescentou que era uma óptima ideia, até porque vem aí o Inverno e mais não sei o quê... Fiquei baralhada em relação à mente dele... De verdade, até porque tenho a certeza que não ganhei esta batalha usando a famosa  técnica da exaustão. Não sei mesmo que luz se terá acendido naquela cabecita, mas isso agora também não interessa nem ao menino Jesus
The thing is: a "camisa-de-forças-que-afinal-não-é-camisa-de-forças-porque-tem-um-nome-diferente" chegou e já coloquei a piquena lá dentro. A Francisca demorou 5 minutos (oh maravilha das maravilhas) a adormecer profundamente. De certeza que mal não está Quando tal sucede, faz questão de mostrar que não está feliz com a vidinha dela, abrindo a goela e mostrando quantos decibéis os seus pulmões são capazes de emitir... (e por quanto tempo os ouvidos da Mamã ficam a zumbir). Até me parece extremamente satisfeita, dorme um soninho bom e tranquilo... E eu adoro ouvir a respiração dela quando dorme assim... tão calma, tão pacífica (babosices da maternidade senhores)... 

Das músicas que me aquecem o coração III...

Porque estou viciada nesta música... porque me faz lembrar de ti enquanto a canto para embalar a Francisca... esta música aquece-me a alma e o coração... 

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
(...)I can't take my eyes off you 


06 outubro 2011

Do meu cérebro encolhido...

Estou a ficar burrinha... Mesmo burrinha...  
Explicando: eu, Mamã da Francisca, habituada a lidar com fórmulas químicas, protocolos xpto e complexos, técnicas com fancy names and so on and so forth... ando com dificuldade a contar quantas colheres de leite em pó tenho de adicionar para o volume x de água (algo que também aconteceria no Tempo dos Vickings para Mamãs que só usam leite artificial). Está tudo explicado na caixa do alimento da minha cria, não há como enganar. Mas às duas por três, enquanto ouço a sinfonia do waaaa waaaaa waaaaaaaaa (e começo a ficar com zumbidos nos ouvidos) e deito um olho na piquena, já não sei se adicionei uma, duas ou meia dúzia... Água fora e toca a pegar noutro biberão e a recomeçar o protocolo da coisa... Enquanto isso, a bebé Milupa (once Nestlé) berra e mostra os seus belos pulmões "Dá-me de comer toininha waaaaaa waaaaaaa waaaaaa!!!" E eu, mais aflita fico e já não sei quanto pózinho mágico meti no biberão... Let's start all over again... Sim, foram precisos 3 biberões (um inconfessável) até eu atinar e conseguir contar o número certo de colheres... 
Dear Lord... o meu cérebro está a mingar a uma velocidade supersónica. Será que me posso inscrever no Livro do Guiness? É que sinto que seria capaz de conquistar um novo recorde... 

Once you go Mac...


"O nosso tempo é limitado, por isso não o percamos nas vidas dos outros. Não fiquemos encurralados em dogmas, isso é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixem que o ruído das opiniões dos outros torne a nossa voz interior inaudível. E acima de tudo, tenham a coragem para seguir o vosso coração e a vossa intuição. De alguma forma, eles sabem aquilo em que verdadeiramente nos queremos tornar. Tudo o resto é secundário. "

Steve Jobs (1955-2011) 
Não sou uber geek... Não percebo bóia de computadores e tudo que envolva informática deixa-me de cabelos em pé... Mas gostava deste senhor. Gostava da sua história de vida e da sua forma de ver o Mundo e gerir uma Empresa (ele não estava lá para fazer amiguinhos). Para alguns seria exigente e extremista, para outros seria alguém que buscava sempre mais e melhor, que sabia puxar pelas capacidades e pelo melhor de nós enquanto profissionais. E  sempre apreciei como soube manter privada a sua vida privada. Sabe-se que era casado, tinha filhos e pouco mais. E isto, sendo um tipo com uma pipa de massa, diz muito à cerca da sua personalidade. E a frase deste génio, que transcrevi acima, reflecte muito o que eu penso e que infelizmente a maior parte das pessoas não é capaz de meter na sua cabecinha oca. Mas, se assim não fosse, não haveria telefonemas sem nexo e lá se ia algo sobre o que escrever. Portanto, gostava deste Homem sim senhor, acho que deixa um belo legado.
Sou e serei fã da Apple... Nada melhor que o meu IPod (nada de coisas touch, o modelo mais básico para não queimar muito neurónio) e o meu MacBook Pro.
Once you go Mac, you never go back... 

03 outubro 2011

Nada nesta família é normal...

Nada nesta família é normal. É um facto, let's face it... 
Desde a Mamã da Francisca, passando pelos Habitantes da Tribo dos Meninos Perdidos, pelos Habitantes da La La Land (onde tudo tem de ser politicamente correcto e muito incoerente), nada é normal. 
Desde a gata muito muito muito velha de cor preta e baptizada como... Preta (originalidade no seu melhor) e que deve estar meia senil (só pode) porque mia a noite toda, atravessando o gato-que-era-gata-mas-afinal-é-gato e não sabe miar e dá pelo nome de Juanito, el lorde, nada de nada é normal. 
A Mofli não podia falhar para encaixar nesta família um bocadinho a dar ao muito disfuncional. Tem pancas e manias q.b, como comer parede (o meu senhorio nos EUA ainda deve estar para me mandar a conta das escavações arqueológicas da bicha), deitar-se em cima da minha cabeça até me roubar a almofada e eu acabar a dormir sem a mesma e toda tortinha, como achar que todos os gatinhos são amiguinhos e 'bora lá tentar dar-lhes muitos beijinhos... A nova panca consiste em ir espreitar se a Francisca está bem no seu berço, sempre muito delicadamente e nada de saltar para dentro do dito, só patinha na beira e espreitar... E se a minha rica e adorada cria calha de estar a chorar, levo logo com um olhar reprovador de Mofli, como quem me quer dizer: " Oh burra, não vês que o bebé está a chorar? Mexe-te!!!"... Enfim... Mas a melhor panca da canina é a do seu leãozinho, o primeiro brinquedo que teve quando se juntou a este bando de gente estranha... E agora foi caught on camera... (a qualidade não é a melhor, o telemóvel era o que estava à mão...)

Mas pancas à parte, de certeza que a Mofli e a Maria Francisca serão inseparáveis e as melhores amiguinhas... Mal posso esperar por ver a minha piquena a gatinhar com a sua  micro amiguinha casa fora (e nessa altura é melhor por os cacos das heranças de família a salvo...)
E assim vai a vidinha nesta famelga... Pérolas...