'Mha rica filha demonstra ter o instinto maternal que sua Mãe, eu, possuía até ao dia em que lhe puseram a sua cria nos braços: próximo do nulo. Está, claramente, presente na maneira como "carinhosamente" segura a sua Fanny pela perna e a arrasta casa fora... Riqueza boa de sua Mãe!
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28 fevereiro 2013
Constatação rápida...
30 março 2012
Ah, Sexta feira... #8
Doce, doce, doce Sexta feira.
Pequena (grande! Onde está a bebé enfezadinha que me olhou com espanto quando te trouxeram até mim?) Texuguinha faz 7 meses. 7 meses de ti.
Continuas calminha. Mas quando te dá os cinco minutos, vai tudo na vassoura.
Adoras adormecer a agarrar o Kiko Nico. Pelo focinho, pelas orelhas, não importa, o Kiko Nico tem é de estar. Tens um verdadeiro gangue de Nicos e adora-los a todos. O Leo Nico acompanha-te sempre que vais para algum lado, não fosses tu descendente de um "Leãozinho".
Entraste na fase São Bernardo e acho que não tarda serás monodente.
Tens um olhar meigo, doce, terno.
Descobriste as tuas "chulecas" e agora não queres outra coisa.
És verdadeiramente brega, deliras com o "Macaco gosta da banana" que te canto para nos rirmos. E como eu adoro ouvir as tuas gargalhadas!
Continuas igualzinha ao teu Pai, até faz impressão. Diria que és um teste de paternidade ambulante, não há que enganar. A genética fez um trabalho digno de ditador, não deixando traços meus no teu físico. De personalidade, acredito que serás como eu. És reivindicativa e refilona. Quando estás a "lutar pelos teus direitos", bates com o pé esquerdo. No sofá, no chão ou no que estiver mais "ao pé". Deves ser um pouco insensível à dor (característica herdada da Tribo Dos Meninos Perdidos, apelidando o teu Pai a nossa resistência (insensibilidade?) à dor de estoicismo.).
És verdadeiramente cuscuvilheira (go figure...). Tens de ver tudo o que se passa à tua volta. Ontem fomos as duas ao supermercado e levei-te no sling. Foi o delírio para ti. E para quem por nós passava e olhava desconfiada também. Que raio de Mãe seria eu que trazia a filha num pano??? Cheguei a pensar que tínhamos sido raptadas por aliens e voltado numa versão Avatar.
Papa não é contigo. Tanto que desisti de ta dar. Ficavas agoniada e passavas o resto do dia a arrotar (sinistro!). Gostas é de sopa e fruta. E sopa digna de quem vai trabalhar arduamente na lavoura, nada de coisas levezinhas.
Quando te dou o último biberão do dia, gostas de por a tua mãozinha pequenina e gorducha na minha cara. És um bocadinho a dar ao brutinha, assemelhando-se mais as tuas festinhas a estaladas, mas a intenção está lá.
Adoras a nossa 'mai velha (a Mofli), mas a tua brusquidão já fez a pobre canina voar uns metros pelo ar. Adoras a Preta, a gata velha muito velha. Adoras animas e espero que assim sejas pela vida fora. Lembra-te : quem não é bom para os animais também não é bom para as pessoas...
Doce, doce, doce Sexta feira. E por isso, vamos festejar os 4 (a nossa mai' velha também estará presente). Em família, a nossa pequena família. Como deveria ser sempre.
Doces 7 meses, doce Sexta feira...
28 janeiro 2012
Dos "sem noção..."
Os "sem noção" são uma sub-espécie humana. Há vários marcadores (não genéticos, espero eu) que fazem com que um aparente ser humano normalíssimo possa ser categorizado como "sem noção".
Aqui ficam alguns desses marcadores para que atentem e saibam se estão em presença destas aves raras ou não:
- se vão ao Ginecologista e são inquiridas como correu a consulta por um humano XY, que não o vosso Marido (ou esticando muuuito a corda, Pai);
- se se levantam da vossa mesa, em vossa própria casa e são sempre inquiridas de qual o vosso destino (vou só ali fazer um chichizinho, oh deixe por favor...);
- se são inquiridas do local onde a vossa cria foi concebida, com direito a insistência na impertinente questão (pode, em casos extremos, ser acompanhado de inquirição sobre a posição do acto, não que alguma vez o tenha presenciado);
- se o ser humano em questão tem memória de peixe, fazendo refresh a cada 3 segundos (isto sem que aquele senhor Alemão, tanto quanto se saiba, lhe ande a toldar as ideias), fazendo com que a mesma questão seja colocada over and over again, testando o limite da vossa paciência (e a capacidade de morder a língua e não responder com uma bela frase "nortenha");
- se o ser humano em questão tem opinião sobre o número de filhos que o casal deve ter, porque sim ;
- se o ser humano em questão vem visitar a vossa criancinha doente e insiste em sentar-se ao lado dela, segurando-a pela mão, enquanto tosse qual D. Maria de Noronha (se não vos lembrais de quem é, ide ler Frei Luís de Sousa de novo) noite fora, enquanto a Mãe da criancinha se debate se o que está a ver é realidade ou se bateu com a cabeça numa esquina e está a ter alucinações;
Se alguma destas situações vos diz alguma coisinha, então poderão ser indícios da presença de um "sem noção" na vossa vidinha.
Após várias pesquisas e estudos científicos, ainda não se descobriu a cura para um "sem noção". Existem alguns estudos remontantes ao tempo dos Vickings que sugerem que a melhor maneira de lidar com esta sub espécie é usando a técnica faça-cara-da-cú-e-use-da-cabeça-para-responder-à-letra. Outros estudos há, que apontam como melhor caminho a seguir o sou-mouquinha-desculpe-mas-não-ouvi-por-isso-não-posso-responder. Fica ao encargo do próprio decidir qual das técnicas deverá usar, quando confrontado com feroz sub espécie. Eu continuo sem saber qual devo aplicar, limitando-me a fazer cara ainda mais de parva incrédula...
E depois, eu é que preciso de maravilhas farmacêuticas... Está bem está...
14 novembro 2011
Das Bisavós...
A Francisca tem três Bisavós. Duas do lado paterno e uma do lado materno. Infelizmente, já não tem nenhum bisavô.
Do lado materno, ou seja, a minha querida Avózinha, esse poço de cultura Transmontano, é a primeira Bisneta. Quando conheceu a Francisca, depois de muito babar, perguntar se era mansinha (i.e, se era uma bebé calminha) e dizer "que Deus a proteja sempre", rematou com um "O Pai não pode dizer que a filha não é dele..." Ora, muito bem, acho que o Pai já sabia disso, mas obrigada pela confirmação...
Do lado paterno a coisa tem muito mais piada. Uma das Bisavós da minha filha é daquelas velhinhas com uma língua muito, muito afiada. Nunca tem, e pelo que me contam nunca teve, nada de simpático para dizer. Nada. E para melhorar, está a ficar meia senil, dando azo a conversas, no mínimo, estranhas. Como da vez em que Marido lhe liga a contar que ia ter uma Bisneta e ela perguntou se estava tudo bem com o menino. Marido reitera de novo que é menina. No final da curta (e louca) conversa ela manda beijinhos para o menino e Marido estava plenamente convencido que a Senhora não fazia ideia com quem tinha acabado de falar. No dia do nascimento da piquena, Marido liga a dar a boa nova. Bisavó pergunta como se chama o menino (again), ao que ele responde: É menina e chama-se Maria Francisca (creio que já lho tinha dito antes, mas dá-se o desconto que a idade pesa e para lá caminhamos todos). A resposta do outro lado da linha em relação ao nome da piquena foi um "Esperemos que ela goste do nome quando crescer..." (WTH???) Mais nada, ficou-se por aí a conversa... Nunca ligou a saber da piquena nem tão pouco demonstrou interesse em a conhecer até ao dia de hoje. Whatever...
A outra Avó do meu Marido é um doce de Senhora. É mesmo querida. Mas também diz o que lhe vem à cabeça sem grande (nenhum) travão, o que leva a conversas hilariantes, nas quais a minha Sogra (habitante da Lala land) exclama constantemente num tom de profundo escândalo "Oh Mãeziiiiiiiinha, não diga isso...", tentando "encobrir" os "podres"da família (na Lala Land tudo tem de ser politicamente correcto) e as histórias deliciosas que a Senhora gosta de me contar (e eu adoro ouvir para me rir). Já tem 9 bisnetos e nunca se esquece de nenhum. Antes de regressarmos "à base", a Francisca foi "dar um beijinho". Quando descíamos para entrar no carro e seguir viagem, a Bisavó atirou para as vizinhas, que apareceram num ápice ao verem uma criança de colo (fenómeno que não consigo entender até hoje) : "Esta tira a Mãe de culpas" (tradução: a Francisca é a cara chapada do pai).
Lindo não é? Só me sai disto...duques e cenas tristes...e pérolas, muitas pérolas....
21 outubro 2011
Das parecenças...
Dizem que, quando os bebés nascem, são todos iguais. Eu também achava que sim. Pequeninos, vermelhos e enrugadinhos (shame on me). Até a Francisca nascer e achar que era o recém nascido mais bonito e perfeito que alguma vez vira (continuo a achar...). Seria capaz de reconhecer a minha piquena numa sala cheia de recém nascidos. A imagem dela após o nascimento, quando veio por breves momentos à minha beira e nos vimos, finalmente, olhos nos olhos, ficou-me cravada na mente. Como que a ferros. Algo que nunca conseguirei esquecer (duvido mesmo que se aquele senhor Alemão decidir visitar o meu cérebro, consiga apagar a imagem da minha bebé acabadinha de vir ao Mundo).
Dizem, também, que quando são ainda muito bebezinhos, não se parecem com ninguém. Mas a verdade é que desde o dia em que nasceu que toda, mas toda a gente sem excepção, diz que a Francisca é a cara chapada do Pai. E o Pai baba qual São Bernardo (minus a pipa ao pescoço) quando ouve tal. É sim, muito parecida. Especialmente nos olhos, na expressão do olhar. E as orelhas são iguais (fotocópia), incluindo um biquinho na cartilagem de uma delas, facto que levou Marido e Sogro ao delírio e êxtase pleno quando constataram tal facto, dado ambos terem também o dito.
A minha genética (que não é grande coisa) foi vencida pela do meu Marido (ainda bem). Sei que os bebés mudam muito com o passar do tempo, mas quase com dois mesinhos (já???????), a Francisca mantém-se muito, mas mesmo muito, parecida com o Papá.
Meu, herdou as mãos, com dedos e unhas compridas (das poucas coisas que gosto em mim). Dedos de pianista como se costuma dizer (pode ser que a piquena decida dar uso ao piano que tem em casa dos Avós e no qual a Mamã nunca mais tocou desde que deixou o Conservatório). E os lábios. Sim, aqueles lábios têm a minha marca. Desenhados e carnudos. Mas tudo o resto, é o Papá.
E é tão bonita e perfeita a minha doce pequenina...
14 julho 2011
Das heranças de família...
Esta noite dei por mim a pensar nas heranças de família. Não me refiro a bens materiais como tachos e loiças de marca fina (ou toalhas bordadas de linho e toda uma panóplia de coisas inúteis) que passam de geração em geração, mas sim às outras, as que não se podem escolher...essas mesmo, as genéticas!
Ontem, depois de saber que a Francisca era pequenina e magrinha, e, apesar de ainda ter esperança que seja só um erro daquela médica (com mais frequência do que seria desejável o ser humano mete a pata na poça... ), fui investigar e consultar o Dr. Google. Esse mesmo, o Dr. Google, conhecido pelos seus prognósticos alarmantes e catastróficos, capazes de deixar até o meu Marido (esse poço sem fundo de optimismo, tão sem fundo que me chega a levar ao desespero) a reflectir sobre o assunto durante mais de 10 minutos. Depois de muito pesquisa no consultório virtual do Dr. Google, deparei-me com o facto de que há bebés pequeninos e magrinhos (também referidos por mim como enfezadinhos, espero não ferir susceptibilidades) e há bebés grandes e gordinhos (traduzidos na minha linguagem comum como texugões...Vá, não se choquem comigo, quem me conhece sabe que evoluí muito no que toca a sensibilidade.) Após horas de consulta (ainda bem que este Dr. é um querido e não cobra honorários) concluí que, entre muitos outros factores que contribuem para que tenhamos um bebé digno do Guinness ou não, eis que surge a maravilhosa genética.
Após profunda reflexão tirei imeeeeeeeeensas conclusões (extremamente válidas como irão atestar em seguida...ou não) a esse respeito e que passo a enumerar (e que não se ficam pelo debate enfezadinhos vs texugões) :
- O meu Pai quando nasceu em Trás-os-Montes há muitos, muitos anos atrás (uaaaau, quase tão poético como "In a Galaxy far far away", daqueles filmes que o meu Marido me quer obrigar a ver e aos quais, até hoje, sempre consegui esquivar-me elegantemente...and let's keep it that way) era um enfezadinho amarelo e doente. Ao 3º dia de vida levou 3 injecções, que nunca ninguém soube dizer para que eram e a Extrema Unção. É sempre bom um começo de vida assim...talvez seja essa a explicação para o facto de ainda hoje em dia o meu Pai ser primo directo do Velho do Restelo. Se estiverem a precisar de optimismo, NÃO falem com ele... Perto do fim da conversa estarão à procura de uma corda ou algo que possa executar a mesma função! (acreditem que o adoro, sou meeeeeeeeesmo menina do Papá)
- Como referi no meu post anterior, eu também fui uma enfezadinha. Não tive direito às mesma exéquias que o meu Pai, mas fui inundada por um quantidade de elogios sumarentos como o "coisa tão ruim" e "não vai dar em nada" (abstenho-me de dizer os comentários da minha Mãe em relação a semelhantes elogios atirados no puerpério...). A minha fase de enfezadinha durou vários anos, onde para desespero dos meus Pais, não comia nada de jeito e fazia frosquices à comida. Graças a isso, passei muitas horas de castigo no refeitório do Infantário...(e também ao facto de trepar as grades com os meus amuiguinhos enquanto brincava ao esquadrão Classe A). A relação bastarda com a comida mantém-se até hoje, mas isso são outros episódios mais deprimentes e que agora não interessam para nada!
- A minha Mãe acabou a gloriosa gravidez da sua enfezadinha na cama, com uma complicação rara mas de nome chique: Diástase da Sínfise Púbica...digam lá, é fino, não é? Adivinhem meus senhores???? Pois é, há mais de 15 dias que passamos os nossos dias na cama, sem conseguir andar sem ser de maneira no mínimo awkward (e que nas poucas vezes que fui à rua desde então maravilha todos os transientes. No caso de ir acompanhada pelo meu Marido, há também a versão dos olhares inquisidores a ele enviados), sentar ou virar na cama sem direito a um chorrilho de guinchinhos de dor e, por vezes, palavras menos doces.
- Do lado do meu Pai consegui herdar, para além do nariz de papagaio que me torna inconfundível vista de perfil (let's face it...), um par de rins que não deveriam ter direito sequer a esse nome. Não fazem muito do que era suposto fazer (mas esmeram-se a fazer calhaus com muita classe), assim como também não o fazem pelo meu Pai nem o fizeram pela minha Avó.
Pois é meus senhores, é a genética no seu expoente máximo. Aqui não há pernas Gisele Bundchen para herdar, olhos azuis à la Oceano Pacífico ou ainda capacidade de correr os 100m em menos de 10 segundos enquanto se faz a raiz quadrada de um número de 7 algarismos apenas usando a massa cinzenta...
Mas temos sempre os tachos e loiças de marca fina (ou toalhas bordadas de linho e toda uma panóplia de coisas inúteis)...
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