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31 outubro 2013

Inconfessável...

Já não consigo ver baby TV. Eu estou em agonia. Eu agonio quando a Francisca pede para ver "os animados". Apetece-me pegar num bastão e ir-me à TV. Não tenho um bastão mas tenho o sabre de luz azul do Luke Skywalker o que faria do meu acto de desespero uma coisa muito geek. Mas depois não tinha dinheiro para outra e quando não há animados há coisas para mim. Nem que seja trash TV. Mas estou em agonia com a porra do baby TV. Definitivamente, estar fechada em casa atrofia-me os circuitos neuronais. 
P.S- A Francisca hoje está melhor :)

10 outubro 2013

Hmmm...reunião de Pais... Hmmmm....

Hmmm... Hoje tenho reunião de Pais na Escola de Bicho Bom desta Mãe... Hmmm... Eu nunca fui a uma reunião de Pais. Ena, ena, sou uma crescida, até já vou a reuniões de Pais, u-a-u. A do ano passado estava eu ainda no Porto, maneiras que me baldei e fui depois perguntar como é que a coisa se processava. Claro que quero saber o que Sô Dona Francisca anda a fazer e se pinta a manta (que aposto que sim, que a catraia mal fala mas mente que é uma categoria, raça da miúda...), se há novas regras, indicações e pedidos aos Pais. Gosto de saber das coisas vá, não sou assim tão anarca e desnaturada. Mas a ideia de uma reunião de Pais... Hmmm... Agora lembrei-me que em toda a minha Vida os meus Pais nunca foram a uma reunião minha. Por um lado, porque o meu Pai era Professor na Escola onde andei até ao 9º ano e achava que se os colegas precisassem de falar sobre mim, iriam ter com ele. Mas ele também se esqueceu durante todos esses anos que os meus Professores descobriram que eu era Filha do meu Pai (parece saída de uma novela mexicana esta última frase) estava o 9º ano a acabar. Por outro lado, também não havia nada de muito interessante na minha vida escolar: boas notas, nunca fui apanhada a fazer trinta por uma linha, coisas diversas. Bem, adiante. Hmmm... estou com a imaginação a fervilhar, cada cenário melhor que o outro. Aposto que é uma reunião de Mães. Hmmm.... Os cenários na minha cabeça não são os mais interessantes. Hmmm... Imagino uma série de Mães juntas a falarem sobre os filhos, cujos nomes era suposto eu saber, mas que não sei, salvo umas 4 excepções, bem como o nome das progenitoras, que salvo duas excepções, também desconheço... Hmmm... Será que são todas Mommy style? Que vão perguntar e escrutinar tudo? Será que há alguma do estilo "o-meu-Menino-é-o-mais-bem-educado-do-mundo-onde-foi-buscar-a-ideia-de-que-morde-as-outras-crianças-está-a-pensar-que-é-um-cão-hein?!?!" Hmmmm... Outro cenário envolve trocas de receitas culinárias. Ui, ainda pior, tirem-me esta imagem da cabeça. Hmmmm.... Vai na volta e é tudo tranquilo. Mas enquanto isso, imagino cenários para me rir. Pelo sim pelo não, o lugar mais atrás e escondidinho que arranjar, bem no fundinho da sala, é meu. Move! 

23 março 2013

Coisas a que eu era muito boa de manter...

A meias de leite, escuras e de leite magro. Mais 1/4 de leite e o resto em café. A torradas, quase esturradas, não gosto de mariquices de pão levemente dourado e torrada é com manteiga, não me venham cá com plantas e arbustos que eu gosto é de manteiga. A croissants, simples ou tostados com fiambre. Mas fiambre mesmo, não sugar coat de fiambres saudáveis de carne branca e lenha. Era menina de me manter assim. Mas diz que não pode ser. Seca... (Atentem no pormenor do leite magro...)

18 janeiro 2013

Ah, Sexta-feira

Encontro surpresas onde menos espero. Como este bolo levado para um simples jantar, que achava eu ser mais um da saga Girls night. Disseram: "Repara, és tu! Tem os teus sapatos, os teus trapos, os teus livros, a tua Francisca e o urso que era para ser a Mofli. Ah e claro, o belo do copo!!!". Emocionei-me e penso que sou mesmo bicho, not a people's person, porque não soube dizer o quanto me tocou este gesto. Encontro surpresas em pessoas que me querem bem e eu, nem suspeitava. Mas a maior surpresa, encontro-a muitas vezes em mim, nos meus lados mais escondidos. Aqueles que nem à Mofli confesso... E assim, se chega a Sexta-feira!!! Bom fim-de-semana!!!

13 dezembro 2012

E as festas de Natal? Ufa, que ainda não é desta!

Hoje é dia de festa de Natal na escola de piquena cria (urticária severa). E eu toda contentinha, palminhas, dança Gangnam style. É que como a sala dela ainda é dos piquenos patinhos de fralda de andar desengonçado, ainda não fazem nada nessas coisas de actuações de festas de Natal, com aquelas músicas que me deixam os pelos de ponta. Maneiras que este ano, estou (ainda) dispensada de assistir a coros de meninos que cantam o "Pinheeeeeeirinho, pinheiriiiiiiiinhoooooo, de ramos artificias de plástico" (não é assim, mas faz de conta) enquanto o da fila da frente tira macacos do nariz com afinco. Sim, porque há sempre um, assim reza a história. Maravilhoso. E eu cá já disse a Educador mai' lindo de sua cria (lembrar de lhe agradecer a paciência, paxorra e o bom trabalho que faz, que eu cá noto as diferenças no meu Terror d'Aldeia, filha mai' boa desta Mãe. Obrigada, obrigada, beijinho, beijinho): contem comigo para o que quiserem, menos, jamé, em tempo algum, para fazer de vaca excluída em presépios, de cantora de "All that I want for Xmas is youuuuuuu-u-u-u" em frente a plateias com coreografias in cold turkey (aka, sóbria). Às vezes acho que um dia serei aquela Mãe que nessas festas se encosta a um canto, a sonhar com um Martini e get me out of here. Aliás, agora que penso nisso, eu era aquela criança que só queria que a porra da festa acabasse de uma vez por todas. Mas este ano, ainda (yay) não sofrerei esses apoquentamentos.... Princesa sem Reino 1- Natales 0! Sacode!

03 dezembro 2012

OST...

Todas as vidas têm uma banda sonora. Original, única, com marcas, nuances e pormenores sublimes que só o actor do filme (leia-se, vida) é capaz de identificar, entre o desenho rebuscado de uma clave no inicio de uma qualquer pauta e um acorde.
Ontem, quando conduzia de volta a casa, por entre ruas desertas e frias, trazia como companhia o Oceano Pacífico (não, não vou falar da voz do João Chaves porque o senhor tem idade para ser meu Avô e há que manter o respeito. Mas a voz dele... bem, adiante). Dizia eu que vinha acompanhada pela rádio, quando começou a dar uma daquelas músicas (que hoje em dia me dão acessos de pânico e espasmos de horror). Mas, essa mesma música, em tempos idos, a long long time ago, fazia parte integrante do reportório das festas de garagem. Aquele tipo de festas que eram "apenas" uma desculpa para se dar uns beijos, uns amassos e perceber se a paixão era, ou não, correspondida (ainda se faz disso hoje em dia ou vai tudo 'pá disco abanar o corpo freneticamente?). Esperava-se pelo "inocente" convite para dançar. Ou roubava-se o par que se queria, batendo no ombro e dizendo "toma lá a vassoura, baza". Depois, dançava-se um "slow", como só quem os dançou sabe. Por vezes, com a cabeça encostada no ombro do par, a rezar para que o outro não ouvisse o bater descompassado do coração, com medo de cair no ridículo. Sussurrava-se a letra, baixinho, na esperança que percebessem que afinal, aquelas palavras eram tudo o que se queria dizer e não se ousava, porque não se podia. Sussurrava-se a letra, baixinho, porque aquelas palavras, afinal, eram "nossas". Dancei aquela música muitas, muitas, muitas vezes. Faz parte da OST da minha vida. Assim como a música, faz parte de mim. Não toda, mas apenas a que deixo em mim viver. 

13 outubro 2012

E então, tens saudades? O bicho eu explica!

NÃO, credo, benzei-me, cruz em credo, ide de metro! 
Pois que um ano e mais uns trocos volvidos desde o "parimento" (calculo que esta palavra não exista, temos pena, apetece-me) a resposta é (pasmem-se com o bicho eu): não! 
Não, assim bem redondo e sonante. Com um sorrisinho atravessado. Não tenho saudades da Francisca versão recém-nascida-bebé-de-meses-come-arrota-dorme-com-coisas-de-cocós-e-xixis-voadores-nos-entretantos. Porra, não tenho mesmo. C r e d o. 
Não sinto coisas cá dentro quando vejo um recém-nascido na rua. Não tenho vontade de lhes pegar, acordada por um instinto retorcido qualquer de mamífera. Continuo a não achar o recém-nascido species  (aka r. nascido spp) bonito. A não ser a minha que é porque era minha e mesmo assim admito que, coitadinha, melhorou bastante com o tempo. Acho muito mais piada a esta fase em que minha cria faz tontices todos os dias. Dá beijinhos e turrinhas e festinhas e ralha muito alto e reinvindica que quer ficar acordada mais cinco minutos pendurada na cama de grades, a bater com a corrente da chucha nas grades à la presidiária. E sobe para as mesas de centro e fica lá sentada, tipo bibelô, a brincar. E trepa a tudo e cai e faz nódoas negras e come com gosto. E chama Mamã e Papá e cocó. E pede sapatos (sapáaa, sapá! Riqueza da sua Mãe que já quer sapatos!). 
Muito mais "eu". Não tenho saudades de bebés recém nascidos. Cada um é para o que nasce, já dizia o outro...

23 agosto 2012

The importance of being Oksana...

 
A minha Oksana, (agora conhecida como Oksana I) foi de férias para a sua terra natal, lá para a zona leste da Europa. Tem o Pai doente, saudades dos filhos que lá deixou e coisas assim que acontecem a todos os mortais e sim senhora, vá lá de férias. Nos entretantos e sabendo me domestically disabled, pergunta se não quero que arranje uma substituta para as coisas que se acumulam cá por casa, muito em particular roupa para passar a ferro. É que antes andar a esfregar o chão de rabo apontado para o céu do que passar a ferro. Se um dia me quiserem torturar, já sabeis. É que ao fim de 5 minutos começo a pensar na melhor maneira de me enforcar com o fio do ferro. Nas Américas tinha uma máquina de secar roupa lá no prédio ma-ra-vi-lho-sa, da qual a roupa saía quentinha (e boa), era só dobrar, alisar-lhe o pelo e arrumar. Sem um vinco. Camisas era mais chato mas siga para debaixo do colchão com elas e no dia seguinte até goma pareciam ter nos colarinhos.
Adiante. 
Oksana I pergunta se não quero substituta e eu, feliz da vida por não ter de andar um mês a inventar outefites com a roupa menos engelhada, digo logo que sim, toda contentinha. Não estava eu ainda no meu belo pardieiro nesta cidade onde Judas perdeu as botas e fez uma grande churrascada com o calor que levou no pelo, quando a substituta começou a vir, partilhando o nome com a efectiva. Vai daí e pelas lógicas da sucessão, Oksana II assentou-lhe que nem uma luva. Não seria crítico não fosse eu arraçada de coisa estranha e, com a maior das simpatias e em solidariedade por ainda serem 8 da manhã, ofereço educadamente:  
- Não quer um café, Oksana II?
(Mas acho que ela não percebeu a parte do 2 ... pelo menos ainda não partiu nada cá em casa e está 'sogadita a fazer as coisas... )

20 julho 2012

O desgraçado mais recente...

... a ajudar à minha desgraça. 
Dizer "ah e tal, como gelados de mojito aos toneis e o coiso" não parece tão à bebedolas perdida ressacada e coisas que mais, como emborcar os real ones. E posso sempre dizer que tem proteína e é nutritivo e mais umas coisas póneis assim... 
Vambora lontra!

02 julho 2012

Inconfessáveis...

Por vezes, desligo o intercomunicador-ressona-Francisca a pensar que (já) é o despertador e viro-me para o outro lado durante mais uns 10 minutos.. Ou até a piquena se transformar numa selvagenzinha capaz de deitar a casa abaixo com os seus protestos... 
Shuuuu...

22 junho 2012

Socorro...

 
... Maria Francisca Texuguinha "Teca" gatinha. A alta velocidade ... 
Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii! 
E atira-se à comida da bicharada da casa com verdadeiro fervor!!! 
(cabeça muito cansada e a precisar de reparação imagina o seguinte cenário): 
 - Então Francisca, que queres jantar? 
- Hmmm ...Não sei Mamã! Estou indecisa entre Whiskas e Royal Canin...  
Aaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii! 

18 junho 2012

Conselhos nutricionais...


Alimentação de uma mulher a escrever uma tese de Doutoramento, uma proposta de projecto e dois artigos com uma filha piquena e o marido a 450 km de distância:  
- Café 
- Red Bull ( e agora com edições limitadas upa upa) 
- Gomas 
- Mais gomas 
- Água 
-E mais café. 
Tudo o que não devem fazer a bem de evitar arritmias cardíacas, celulite e dores de estômago... 

05 junho 2012

É a treva...

(desde as oito da manhã... E eu, agarrada perdida, só consigo parar quando já não houver mats para enfardar...)

24 maio 2012

Há dias assim...

Por entre lágrimas e gritos, misturam-se as dela com as minhas. As dela nem sei se é do bichedo, se dos dentes, se de me ter por Mãe, se porque estamos para aí viradas.  
As minhas? Porque não sei que faça. Porque me apetece fugir, meter-me no carro e conduzir horas sem fim ou até se acabar o combustível. Porque me sinto desesperada. Porque tenho uma vida às costas e não posso simplesmente dizer quero lá saber. Apetece-me chorar porque sim. E espernear e gritar e soltar um chorrilho de maledicências. E sou Mãe e não posso. E porque tudo me começa a afligir e tenho um nó no estômago e uma melancia no lugar da cabeça. Porque as pessoas me desiludem e cada vez mais me retraio e fico no meu canto. Porque tenho saudades de algumas pessoas e não sei lidar com isso. Porque tenho um nó cerebral que não me deixa pensar claramente e vejo tudo difuso. Porque por muito que tente, acho que nunca vou sair da cepa torta. 
Se a criança que fui me visse agora, processava-me e ganhava. É "só" mais um dia mau...

16 maio 2012

Das name badges...

Queira o acaso que quando o Alemão se me instalar na cuca tenha eu acabado de sair de um Congresso ou algo que exiga o uso de uma name badge (a.k.a Boby's I.D card). Se há coisa de que me esqueço sempre é de a tirar. Vou feliz da vida rua fora com o meu próprio nome a pender-me ao peito. Chego a ir ao supermercado e passear-me pelo shopping nesses propósitos. 
Por isso, queria a vida que no dia em que o Alemão assentar por estes lados, tenha saído de dar para um desses peditórios. Irá facilitar muito a vida a quem me encontrar deambulando rua fora...  
Tirando o facto de 99% das vezes escreverem mal o meu apelido de solteira... 

26 abril 2012

O cúmulo da bipolaridade...


Ontem, degustei Sushi. Ao almoço e ao jantar. 
Hoje, salivo e babo-me a pensar num cachorro gorduroso de uma roulote qualquer... 

11 abril 2012

Adoro...

... quando há pessoas que insistem em pensar que um bebé é algo na mesma linha de uma Prada bag,  para andar a desfilar rua fora. Nem que chovam sapos.  
Adoro. 
O que seria de mim sem os "sem noção"... Se poderia viver sem eles? Poderia, mas não seria a mesma coisa... 
Imagem daqui...