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07 julho 2014
07 maio 2014
Olhó robot.
Estava a tentar comentar um blog em que, para se deixar um comentário, tem de se provar que não se é um robot, inserindo para isso uns caracteres que aparecem de forma um bocadinho manhosa no ecrã. Foram precisas 6 tentativas para a coisa se dar, que é como quem diz, para eu provar que não sou um robot. Ou talvez seja. Sim, prefiro pensar que sou um robot do que sou lerda todo o santo dia.
( E agora só me lembro do "olhó robot é 'prá menina e 'pró menino".)
06 maio 2014
...
(Tem dias, que é como quem diz manhãs, mas tardes também serve, em que não sei onde pus o que quer que seja. Todos os dias de manhã não sei da chave do carro e todos os dias à tarde também não sei onde a deixei para me poder ir embora, maneiras que tenho de revirar a minha secretária que prima pela desarrumação, dá-me assim um ar louco e não mexam que mordo. Entre outras coisas, nunca sei onde pus a desgraçada da chave do carro. Devia usá-la ao pescoço, com um fio extensível tipo aqueles dos óculos dos velhinhos, sabeis quais são? Se fosse extensível o suficiente dava para chegar à ignição, mas dava-me um ar um bocado estranho e pouco "féshione". Tem dias que também não sei o que hei-de vestir porque não sei onde Oksana Maria decidiu guardar o que quero vestir e tem de ser aquilo porque sim, se não temos caldo entornado logo de manhã, que isto uma pessoa acorda e pensa que hoje está um rico dia e quero aquelas calças de ganga porque eu digo. Oksana Maria confunde ainda muito facilmente roupa da rua com roupa de me arrastar por casa e tem especial predilecção por me por o que uso para dormir junto da roupa de andar na societé, o que um dia destes resulta em graves acidentes visuais e desastres de moda, que de manhã não sou imputável pelos meus actos. Resumindo sou uma pessoa bastante desorganizada a variados níveis, sendo que mentalmente seria um caso de estudo ou um estudo de caso, qualquer coisa assim. Mas uso sempre a minha tiara. E pouco me importa que seja imaginária. )
17 abril 2014
07 abril 2014
"Déninê" de ganga.
(Mango)Podia-me dar para pior, digo eu, que assim na loucura, agora deu-se-me para dramatizar com a panca de arranjar uma camisa de ganga. Diz que é feshione outra vez ou assim, não sei. Adiante. Eu penso nela, com umas leggins e uns stiletto. Ou com umas skinny jeans e uns stiletto. Portanto, a camisa com uns stiletto é o cerne da coisa, mas não me convém andar assim na rua, era chato, digo eu. Maneiras que a reter: estou com a panca de comprar uma camisa de ganga ou "déninê", as pessoas finas dizem "déninê", não dizem ganga, mas eu continuo a achar que são camisas de ganga. Para usar com sapatos de salto alto, stilettos desta vida. Podia-me dar para pior.
01 abril 2014
Depois do CC, volta o BB.
Acabou-se o meu CC cream da Clinique. Poderia ter sido um drama de faca e alguidar e córrore mas como a coisa se deu quando estava nA Cidade, correu-me bem. Estava indecisa entre comprar o mesmo ou experimentar o da Estée Lauder. A diferença de preço não era significativa, até porque aproveitei o desconto de 20% da Sephora, que a vida custa a todos, não é verdade? Andei ali a namorar as embalagens, a ler rótulos, a reflectir profundamente sobre o BB e o CC e acabei por comprar o da Estée Lauder. Não que desgostasse do da Clinique, mas o que trouxe comigo tem a mais valia de ter um SPF 35 contra o SPF 30 da Clinique. Além do mais, diz que tem efeito anti-oxidante, que isto uma pessoa não vai para nova e as (cabras das) rugas começam a aparecer. Até ver, gosto bastante. É mais cremoso que o da Clinique e mais fácil de aplicar para mim, sempre atrasada e a correr. Deixa a pele com óptimo aspecto e bastante macia. Mais um investimento sábio, no Mundo da poneisice (ou como diz alguém que eu conheço, first world problems).
25 março 2014
Capotei.
Estou em casa há três quinze dias com a minha criança doente e óh-valha-me-Deus-com-as-adenóides- e-ites-e-coisas-variadas-e-por-aí-afora. Hoje saí de casa para ir às urgências com a Cria, o que foi um capotamento mental logo de manhã, que eu desatino muito com as urgências pediátricas cá do Burgo, valha-me Nossa Senhora da Assunção, santa padroeira de algo, mas que só me lembro do nome porque era a das festas da terrinha da minha Avó, por onde me arrastava em Agosto quando era eu criança, mas lá tive de me arrastar com a Cria à cinta para as ditas, que as melhoras estavam a demorar. Adiante. Medicada e a respirar bem de novo, fez-me uma sesta de duas horas e eu com sono, muito sono, a babar sono, mas a pensar ai-que-não-me-vou-deitar-que-ela-acorda-quando-estou-eu-quase-a-adormecer-e-depois-fico-com-um-tau-que-ninguém-m'atura e pronto, deu-se novo capotamento cerebral e fiz um bolo. Ou tentei. Saiu uma bela de uma grande merda. Eu não sei mesmo fazer dessas coisas, deve ser uma patologia qualquer que me assola o material genético. Maneiras que mais me valia ter ido dormir, que a coisa só veio comprovar que eu e a cozinha temos uma incompatibilidade gravíssima.
24 março 2014
Aquele momento estranho...
... em que percebes que "comeste" muito Harry dos Potes (em Inglês). Tudo porque corriges a tua Filha, que empunhando uma caneta te diz " Abra-cadabra" para um "não, não, não! É Avada Kedrava"....( a miúda ficou a olhar com ar de a-minha-Mãe-passou-se-de-vez-óh-my-godi... Não vamos entrar em pormenores técnicos do para que servia o Avada Kedrava, ok?!?)
18 março 2014
Isto há dias que não lembram ao Menino Jesus. Nem com faca e manteiga.
Hoje, a Oksana veio cá a casa. A montanha de roupa para passar era tanta que tive medo de me perder lá, tipo o avião que ninguém sabe onde pára. Maneiras que lá lhe liguei e ela contentinha que me leva mais uns trocos ao fim do mês. E eu contentinha, que não me perdi na roupa para passar. Estava eu descansada a sair da casa de banho, carcomida do sono, quando me aparece a Oksana pela frente e diz: "Meu marido está lá fora e vem compor porta". E eu de toalha enroscada, ratinho a 10 rpm, fiquei a olhar. Espera, pára tudo! Mas eu não pedi para arranjar porta nenhuma. Oi? Quê? Porta?!? Quem? Onde? Oksana repete: "Meu Marido está lá fora, vem arranjar porta". Tive tempo de apanhar a roupa interior do chão, que se me deu a vespertina quando percebi o que ela queria dizer. Ora, a porta que precisava de um jeito era a porta da casa de banho. Onde eu estava. Com a roupa toda no chão. Lá apanhei o que consegui e ala depressinha a vestir umas calças e uma t-shirt. Entra-me porta adentro um Abiliovski e-nor-me, que se me dava um encontrão, morria só com a corrente de ar. Não sei o nome do senhor, caso achem que é Abiliovski. Mas sei que é marceneiro ou coisa assim. Lá deu um encontrão na porta (que estava romba ou coisa assim, pormenors técnicos, não abria bem, sei lá eu.). Acorda-me a criança, que vem em rompantes à porta do seu quarto, cabelo à frente dos olhos e pergunta determinada: "quem abriu a porta, Mánhe?. E eu, atrasada, desgredenha, a olhar para o Abiliovski, aos chutos na porta, Oksana a passar a ferro, Francisca a olhar para o Abiliovski de olhos arregalados e a perguntar-me "quem é este" e eu a pensar "óh Filha, está masé caladinha e vai tudo correr bem". Abiliovski começa a falar com Oksana em Ucraniano e eu a pensar "é hoje, pronto, é hoje". Eu feita burra a olhar para a cena. Oksana diz "meu Marido precisa de faca e manteiga". E eu ainda mais burra a olhar, com vontade de dizer que eu não devia ser lá muito tenra, mas que se quisesse um pãozinho, eu arranjava. O Abiliovski McGyver lá arranjou a porta empenada com faca e a manteiga. E eu a olhar, lerda todos os dias. Bem, lá saí de casa três quinze dias depois, deixei Cria mai linda do meu coração na Escola de que tanto gosta e fui trabalhar, após conhecer o "Oksano". Tinha tanto sono, que me ia espetando pelas escadas abaixo a descer para o bar, não fosse um colega segurar-me. Parti um salto de um dos meus sapatos favoritos. Mas não caí. Também já tenho o rabo partido, não podia ficar muito pior. Maneiras que isto há dias que não lembram a ninguém. Nem com faca nem com manteiga. Mas é isto, a minha vida.
P.S- se calhar é melhor repensar os apoquentamentos que as camisas dão à Oksana.
15 março 2014
Rituais da Rituals
Os meus, são estes.
(Descobri que existe Rituals online, mas que quando carrego no "P", na esperança de ver "Portugal", só me aparece Poland. Po-land. Portugal, diz que não. Disse um palavrão fófinho. Nao tenho trânsito e engarrafamentos no campo. Mas também não tenho Rituals. Lá terei de esperar por nova ida à Cidade para reabastecer o stock. Ou isso, ou ter Amigas porreiras que me reabasteçam o stock. Oh yeah! )
14 março 2014
Vira o disco e toca o mesmo.
Não é que não tenha gostado das unhas em versão Barbie. De verdade. Até que estava a gostar da coisa. E, desta vez, o verniz de gel não me estava a deixar ficar mal. Mas, a modos que aquela corzinha pastel é muito linda e fófinha, só que tem um piqueno senão: não vai lá muito bem com criancinhas, canetas de acetato e jeans. Sucedeu-se que a cor começou a ficar manchada, com um ar "sujo" e se, num tom mais escuro, tal acontecimento passava despercebido, naquele rosinha pónei era coisa que me estava a causar comichões visuais. Vai daí, fui-me a esta cor agora. É um bocadinho cor-de-verão- cor-de-burro-quando-foge, não é laranja, não é vermelho, não é rosa, senhores. Também não é verão, portanto está tudo ok. Sim, são dramas quase de faca e alguidar, estes meus afrontamentos com a manicure.
...
(E já agora, nesta nova saga do verniz de gel, acabei por trocar de sítio onde ia. Chega a um ponto em que quando começam a saber mais da tua prórpia vida que tu mesma, quando sabem que mudaste de casa e que não foste tu a dizer tal, que sabem para onde vais e quando vens e ainda o dizem como se fosse a coisa mais natural deste mundo e arredores, é tempo de procurar outro sítio para a terapia. Não gosto de cusquices de cabeleireiros/ esteticistas. E já dizia o outro que "nas costas dos outros vejo as minhas". Maneiras que arranjei novo poiso. Têm todas cara de que toda a gente lhes deve e ninguém lhes paga, mas melhor assim. Se não falam, não perguntam. Se não perguntam, não respondo. Se não tenho de falar e ainda gosto do resultado final, melhor ainda. Sou pouco dada a socializações em cabeleireiros e coisas de beleza. )
10 março 2014
De fotos e privacidade
Um dia, perguntaram-me porque não mostrava a minha cara, ou a da minha Filha, no meu blog. Respondi que era por uma questão de privacidade e opção pessoal. Este meu estaminé é escrito pela Princesa sem Reino e assim continuará. Não precisam de saber o meu rosto e muito menos o da minha cria. Mostro pormenores. Sorrisos. Detalhes. Mas mostrar a minha identidade ou a da minha Filha, por assim dizer, de cara chapada, está fora de questão. Principalmente, por uma questão de segurança da petiz. A semana passada, deparei-me com um post no "Facefronhas" da Rita Ferro Alvim, em que pedia para a ajudarem a denunciar um perfil falso, de uma persona qualquer, que usava as fotos dos filhos da Rita no seu perfil como sendo seus. No mínimo, é sinistro. Qualquer pessoa consegue aceder a uma foto colocada na internet (com mais ou menos esforço, tudo bem) e, se assim o entender, fazer dela sua. Com que intenções? Não sei. E honestamente, nem quero saber. Assusta-me, porque não sei, muitas vezes, quem está do outro lado. Se quiserem levar fotos de perfil, sorrisos, colares, mãos e "pedaços", me da igual. Agora, completas, sem cortes estratégicos? Não dou para esse peditório, habemus pena. No Facefronhas (o meu pessoal, que não tenho outro, porque eu embirro com a coisa), fui colocando algumas fotos da Francisca até ela ter as feições completamente definidas. Todo os bebés passam por uma fase em que, a olhos desconhecedores, são todos muito parecidos. Depois, acabou-se. Querem ver a criança? Venham ter comigo ou peçam-me por outros meios que não internet wide open e eu terei todo o gosto em mostrar a minha criancinha. Não autorizo que sejam colocadas fotos dela no "Facefronhas", mesmo que isso já me tenha valido algumas discussões mais acesas com algumas pessoas da minha Família. Tenho pena de não participar naquele desafio giríssimo de uma foto por semana, todas as semanas, que vi algures na blogoesfera. Tiro-as para mim, de recordação. Better safe than sorry. Percebo quem não tem problemas em mostrar, percebo quem coloque e não critico ou julgo em momento algum. São livres de o fazer. Eu? Bem, eu sou um bocadinho mariquinhas e paranóica com essas coisas. Assim, não há espaço neste estaminé para fotos de cara completa. São opções. A minha, é esta.
06 março 2014
Março cheira a...
… frésias. Sempre, desde que me lembro de ser gente, que associo Março a frésias. E ao cheiro maravilhoso destas flores. Não sei porquê. Mas Março é sinónimo de frésias, para mim.
It's late o'clock e os meus relógios favoritos.
Estes dois Swatch são os top da minha colecção de relógios. A verdadeira ironia numa pessoa como eu, cuja hora mostrada é sempre "atrasada o'clock". Podem até não ser os mais fashion… Podem até não ser os mais exquisite. Mas são, sem dúvida, os mais especias. O dourado amarelo foi-me oferecido a 30 de Agosto de 2011, quando a Francisca nasceu, no dia em que fui Mãe. O dourado rosa, no dia em que fiz 30 anos. 30 de significados diferentes, mas ambos importantes para mim, ambos parte de partes de mim.
04 março 2014
Dramas capilares.
Cortei o cabelo há uma semana. Vá, estou a exagerar, cortei as pontinhas do cabelo. Traumatizei com cortes, pela primeira vez, quando tinha uns 16 ou 17 anos, cabelo pelo fundo das costas, parou-se-me o cérebro e não estive com meias medidas: cortei o cabelo à rapaz. Não tendo aprendido a lição, anos depois, cabelo compridíssimo, vá de achar que era "feshione" o corte da moda, o bob... lá feshione até que podia ser, mas nos outros, que em mim era o pa-vor. Desde aí, vou cortando as pontas das melenas, porque não suporto cabelos estragados. Mas estava eu a contar que cortei as guedelhas (as pontas) há coisa de uma semana. Ora, a água do Burgo, além de me comer a pele com o calcário, desgraça-me o cabelo. Envolvida neste verdadeiro drama de cabelo e escova e ai o cabelo que se m'espiga passado uma semana, decidi experimentar um daqueles óleos novos da L'Oréal. Estava indecisa entre o Mythic Oil ou a versão carteira friendly da mesma marca, o Elvive Óleo Extraordinário. Fui-me ao segundo, dado que não me pareceu muito diferente do primeiro em termos de composição, à excepção do preço. Além disso, o Elvive estava mesmo à mão de semear, por assim dizer, no supermercado. Até ver, gosto da coisa. Tem um cheirinho agradável e não me deixa o cabelo com aquele aspecto horroroso de lambido. E pronto, tal como no slogan da marca, é porque eu mereço.
25 fevereiro 2014
Por o dedo na ferida.
Considero-me vaidosa e gosto muito de me arranjar, dos meus tarecos, dos meus sapatos, dos meus vestidos e trapos, mas nem sempre tenho tempo suficiente (ou faço por não ter) para me ver ao espelho com olhos de ver. Hoje, vi-me ao espelho. Sim, eu sei o que a balança diz. Sim, eu ouço o que me dizem e comentam, umas vezes na minha cara (e que eu agradeço profundamente) outras pelas minhas costas, em surdina. Sim, eu ouvi vários médicos chamarem-me repetidamente a atenção para o meu peso, que começava a roçar os limites do que era aceitável e as implicações que isso tinha em vários níveis. Sim, a minha Família e os meus queridos Amigos chamaram-me a atenção. Encolhia os ombros e assobiava para o lado, estavam todos errados, ómessa, nada disso, tudo normal e controlado. Hoje tive (parei) 5 minutos para me ver ao espelho. Vi as minhas olheiras sem estarem disfarçadas, negras, fundas. Vi a minha cara, magra, abatida, pálida. Vi os ossos da minha anca a perfurar a pele, as costelas salientes. Quem me conhece por detrás deste teclado e me sabe de verdade, sabe do meu passado com a anorexia nervosa e o que de mim levou. A questão é que eu não voltei a retomar contacto com essa "amiga". Nem quero tão pouco que volte a entrar na esfera do meu Mundo. Deu-me muito trabalho empacotá-la e mandá-la embora. Mas hoje uma Amiga voltou ao trabalho após a licença de Maternidade e a expressão dela não escondeu o espanto ao me ver na direcção dela. Por isso, para que nunca mais me volte a esquecer, fica aqui escrito: tenho de cuidar de mim. Se uns falam em perder peso porque precisam, eu falo em voltar a ter um aspecto saudável. E sim, hoje ganhei coragem para por o dedo na ferida e em vez de encolher os ombros ao que a balança mostra e me convencer de que é normal, escolhi aceitar que estou a roçar os limites do saudável. O corpo não tem raízes na Terra e o que eu mais quero nesta Vida tão bonita, é viver… muito!
11 fevereiro 2014
Que... de-gre-do.
Há qualquer coisa de muito degradante em enfiar gomas nos bolsos, meta-las na boca muito disfarçadamente, mastigar sem mexer quase os maxilares e tudo para quê? Para que a minha Cria não queira também "mananas". Não é um acto de egoísmo, é uma questão da saúde da Piquena.
07 fevereiro 2014
As agendas são o meu "wannabe"
Encanto-me com agendas. Daquelas hiper-personalizadas. Com capas forradas de tecidos e folhas de papel pautado. Se calhar não são bem agendas, serão assim mais uma espécie de cadernos A5. Não, espera, são agendas, porque têm os dias e o mês num dos cantos da folha. Mas não têm aquelas divisões por horas que me dão pavores e pânicos. Não gosto nada daquela coisa das linhas a separarem os dias em horas, milimétricos e a dar a ideia de que a vida acaba às 18h ou às 19h. Mas gosto imenso daquelas agendas que dizem apenas o dia do mês e da semana. E poupem-me às que metem as luas. Não tenho pachorra para essas coisas de luas e cortar o cabelo na lua assim faz crescer mais e na lua não sei quantos faz pipocas. Agora lembro-me daquele "mito"das luas e dos partos. Uma vez perguntei à minha Mãe se notava alguma coisa quando a lua mudava, se punha mais bebés neste mundo. A minha Mãe respondeu que não era astrónoma e sabia lá que lua estava quando tinha mais grávidas do que a conta. E nisto, já me perdi. Se calhar, precisava mesmo de um desses caderninhos ou agendas ou aquelas coisas mega-fófinhas de capas de tecidos super hiper giros. Era capaz de ser uma pessoa mais orientada das ideias. Bem, pelo menos podia fingir com estilo que sou extremamente organizada e orientada da vida.
06 fevereiro 2014
As revistas da cusquice e eu.
O que eu gosto mesmo nas revistas da cusquice é toda a envolvência da coisa. Eu explico: não, não são as estórias sórdidas, a lavagem de roupa suja na via pública, as estéticas novas oh-my-eyes, quem vai parir de novo ou quem vai assinar os papéis desta vez. Não, não é isso. Claro que também gosto de ver as roupinhas e sapatinhos e muitas vezes até que se me enche o ego, porque penso cá com os meus botões que eu, com 1/10 do orçamento daquelas alminhas, ando mais apresentável que alguma gente "jeite seben". Mas pronto, isso são coisas cá minhas, que quando preciso de uma injecção de auto-estima, me dedico a pensar que "não se vistam às escuras "milheres", coisas más acontecem!" Mas também não é isso que eu gosto mesmo, mesmo. O que eu gosto mesmo mesmo é de ir ao Pingo Doce (eu gosto muito do Pingo Doce, apesar de não saber ao que isso agora interessa), me encostar perto das caixas de revistinha na mão e ver o ar das velhinhas que por mim passam. "desavergonhada, até se encosta a ler a revista". Ou " se tem algum jeito, aposto que não vai comprar a revista". Também há a versão "mas que grande lata". E depois há as que olham de alto abaixo e abanam a cabeça, com aquele ar de "francamente". Pois que eu estou-me a borrifar. De verdade. Adoro ler as últimas estorietas da chamada imprensa do coração de borla (eu tenho acesso à internet mas não é a mesma coisa, não me contrariem) enquanto apoquento umas quantas almas. Sim, eu sei, quando morrer vou para o Inferno. Mas, para atenuar um bocadinho a minha condição de "devias era ter vergonha", confesso que, muito de vez em quando, lá trago uma comigo. A revistinha do coração não é só um excelente boost de afinal-não-estás-assim-tão-mal como é, pasmem-se, excelente leitura de casa de banho.
03 fevereiro 2014
O mal é a roupa suja.
O que eu queria agora era uma botija de água quente. E que alguém me enfiasse na cama, me desse um cházinho quente com uma bolachinha ou um croissant com fiambre e dissesse para estar descansada, não me preocupar com nada e dormir. Em vez disso, arrastei-me da cama para fora, dei de comer ao cão e ao gato, vesti-me, vesti a piquena, dei-lhe o pequeno almoço, preparei-lhe a mochila para levar para a escola, mediquei-a, mediquei-me, deixei-a na escola e agora estou a tentar fazer algo de útil. Mas as letras dançam-me numa valsa estonteante, pesa-me a cabeça, não sei que vou fazer de jantar para alimentar a criança e esqueci-me de por a máquina da roupa a lavar, grande merda, é o meu drama de hoje, a máquina carregada e eu não carreguei no botão. O que eu queria agora era mesmo qualquer coisa que não o que tenho. Lamento, mas isto hoje não sai nada de inspiracional, bonitinho ou fófinho. Estou farta de doenças, achaques diversos, panelas e roupa para lavar. Sim, o pior é mesmo a roupa para lavar. Ou não.
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