Fui para a cama cedo, que é como quem diz meia noite e uns trocos. 5 minutos depois de me ter deitado, começou o fado. Francisca berrava histericamente. Se lhe pegava, agarrava-se a mim com uma força que lhe desconhecia. Deitava-a, bebé ó-ó, toma o Pipo, ficava mais um pouco e saía quando me parecia que finalmente tinha acalmado. 2 minutos depois, vira o disco e toca o mesmo. Se não lhe pegava, berrava ainda mais, tentando pular fora da cama. Andamos nisto até às 4h da manhã, entre ben-u-rons e termómetros pelo meio. Mas também podiam ser 5, sei lá, já não via nada, que a última vez que vi as horas claramente eram 2h44. Depois, era qualquer coisa, sempre a somar. A certo ponto desisti. Já não aguentava, já me apetecia gritar, ralhar, tinha frio, tinha sono, doía-me a cabeça. E aquele choro sempre a por-me as entranhas reviradas. Trouxe-a para a minha beira, mas a coisa também não correu logo bem ( foi a excepção à regra, mas estava desesperada, fazer o quê?). Gritou, berrou, bateu até que adormeceu. Às sete, vamos lá de novo. Agora anda aqui à minha beira, como se não fosse nada com ela. Quer dizer, de vez em quando, manda umas risadas estilo Jockey, denunciando a moca com que está. Acabei por faltar e ficar com ela em casa, sei lá o que lhe deu. E eu, tenho um sono descomunal, uma dor de cabeça monstra e vontade de vegetar até ser dia. Amanhã, claro.
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08 janeiro 2013
Hoje, mordo.
03 janeiro 2013
Aos que eu conheço e aos que cá passarem: Carta aberta a futuros Pais (porque me apetece)...
Tenho dois casais próximos a quem 2013 vai trazer um bebé. Havia muita coisa que gostava de lhes (vos) dizer olhos nos olhos, sem panos quentes, frosquices e harpas e passarinhos. Mas não posso porque há todo um filtro social que me impede e toda uma barreira de Papás in the making que não aceita o que se diz, donos da verdade do desconhecido. Fair enough. Mas deixo aqui escrito o que me vai na alma para aliviar a (minha) consciência...
Queridos futuros Papás:
Preparem-se. A vida como a conhecem acaba. É um facto. Não há volta atrás, a vida muda TODA. As prioridades alteram-se. De repente, são Pai e Mãe e têm de conseguir encontrar o vosso lugar na vossa relação de casal de novo. Não se anulem como apenas Papá e Mamã. Lembrem-se que já eram um casal antes de decidirem trazer uma vida ao Mundo. Mimem-se. Apoiem-se. Remem para o mesmo lado e a corrente da mudança custará menos a levar a bom porto. Mas aceitem que jantares a dois, saídas quando se quer, ir aqui ou ali, dormir uma manhã inteira terá uma logística diferente de tudo o que até então conheciam. Não abanem a cabeça e digam que são os Pais mais práticos à face da terra. Verão mais tarde o que eu quero dizer com isto, mas fiquem desde já alertados para o facto que até um passeio numa tarde de sol requer algum planeamento.
Um bebé não é um Nenuco. Não é sempre fófinho, não é sempre cheirosinho. Um bebé não sabe dormir. De todo. Por um bebé de meses a dormir uma noite inteira requer algum trabalho e disciplina, mais ou menos, depende da sorte que vos calhar. Mas mesmo os bebés fáceis vão dar más noites de quando em vez. Ou serão cólicas, ou dentes, ou terrores nocturnos, ou pesadelos, ou a necessidade de não se sentirem sozinhos no Mundo e saberem que está alguém por ali. Ou irão chorar e berrar porque é a única maneira que conhecem (ainda) de comunicar, embora inteligível para nós. Com o tempo, aprenderão a interpretar o choro do vosso bebé. Reitero, com o tempo. Não se aprende a partir do momento que o colocam no vosso colo. Haverá noites que serão contínuas com os dias, mesmo que tenham a felicidade de ter uma criança santa, um verdadeiro come-e-dorme-e-faz-coisas-de-fralda. Apoiem-se nas olheiras, cansaço extremo e maus humores. Façam turnos. Atirem a moeda ao ar. Mas lembrem-se que estão ambos juntos nisto. A Mãe "só" porque é Mãe não tem a responsabilidade de arcar com tudo, especialmente se amamentar. E muito menos sob a capa da Licença de Maternidade e o "tu é que estás em casa". Cuidar de um bebé pequeno é desgastante, física e emocionalmente. Dias houve em que eu esperava Mêhóme chegar a casa, sôfrega de tempo para mim, para poder tomar um banho em paz. Ou sair de casa e respirar um sossego provisório. Dividam e partilhem tarefas, será tudo muito melhor. Não atirem culpas de um lado ao outro nem passem atestados de incompetência. Ambos estão a aprender e ambos irão errar e desesperar e pensar "mas porque chora desta vez?? Que fiz de errado???". Nada. Estão a aprender, assim como estarão ao longo de toda a vida. Com o nascimento de um bebé, irão também crescer vocês enquanto pessoas, seres humanos. E se assim o quiserem e fizerem por, enquanto casal.
Riam-se com os percalços de Pais de 1ª viagem. Eles vão acontecer. Alguém que se esquece de fechar bem a fralda. Alguém que não se lembra quantas colheres de leite já colocou na água e vá de começar tudo de novo às 4 da manhã. Collants vestidos ao contrário. Chuchas M.I.A. Toalhitas que acabam e ninguém se lembrou de comprar mais.
Não esperem ouvir harpas e passarinhos a chilrear. Isso não existe. Não criem essa ilusão ou quando baterem de frente com a realidade irá custar mil vezes mais.
Mamãs, não se subjuguem aos estereótipos da sociedade no que respeita à Maternidade. Vivam-na da melhor maneira para vocês. Não tenham medo de dizer que precisam de 5, 10 minutos, 3 horas a sós, longe de fraldas e chupetas e biberões. Se quiserem amamentar, amamentem. Se não quiserem, defendam a vossa posição, baseando-a em factos concretos. Se quiserem e não for possível (o meu caso pessoal) não se deixem vergar pelo peso da culpa. As mamas são vossas, decidam apenas em consciência o que é melhor para todos, vocês incluídas. O amor de Mãe existe e é tudo o que dizem. Mas mais uma vez, vem com o tempo. Fortalece-se nos laços que se criam e estreitam todos os dias, nos detalhes sublimes que descobrem a cada novo nascer do sol. Não achem que existe algo de errado porque gostam do vosso bebé mas não sentem os foguetes que vos venderam. Dêem tempo para se conhecerem, se explorarem. O amor nasce lentamente, como qualquer amor digno de tal nome. Estejam atentas a baby blues que demoram a passar. A depressão pós-parto é sorrateira mas instala-se de armas e bagagens. Se não se sentirem bem, uma tristeza imensa, um choro interminável, um pânico quando o vosso bebé chora, peçam ajuda. Falem. Não se calem porque "foste Mãe e devias estar no sétimo céu". Ela existe e magoa muito, destrói pedacinhos de vocês a cada dia que não pedem o socorro que precisam. Não esperem que o que se modificou ao longo de meses volte ao sítio após parir. Não volta. E provavelmente, muitas coisas não voltarão a ser como eram. Uma estria, uma cicatriz de cesariana, derrames nas pernas, as mamas que se modificaram um pouco. Aprendam a desvalorizar essas marcas, fruto de uma gestação. Se vos incomodam verdadeiramente, tentem solucionar a coisa. Mas não levem isso muito a sério, relativizem. São amadas como Mulheres, não como Top Models.
Se quiserem partilhar cama com a cria, partilhem. A cama é vossa e ninguém tem de mandar nela senão ambos que lá dormem. Mas chegará a altura em que quererão voltar a ser dois, a ter a vossa intimidade e não será justo, de todo, pedir a um bebé que até ali só conheceu aquela realidade, que aceite de bom grado uma cama fria e um quarto só e esperar que seja tudo rosas e que a criancinha diga "porreiro, pá, estou à larga". Decidam em consciência e com a consciência de que tudo, mas tudo na Bebélândia, se repercute no longo prazo.
E lembrem-se: um bebé é uma alegria imensa, mas dias haverá que não saberão o que andam a fazer. Ou no que se foram meter e que nunca mais vão dormir. Vão. Eventualmente.
O nascimento de um filho pode e deve ser uma bênção, não algo transtornante e capaz de gerar conflitos de proporções catastróficas. Leiam, conversem, informem-se, a dois. Um filho não se faz sozinho, it takes two to dance the Tango. E já dizia a Simone que "quem faz um filho, fá-lo por gosto". E acreditem, que mesmo que não haja cenários idílicos, que não os há, nada neste Mundo e em possíveis outros se compara ao "fazer" crescer um filho. Será sempre o vosso coração que já não vos pertence, mas vive agora naquele minúsculo e piqueno ser. A melhor parte de vocês. As preocupações com um filho nunca acabam. Não acabam no dia em que ele faz um ano ou no dia em que faz 35. Irão ser parte integrante de vocês até a um último suspiro do vosso corpo. Abracem a mudança que esse bebé trará às vossas vidas. Mas aceitem que é uma mudança sem retorno. Se o fizerem, a vida a três será muito mais pacífica. E muito, muito, muito mais feliz. E o que eu quero, é que sejam imensamente felizes na vossa nova vida.
06 dezembro 2012
E é isto minha gente, que diz que é Natal...
Os Pais fófinhos escolhem as melhores fotos das suas crias, nos seus melhores autefites de aprumo e bom comportamento, para impingir aos Avós na quadra de coiso. Os Pais extraviados percorrem as fotos t o d a s à procura das melhores caretas, cara de gozo, cara de safada, cara de rufia, para compilar e embrulhar com lacinho. E é isto...
24 outubro 2012
Olha, diz que sim...
Uma camisa de forças para lhe limpar o ranho não seria má ideia. E tão esperta que se pôs que quando vê o esguicho daquela coisa que dizem que é água do mar mas eu acho que é água del cano, já sabe ao que vai e berra como um bezerro. Ainda pensei que me viessem bater à porta, munidos de paus e tochas, para salvar a criança da Mãe ensandecida. Mas era só o esguicho que apoquentava a criança. Não que eu não ande no limiar da insanidade, mas isso é condição permanente. E agora lembrei-me que como em 15 dias é a segunda vez que vai ser "antibioticada", será que posso deduzir o preço dos antibióticos na mensalidade do infantário (co-lé-gio burra, diz-se co-lé-gio)? Se calhar não dá, mas podia ser. Diz Sô Doutor que a cria está virosa e cheia de coisas lá por dentro, coisas normais, diz ele, faz parte da praxe de entrada no infantário (co-lé-gio burra, diz-se co-lé-gio). Eu abano com a cabeça e digo que sim, pois claro, que está bom de ver e que isto do "conceito de normal" é muito relativo. E a bata branca diz que a cria tem umas coisas acabadas em -tivites enquanto eu tento que ela páre de subir e descer da cadeira, que é uma canseira de ver. E leve aqui o receituário para o antibiótico e mais umas gotas para por no nariz e nos olhos e daqui a 5 dias pode voltar e continuar na praxe. Eu gostava mais das da faculdade, pelo menos não acabava com ranho verde no cabelo. Eu, não ela. E se calhar, uma camisa de forças para por as gotas não seria má ideia.
20 outubro 2012
Está preparada para ter filhos?
Roubado à Kiki. Já não aguento a barriga de tanto rir!!!
Teste 1: Preparação
Mulheres: preparação para a gravidez
1. Vista um roupão e coloque um saco de feijões à frente.
2. Deixe ficar.
3. Passados 9 meses retire 15% dos feijões.
Homens: preparação para os filhos
1. Vá à farmácia, esvazie o conteúdo da sua carteira no balcão e diga ao farmacêutico para fazer o que quiser com o dinheiro.
2. Vá ao supermercado e combine um modo de o seu salário ser pago directamente para a conta bancária deles.
3. Vá para casa. Pegue no jornal e leia-o pela última vez.
Teste 2: Conhecimento
Escolha um casal que já tenha filhos e critique-os sobre os seus métodos de disciplina, falta de paciência, níveis baixíssimos de tolerância e sobre como permitem que os filhos corram como selvagens.
Sugira formas para melhorarem os hábitos de sono dos filhos, treino do bacio, maneiras à mesa e comportamento em geral.
Aproveite. Será a última vez na sua vida em que terá todas as respostas.
Teste 3: Noites
Para descobrir como serão as suas noites:
1. Passeie pela sala de estar entre as 17h e as 22h carregando um volume com cerca de 4 a 6 kg, com o rádio mal sintonizado (ou outro som insuportável) bem alto.
2. Às 22h pouse o saco, ponha o alarme para a meia noite e volte a dormir.
3. Levante-se às 23h e ande com o saco na sala de estar até à 1h da manhã.
4. Ponha o alarme para as 3 da manhã.
5. Como não consegue voltar a adormecer, levante-se às 2h da manhã e faça uma chávena de chá.
6. Deite-se às 2h45.
7. Levante-se novamente às 3h, quando o alarme tocar.
8. Cante no escuro até às 4h.
9. Ponha o alarme para as 5h da manhã. Levante-se quando tocar.
10. Faça o pequeno almoço.
Mantenha esta rotina durante 5 anos. Aparente estar cheia de energia!
Teste 4: Vestir crianças pequenas
1. Compre um polvo vivo e um saco de atilhos.
2. Tente colocar o polvo dentro do saco de forma a que não saiam braços
3. Complete esta tarefa em 5 minutos.
Teste 5: Carros
1. Esqueça o BMW. Compre uma carrinha de 5 portas.
2. Compre um cone de gelado de chocolate e coloque-o no porta-luvas. Deixe-o lá ficar.
3. Pegue numa moeda e coloque-a no Leitor de CDs.
4. Pegue numa embalagem de bolachas de chocolate e esmague-as no banco de trás.
5. Passe um ancinho ao longo dos dois lados do carro.
Teste 6: Passeio a pé
1. Espere.
2. Vá para a porta da frente.
3. Volte atrás.
4. Saia.
5. Volte para dentro novamente.
6. Saia novamente.
7. Desça as escadas.
8. Volte a subir as escadas.
9. Volte a descer.
10. Ande 5 minutos muito devagar.
11. Pare, inspeccione bem à volta e faça pelo menos 6 perguntas sobre cada pastilha elástica usada, papel sujo ou insecto morto que encontrar no caminho.
12. Retrace os seus passos.
13. Grite que já aguentou tudo o que podia até que os vizinhos venham cá fora ver.
14. Desista e volte para casa.
Agora está preparada para levar uma criança pequena a passear.
Teste 7: Conversas com crianças
Repita tudo o que diz pelo menos 5 vezes.
Teste 8: Compras
1. Vá ao supermercado. Leve consigo o mais parecido com uma criança em idade pré-escolar que encontrar – uma cabra adulta, por exemplo. Se tenciona ter vários filhos, leve mais do que uma cabra.
2. Faça as compras da semana sem perder a(s) cabra(s) de vista.
3. Pague tudo o que a(s) cabra(s) comerem ou destruírem.
Só deverá considerar ter filhos depois de conseguir fazer isto facilmente.
Teste 9: alimentar um bebé de 1 ano
1. Esvazie um melão.
2. Faça um buraco pequeno de lado.
3. Pendure o melão no tecto e balance-o.
4. Pegue numa taça de cornflakes ensopados em leite e tente enfiá-los à colherada no melão irrequieto, enquanto finge que é um avião.
5. Continue até que metade dos cornflakes desapareça.
6. Cole o que restar no seu colo, certificando-se de que uma grande parte cai no chão.
Teste 10: TV
1. Aprenda os nomes de todos os personagens dos Wiggles, Barney, Teletubbies e Disney (no nosso caso é mais dos Gormitis, Scan2Go, Super Heróis, etc).
2. Veja apenas isso na Televisão durante pelo menos 5 anos.
Teste 11: Desarrumação
Consegue aguentar a desarrumação das crianças? Descubra se sim ou não.
1. Espalhe manteiga no sofá e compota nas cortinas.
2. Esconda um peixe por trás da aparelhagem e deixe-o lá o verão inteiro.
3. Enfie os dedos na terra dos vasos e a seguir esfregre-os nas paredes.
4. Esvazie todas as gavetas, prateleiras e caixas da casa para o chão e siga para o passo 5.
5. Aleatoriamente, leve objectos de uma sala para a outra e deixe-os lá.
Teste 12: Viagens longas com crianças
1. Faça uma gravação de alguém a repetir bem alto “Mãe”. Importante: não deve deixar mais de 4 segundos de intervalo entre cada “Mãe”. Inclua ocasionalmente um crescendo na voz até um nível supersónico.
2. Ponha esta gravação a tocar no carro, sempre que for a algum lado, nos próximos 4 anos.
Está preparado para fazer uma viagem longa com uma criança.
Teste 13: Conversas
1. Comece a falar com um adulto à escolha.
2. Peça a alguém para continuamente puxar a sua saia ou manga da camisa, enquanto toca a gravação “Mãe” referida acima.
Está preparada para ter uma conversa com um adulto com uma criança na sala.
Teste 14: Preparar-se para o trabalho
1. Escolha um dia em que tenha uma reunião importante.
2. Vista o seu melhor fato de trabalho
3. Pegue numa chávena de natas e junte um copo de sumo de limão.
4. Mexa bem.
5. Entorne metade na sua saia.
6. Ensope uma toalha com o resto da mistura
7. Tente limpar a saia com essa toalha.
8. Não mude de roupa (não tem tempo).
9. Vá para o trabalho.
Já está pronta para ter filhos. Aproveite!!!!
04 setembro 2012
A volta à cama em milhentas noites...
Desde que começou a gatinhar, o assunto dormir tornou-se num caso sério para Sô Dona Maria Francisca. Se antes, após meses de auto disciplina para não a embalar e deixá-la adormecer nos meus braços (tendo eu sido apelidada de cabra-mãe), bastando deitar na caminha, dar o KikoNico e "Boa noite Francisca", luz apagada e poneisice da Chicco a tocar para minha rica filha resvalar para o sono sem escândalo. Hoje em dia a minha cria decide fazer exercício. Deitar e levantar, correr a cama de uma ponta à outra, guinchar, gritar em desespero "ai jasus que a cama tem picos, socorro". Coincidentemente, ou não, para além do gatinhar, este começo da nova fase de calamity Francisca começou por alturas de escrita intensa de bixa horribillis, em que muitos dias via a minha piquena um par de horas por dia (com imenso sentimento de culpa associado, mas c'est la vie...). On top of that, muitas (demais) horas a ser mimada pelos Avós, em que a menina-é-pequenina-e-pode-fazer-o-que-quer-e-bem-lhe-apetece-e-se-não-quer-dormir-não-dorme.
Maneiras que ao invés de uma fase passageira associada ao começar a gatinhar, a coisa tomou proporções dantescas, culminado nesta tourada deita-levanta-grita-esperneia a altas horas da madrugada. Dias a mais, semanas demais. Munida de bom senso, teimosia e estoicismo, característica que senhor marido associa à Tribo dos Meninos Perdidos (está-me nos genes), fui aguentando e resisti (e resisto, nem sei como) ao bed sharing, que o meu leito partilho com Mêhóme, mesmo que isso implique passar horas em passeios de um quarto para o outro. Claro que já me passei, já rosnei, já me apeteceu dar com a cabeça na parede, já soltei palavrões a meio da noite capazes de fazer corar um carroceiro, já chorei de sono e desespero, já me apeteceu atirar a cria pela janela (no sentido figurativo gente) que Mãe não é de ferro (Marido ajuda claro) e ainda por cima eu adoro dormir. Mas ela continua no seu quarto, na sua cama. Que quem manda no galinheiro (ainda) sou eu!
Comecei a ler o Secrets of the Baby Whisperer for Toddlers mas se a versão bebé me ajudou muito (obrigada Tracy!), senti que este livro era mais cheio de palpites do que de soluções. Coisas práticas a que me pudesse agarrar. Vai daí, e depois de visitar um dos blogs de que muito gosto e descobrir este livro que a Sara me deu a conhecer, decidi comprá-lo. Li-o num ápice e a-d-o-r-e-i. Muito terra a terra, sem panos quentes ou frosquices. Não descobri a solução milagrosa e sei que a coisa leva tempo a (voltar a) encarreirar mas e até ver, a minha criança já se volta a deitar sozinha (sem ser preciso forçá-la) e adormece de novo. Sem colo, sem drama. Claro que o facto de me sentar mais alguns minutos ao lado da sua cama, assegurando-lhe que a Mamã está ali ao invés de me escapar do quarto dela como se estivesse a fugir de Alcatraz, ajuda. Fico cansada na mesma, mas ao menos a tourada dura menos, muito menos. E um dia há-de cessar. Um dia, ela há-de voltar a dormir bem como em todos estes meses (ou deveria dizer um ano?Aiiii), a noite inteira sem semi-acordar aos gritos "ai jasus que a cama não tem palha". Um dia, há-de suspirar por passar mais horas na cama, quente, fofinha, enrolada e a dormir. Até esse dia, cá estamos nós, para (voltar) a ensinar a dormir. Faz parte, segundo dizem...
'simbora and keep the goal in mind... "
P.S- trouxe ainda o Grande Livro dos Medos e Birras. Mais vale prevenir...
09 agosto 2012
A primeira palavra da cria...
... não foi Mamã!
... não foi Papá!
... não foi Vovó!
... não foi pão!
... não foi sapato nem Louboutin ou compras
mas sim...
(rufar de tambores)
...
...
...
...
Preta! A primeira palavra de Sô Dona Maria Francisca Texuguinha com verdadeira intenção foi Preta, a gata preta que é velha muito velha, com quem a piquena mantém longos e acesos diálogos (o que me leva a pensar que a gata velha muito velha está mouca, o que será compreensível dados os seus extensos 19 anos de vida).
Riqueza tão boa que é esta minha cria, filha mai' linda... Isto quem sai aos seus...
31 maio 2012
05 maio 2012
Do dia da Mãe...
Amanhã é dia da Mãe. Ou dia 8 de Dezembro, como quiserem. Mas convencionou-se, nos últimos anos, que seria o primeiro domingo de Maio. A mim, parece-me bem. Maio cheira a Primavera, cheira a flores, cheira a sol.
Gosto muito da minha Mãe. Não lho digo tantas vezes como deveria, mas tenho um orgulho imenso nela. Acredito que ela sabe disso, mesmo que não o diga (muitas vezes) por palavras. Por vezes, foi uma Mãe um pouco ausente.Não por opção mas porque assim teve de ser. Por vezes foi e é bruta, ríspida. Mas é sincera e é de boa intenção que se enchem as suas frases mais duras com as quais me brinda. Nem sempre concorda com as minhas decisões e opções e faz questão de mo dizer, mas apoia-me incondicionalmente. Não direi que a minha Mãe é a pessoa a quem conto tudo, mas é o meu porto de abrigo. Não há colo como o de uma Mãe. Não há melhor colo no mundo que o dela.
Quem tem uma Mãe, tem tudo, diz o povo sábio.
Dou mais valor à minha desde que eu me tornei Mãe. Correcção, aprendiz de Mãe. Não tenciono ser a Mãe perfeita. Sou humana e um poço de defeitos. Tenho as minhas coisas como todo ser humano. Se há dias que o meu coração transborda paciência e serenidade outros há em que trago um furacão cá dentro. Mas com a chegada da Francisca, aprendi a que o furacão passasse a ser (apenas) uma tempestade tropical. Se é bom ser Mãe? É, muito bom. Olhar para aquela criança e saber que a gerei no meu ventre, que aconteça o que acontecer, ela é minha filha. Nunca deixará de o ser. Mas, perdoem-me os mais sensíveis, não vou vender a ideia que é tudo um mar de rosas. Idealizava a maternidade com harpas e passarinhos a chilrear como som de fundo. Não compreendia os desabafos de Mães cansadas e que soltavam um "apetece-me atirá-lo pela janela por vezes". Hoje compreendo. Aprendi que a maternidade se enche de todas as bandas sonoras possíveis e imaginárias. Aprendi que os momentos idílicos de contemplação do pequeno ser são mais escassos dos que o que pensava serem. Há dias em que admito que são raros. Mas quando os há, são bons. Diria que se enchem de algo sublime, etéreo. Porque aquela pequena criatura é minha filha, saiu das minhas entranhas. Ouviu o bater do meu coração como jamais alguém ouvirá. Porque lhe reconheço os caprichos das birras, porque aquela pequena mão gorducha me procura quando acorda sobressaltada. Não sou o exemplo da Mãe de filmes ou de livros delicodoces, sou uma Mãe de carne e osso. Uma Mãe que tem dias de desespero em que a última coisa que quer neste mundo e outros é estar mais uma hora a ouvir pequeno ser gritante. Dias em que tudo é demais e que a falta de controle sobre a minha vida, sobre os humores da pequena entre outras variantes, se abatem sobre mim e me deixam esgotada. Os 9 meses de gravidez não me preparam para esta aventura. Talvez pela minha credulidade em relatos de Maternidade maravilhosos. Talvez por achar que a minha Mãe me quereria passar uma imagem distorcida. De um momento para o outro, sem formação digna desse nome, traz-se um bebé nos braços para casa. E é suposto faze-lo vingar, faze-lo feliz. Educá-lo para ser uma pessoa boa. Transmitir-lhe valores. Sim, pode ser overwhelming. Assustador. Foi-o e por vezes, nos poucos silêncios da casa, ainda o é. Mas basta um sorriso para regressar à realidade e ganhar forças. Seja para mais uma noite com passeios a cada três horas até à cama da cria, seja para mais meia hora de guinchos. Ou para cantar canções que nunca imaginei trautear. Ou para apenas continuar a aprender a cada dia de que se reveste este admirável mundo novo da maternidade.
Daqui a uns anos, Francisca também pensará vezes sem conta que a Mãe que lhe calhou no ovo kinder é uma chata como nunca outrora vista. E que as Mães das amigas serão sempre melhores. Mais permissivas, mais companheiras, melhores. Francisca pensará também que a Mãe não percebe nada de nada e que se entretém a dificultar-lhe a vida com regras e com conselhos que não pediu. O tempo dar-lhe-á a sabedoria e experiência para reconhecer, assim espero eu, que não há colo melhor que o regaço onde a embalo e a acalmo. Que uma Mãe, assim como uma filha, é para sempre. Que deste coração jorra amor, na sua forma mais pura. O tempo dar-lhe-á a capacidade de perceber que os seus interesses se sobrepõem aos meus, mesmo que por vezes a Mãe não o declare. O tempo mostrar-lhe-á que, apesar das asas que a ajudarei a ganhar, porque o que a Mãe mais quer é a sua felicidade, gostará de um dia voltar ao ninho. Ou pelo menos, assim o espero.
Considero-me uma aprendiz de Mãe. Se for metade da Mãe que a minha Mãe o foi, ficarei feliz.
Para todas as Mães ou aprendizes de Mãe... um feliz dia da Mãe.
Sim eu sei que só é amanhã, mas amanhã é dia de boicote ao computador. Dia para ser Mãe a tempo inteiro de pequena cria, no dia em que apesar de ela ainda não o saber, diz a sociedade que é a mim (nós) dedicado.
26 março 2012
De Sô Dona Maria Francisca Texuguinha, a brejeira...
Anda uma Mãe a carregar nove meses a filha no ventre, com esperanças de trazer uma mini Princesa a este mundo de merda, para ao fim de pouco mais de meio ano, descobrir que a filha é brega. O sumo pontífice da brejeirice.
Ontem eu e meio Portugal, alapei-me no sofá (com um kilo de gomas da hussel depois queixa-te da banha, sim pamonha? ) para ver o Ídolos.
Atirem-me pedras, mas o que eu gosto mesmo de ver são os cromos. É que preciso muito de me rir que por aqui anda-se mais é com vontade de chorar pior que Maria Madalena.
Sô Dona Maria Francisca Texuguinha assistiu, do alto da sua cadeira/sofá da papa a esta pérola da TV nacional. E gostou. Que bem, pensam vocês, uma criança tão pequena e já se interessa por música. Mentira. O que ela gostou foi de ouvir Michel Teló (ou lá como se escreve), Toni Carreira e outros que tal. Se alguém cantava "Ai se eu te pego..." era ouvi-la a rir-se como uma perdida e a dar ao pezito. Nada de Alcias Keys, Christinas ou Rui Velosos. Música de baile e pimba é que a catraia gosta.
Este rocambolesco episódio de ontem vem juntar-se a mais umas quantas observações previamente feitas que atestam que sim, a minha flha é brega:
- Sô Dona Maria Francisca Texuguinha aprendeu a sugar a sopa da colher. Top. Agora, faz barulhinhos medonhos que tiram todo o apetite a esta Mãe. É o delírio.
- Desde tenra idade, que a minha rica filha nunca teve problemas em arrotar. Sempre arrotou de forma digna de uma pequena taberneirazinha. Por vezes, quando era mais piquena, assustava-se com o som que o seu pequeno corpo era capaz de produzir. Hoje em dia, após fazer estremecer a casa, sorri abertamente.
-Sô Dona Maria Francisca Texuguinha ressona. E não, não está constipada! A piquena ressona mesmo, como gente grande. Devido a isso, a sensibilidade dos intercomunicadores foi reduzida substancialmente...
- Se há outra coisa que, até aos dias que correm a minha mini brejeira nunca sofreu, foi de "gás preso". Sempre houve muito fogo de artifício naquele berço. Por vezes, chegava-se a engasgar... Que beber leite e não sofrer com os gases presos, é uma arte que exige alguma coordenação...
Mais uns anos e anda-me pela rua com um palito pendurado nos dentes. Anda uma Mãe a criar uma filha para isto.
Tal Pai, tal filha...
23 março 2012
De Sô Dona Maria Francisca Texuguinha, a poupadinha...
Sô Dona Maria Francisca Texuguinha é uma criancinha mui precoce (é igualzinha ao Pai mas esperta, esperta, esperta como a Mãe). Atenta ao estado catastrófico e apocalíptico da economia ainda sem sequer ter completado um anito. Ah, orgulho da sua Mãe!!!
Impulsionada e incentivada pela Tia Merkel a apertar o cinto com a ameaça de a crise-vai-te-comer-se-não-fizeres-o-que-eu-mando-e-acabas-igual-a-mim (cruzes credo, vai de Metro bicho) ou pelas largas horas que passa a ouvir TV Depre (leia-se: canais noticiosos, os favs do Senhor Meu Pai, líder da Tribo) Sô Dona Maria Francisca Texuguinha começou um esquema de poupança.
Pois que a piquena, a caminho dos sete meses (e olhe lá, quem lhe disse que podia crescer tão rápido???) continua a beber o que as latinhas de leite (conhecido por algumas pessoas como o "leite do Demo", escusando-se esta Realeza a comentários, que fanatismos nem para o futebol) consideram apropriado para criancinhas de 3 meses. E às vezes, nem isso.
Mas está com umas belas regueifitas nas bochechas e nas pernas (bicho bom da Mãe), tem ar de criança nutrida e mui boas cores.
É só mui precoce, começa desde cedo a dar mostras de queda para questões económicas., talvez políticas até (me-do). Vou ali telefonar ao Tio Belmiro para lhe falar de tão prodigiosa piquena que esta Mãe pariu. E enquanto isso, babo-me de orgulho e digo para quem quiser ouvir: "É a minha filha, carago...!!!"
01 março 2012
Meio ano de ti...
Entre ontem e hoje, que Fevereiro mesmo bissexto não vai até aos 30, celebraste meio ano de vida.
6 meses de ti, de nós.
Continuas, e a bem da nação continuarás, uma bebé calminha. És extremamente simpática e sorris para toda a gente. Todas as manhãs me brindas com um sorriso luminoso, que mandam o meu ar carrancundo-quero-mais-5-minutos-de-cama para outras freguesias. O teu Papá acha que vais ser esquerdina, uma vez que tens mais coordenação na mão esquerda. Não és esquisita. Adoras telemóveis e computadores, chego a pensar que a primeira palavra que vais dizer será Apple ou Mac... Fixas o olhar na Mofli durante longos períodos de tempo. Acho que vais ser parecida comigo na personalidade espirra canivetes...
6 meses são meio ano. Meio ano de descobertas. Meio ano passou desde que te colocaram nos meus braços, tão pequenina... Meio ano passou desde que te seguro nos braços, tal como o fiz no dia em que nasceste. Assim como o farei para a vida toda, pequena Texuguinha...
6 meses, meio ano....
E o tempo foge-me tão rápido por entre os dedos...
You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are gray
You'll never know dear, how much I love you
Please don't take my sunshine away
Imagem retirada daqui...
16 fevereiro 2012
Da colher, essa torra paciências...
A alimentação sólida de Sô Dona Maria Francisca Texuguinha I está bem encaminhada e recomenda-se, obrigadinha. A piquena devora quase duas conchas de sopa, com vários legumes e carne branca (tão grande a micromachines!!!) mais uma peça de fruta. Maravilha, maravilha..
Mas, no mundo das sopas infantis, algo não estava bem: a colher. Incautos Pais de 1ª viagem, pesquisaram, procuraram, compararam modelos, fizeram quasi quasi test drives para encontrar a colher ideal para alimentar a cria. No final, a decisão caiu num modelo xpto em slicone amarelinho canário piu piu, já usado no tempo dos Vickings.
Ninguém avisou foi os pobres incautos que a colher seria o verdadeiro e único torra paciências. Pois que a dita leva apenas uns míseros mL de sopa, não enchendo a boca à piquena, ficando ela a reclamar insistentemente por mais e lambendo os lábios sofregamente. A sopa e a fruta levavam quase uma hora a descer, porque pouquinho de cada vez, não dá saúde nem faz crescer mas torra a paciência da Mãe e arrefece a janta dos restantes. Acabava também por ficar mais alimento espalhado na carinha laroca e perfeitinha e bonitinha (e mais coisas delicodoces acabadas em -inha) de Sô Dona Maria Francisca Texuguinha I do que noutro lado qualquer.
Ao fim de semanas nisto, houve que fazer ajustes drásticos. Pois que a colher de silicone amarelinho canário piu piu pode ser muito pónei, mas nada chega aos calcanhares da bendita colher de chá que alimenta agora Sua Alteza Texugueza. Ela fica feliz, de boca sempre cheia até rapar o prato. A imundice pegada faz parte do passado. A Mãe mais delirante fica, que em 20 minutos dá o merecido repasto à piquena. E consegue ainda jantar a horas decentes, com a comida ainda quente.
Win win situation, mai' nada!!!
Imagem retirada daqui...
09 fevereiro 2012
Do Carnaval...
Sô Dona Maria Francisca Texuguinha I (e única) irá, certamente, agradecer o facto do Sô Doutor Primeiro Ministro ter cancelado o Carnaval no corrente ano.
Não pelo facto de a poupar a "personas" desfilando em pleno "sambodromo" da Avenida da República de Ranhelas, ao frio e com 3 cm de trapo em cima, abanando-se psicadelicamente. Não, não digo que ela lhe vá agradecer por a poupar a tão decrépito espectáculo. Sô Doutor Primeiro Ministro poupou, sem o saber, Sô Dona Maria Francisca Texuguinha I (e única) ao vexame de anos mais tarde, no seu álbum de recordações, constar uma foto de si própria mascarada de vaca, com a tenra idade de quase 6 meses.
Pois que pena tenho eu, de terem cancelado essa nossa mui nobre tradição (Seriously??? Tenho é pena de ter sido um feriado riscado do calendário, quero lá saber da tradição do cortejo que abomino). Perdi a oportunidade da minha vida, damn it!!! Talvez para o ano a "tradição " volte e possa então mascarar a minha piquena de vaca. Todo um nível...
Aguenta-te Maria Francisca!!! Calhou-te uma Mãe na rifa que tem panca com vacas e vaquinhas... As malhadas e de 4 patas, claro!
Imagem retirada daqui...
01 fevereiro 2012
Dos "sem noção..."- a sequela...
Para acrescentar a esta importantíssima (most likely, not) lista para detetarem a presença de um humano "sem noção" na vossa vida, aqui estão mais algumas verdadeiras pérolas, versão piquena doente :
- um "sem noção" insistirá em inundar-vos de conselhos, medidas e mezinhas para curarem a vossa criancinha doente. Tudo isto sem: por a mão na consciência, olhar-se ao espelho, pensar duas vezes se o que está a debitar fará algum, mesmo que seja pouco, sentido ;
- insistirá persistentemente e irritantemente na questão "Mas não dão antibiótico à menina???", chamando em surdina incompetente à Pediatra que escolheram para a vossa cria. Porque toooooodo o mundo sabe, inclusive o médico-da-vila-que-não-é-pediatra-mas-é-um-excelente-médico-de-crianças-e-receita-antibiótico-para-a-gripe que antibiótico cura todos as maleitas, do corpo e mente (WTF???? Não tentem explicar que não se deve tomar antibióticos porque se está com dores de cabeça , a questão das resistências ao dito and so on and so forth. Não adianta de nada e há que poupar até no latim, que a coisa está de crise...)
- insistirá também que há que ensinar o Pai Nosso ao Vigário, stat...
Se vinham na esperança de se ter encontrado a cura ou maneira de acabar com a raça a esta sub espécie, desculpem lá o desapontamento...
Haja muita paciência e "saúdinha", que é o que é preciso... e algumas maravilhas farmacêuticas...
25 janeiro 2012
17 janeiro 2012
Da novela "Sopa, o começo de um novo capítulo"... Ep. 2
A minha rica filha de parva não tem nada. Zero mesmo. Sai à Mãe, só pode (ou não, most likely...).
No episódio de hoje desta novela fascinante, Maria Francisca Texuguinha comeu, seguidinhas, 10 (micro, raios parta o tamanho das colheres...) colheres de sopa (wooooooow, multidão aplaude e aclama de pé). Com muito esforço e imeeeeeensa "jabardice" pelo meio, foram goela abaixo quasi quasi quasi duas conchas de sopa (nota: continuo a achar que aquilo não é sopa, é uma águazita com uns vegetais lá para dentro... Sopa que é sopa leva aí, sei lá, 15 coisas diferentes. Habemus de lá chegar).
Como a coisa parecia estar a correr de feição, Princesa sem Reino tem ideia luminosa (raríssimo, regra geral, abundam ideias de jerico) de vamos-lá-depressa-cozer-uma-maçazinha-a-ver-o-que-a-criancinha-faz. Já que é para começar a dar fruta e é, aproveita-se já hoje, why not?
A sopa foi a luta. A maçã foi a loucura. Era vê-la abrir a boca ao máximo e fazer sons de pura satisfação...nham nham nham...
Pois, a minha rica filha de totó não tem nada... O que é doce nunca amargou...
16 janeiro 2012
Da novela "Sopa, o começo de um novo capítulo"...
15 de Janeiro do ano de 2012: Maria Francisca Texuguinha provou, pela primeira vez, sopa, se é que se pode chamar isso a uma coisa que leva apenas 3 vegetais diferentes e uma colherzita de azeite depois de pronta. Tendo em conta que as criancinhas também se deliciam com "Apatmis" e afins, que sabem pior que sei lá o quê (já para não mencionar o cheiro), não me espantaria que a piquena delirasse com a suposta and so called sopa.
Não delirou. Mas também não armou escândalo. Não houve lugar a colheres de sopa projectadas contra a parede, Mãe ou criança completamente impregnadas em líquido alaranjado ou ainda Francisca em modo "quero-o-meu-leite-já-ou-parto-tudo-que-estou-a-ficar-furibunda-da-vida". Até foi tranquilo, tendo em conta o cenário apocalíptico que tinha imaginado.
O prato pónei que arranjamos para servir a sopa a Sô Dona Francisca estava cheio. No fim, estava a metade. A cada colher, metade ia dentro, metade vinha fora. Francisca olhava para mim e para o Pai com o ar mais admirado do Mundo. Talvez estivesse a pensar em que esquina é que a Mãe tinha dado com a cabeça para se lembrar de, em vez de preparar o belo do biberão, lhe estar a impingir pela goela abaixo aquela coisa meia alaranjada (coisinha mais desenxabida, jasus!!!!). Fazia caretas giríssimas depois de deitar metade da colher (que é mínima, uma colher 4+ leva aí uns 2 mL de sopa de cada vez!!!) fora. Mas lá foi abrindo a boquinha de passarinho e a coisa foi indo. No final bebeu 90 mL de leite e ficou satisfeita (se não ficou, também não reclamou...).
Amanhã há mais... Dizem que a cada novo dia a "Novela Sopa" melhora. Só espero que a piquena, que já dorme e ressona profundamente há umas boas horas, não aprenda muito rápido (sim, porque sei que lá iremos chegar) a cuspir em jacto ou a dar safanões na mão afim de derrubar a colher. Aí sim, vamos ter, literalmente, o caldo entornado!
Excitantes e novos episódios se seguirão na novela "Sopa, o começo de um novo capítulo". Não é da Globo nem da TVI, mas tem enredo, trama e drama bons que se fartam (ou não). Não percam os próximos episódios... porque nós também não! (deve ser da hora para me lembrar disto... time for bed, stat...)
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