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18 fevereiro 2014

Francisca conta o Livro da Selva.

Francisca conta o Livro da Selva: 
"lá lá lá, a Pantera e o Menino a dormir a sesta e vem o urso e aqui está a Mánhe." 
Estaria tudo bem no Mundo na versão do Livro da Selva da minha Filha, não fosse ela apontar para um elefante e dizer que era... a Mánhe.
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Eu. O elefante. Eu. Toda eu graciosidade e graciosa. Eu. O elefante. 
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08 janeiro 2014

A Bela Adormecida-short version

Após o desespero se instalar:
"(...) a Bela Adormecida estava a dormir. Veio um Príncipe qualquer de um Reino falido e deu-lhe um beijinho. A Bela Adormecida acordou e disse ao Príncipe se não queria dormir um bocadinho, que ela era uma pessoa dada a sonos(...)"
Fim.
Francisca:
-Máaaaanhe e o caçador?
Mánhe:
- A época de caça só abre em Fevereiro.  
( a minha rica sogra não percebe que há coisas que não interessam ao Menino Jesus, como passar à frente caçadores que esventram a malta. Ela não percebe de omitir pormenores mas eu, no entanto, estou no bom caminho para um novo guia de " How to screw up your kid in 5 easy steps": 1) adultere histórias infantis. A maioria vende a banha da cobra e não há paxorra. ) 

19 outubro 2013

Esta deve achar que é o Macgyver...

Francisca voltou e no seu melhor ao estilo "se-eu-não-durmo-acompanhada-ninguém- dorme-nesta-casa!-(mais ou menos, vá, o que eu gostava de ter um y em vez de outro x)-nem-cão-nem-gato-nem-periquito-se-o-houvesse". Acho que tem assim uma queda para o  regime ditatorial, a catraia. Está enganada, que isto aqui é uma democracia e quem manda, sou eu!  É ouvi-la do seu quarto, quando faz shift gears no sono, porque até meio da noite ressona que é uma categoria, "Mánheee, anda cáaaa!" (já vou, quando forem horas de ir, dorme criatura), "Mánhe, senta na cadeira" (sento na cadeira o catano, que sento na cadeira), "Mánhe, quer fazer xixi e cocó" (o que tu queres sei eu minha Menina, que na Escola onde tu andaste já eu fui Professora (ditado Transmontano adaptado para não chocar ninguém), "Mánhe, olha a mosca" (deixa-a estar, tem proteína, é nutritivo), "Mánhe, dói a barriga" (yayayayaya), "Mánhe, dói as maminhas" (espera pela puberdade para isso, criatura). E mais um rol infindável de tentativas de persuasão a ver se alguém cai na ideia de lhe entrar quarto dentro e se sentar na cadeira a adorá-la. Vai-se ouvindo... da sala, do corredor, da cama, da sala outra vez, da varanda e vai-se ao vício, da cozinha e tenho de pedir à Oksana que limpe os azulejos, córrore, do corredor, da cama. Nisto, as horas vão passando e eu a vê-las e a ouvir o meio metro e mais uns cms de criatura ululante, que oscila entre a argumentação lógica e os gritos de birra. Até que às seis da manhã de hoje, estava o filme "não dei más noites em bebé, come com elas agora" a passar desde as quatro da manhã, comecei a ouvir a voz da piquena mais perto do quarto. Pensei para comigo que tinha ficado chalupa de vez e agora é que vai for. Cada vez mais perto aquele "Mánhe, anda cá! Óh, Mánhe, anda cá!". Pronto, pifei, o fusível queimou e o ratinho enforcou-se na roda. Mas não. Pela porta do quarto espreitava uma cabecinha de cabelo encaracolado, com os seus olhinhos de azeitona, meio a medo. Francisca ainda dorme na cama de grades, toda ela gradeada. Francisca não caiu porque se o tivesse feito eu tinha ouvido o tombo. Francisca tem dormido com a cabeceira ligeiramente elevada devido a uma tosse. Francisca deve ter aproveitado isso para alçar a perna e deslizar para o lado de fora da cama, abrir a porta do quarto e deixa cá ver onde esta marmanja se enfiou que isto assim não está com nada. Pois ali estava ela, com cara de quem sabe que fez asneira e fofinha e a sorrir e a pestanejar-me e olha, porra, eram seis da manhã, eu tinha sono, tinha frio, hoje estou a trabalhar e ela com aqueles olhinhos a olhar para mim, zumba, anda cá, whatever. Aninhou-se no meu peito e dormiu a fazer-me festinhas na cara. Se me soube bem? Até podia dizer que não, mas soube. Cedi, fui mole e não pode ser. Hoje, a Nazi do Colo e agora Nazi da cama volta a baixar em mim. E vai-se baixar também a cabeceira da cama, que ela nunca viu o Macgyver, por isso que não se ponha a inventar. Era só o que me faltava. Em dois anos, dormiu a primeira vez comigo. E a Nazi da cama diz que foi a última. Para ditadora de meio palmo e mais uns trocos, Nazi de salto alto. É a vida. Habemus pena. 

08 outubro 2013

Pépé M.I.A- dia 1 e 1/2

Ontem, na Escola, a sesta da Francisca foi pépé M.I.A (Missing In Action). A sua grande amiguinha chegou de fim de semana a dizer que o gato lhe tinha levado a pépé e, aproveitando o lanço, venderam a mesma treta à piquena. Diz-se que custou a adormecer e "Ai o gato maroto!". Um dia havia de ser dia e ontem foi o dia. Pareceu-me excelente. O gato levou-lhe a pépé e a chucha. "Ai o gato maroto", diz ela quando lhe respondo que o gato as levou e foi a correr muito, muito, muito, para longe. À noite, demorou um pouco a adormecer, a perguntar pela chucha e pela pépé, ouvindo em resposta que o gato a tinha levado. Lá continuou na sua ladainha de "Ai o gato maroto! Pugiu lá longe". Sim, Filha, o gato levou a pépé e a chucha. "Ai o gato maroto". Ao fim de meia hora nisto, apetecia-me acrescentar que a pépé tinha ido com os porcos, mas era capaz de ser bichedo a mais. Lá continuou na sua cantilena de chucha, pépé, gato maroto, fugiu, longe, até que se cansou , virou-se para o outro lado e adormeceu. Sem chucha nem pépé. Às seis da manhã, ouviu-se do outro lado do corredor "Ai o gato maroto!". Meia hora mais tarde, "Ai o gato maroto". Ri-me como uma perdida, com a piquena e o gato maroto que lhe roubou a chucha e lhe vinha ao sono. Mas dormiu. E muito bem até, tendo em conta que era viciada na coisa. Mas um dia havia de ser dia e ontem foi o dia. Siga. Eu cá acho que isto 4 dias e passa-lhe, fica o gato com a culpa e a malta com uns trocos nos bolsos para não serem gastos em aparelhos dentários daqui a uns anos. O gato maroto levou a chucha e a pépé e fugiu para longe, para muito longe. E não volta mais. Maneiras que...

Sim, eu sou uma pessoa terrível que, ao ouvir a míuda na sua ladainha de gatos marotos, se ria em surdina e lhe vinha esta música à cabeça. Logo vejo a que se segue esta noite. Isto é tipo Dragon Ball, não percam o próximo episódio... Bem, mesmo que quisesse, não tinha como perder o episódio desta noite da saga "Pépé M.I.A".  

09 setembro 2013

Olha, diz que é dia de regresso à Escola!


E lá foi ela, feliz e pindérica, no seu tutu da "Mica" e "mala chica" (a sua nova mochila) a fazer pandant! Bicho bom da Mãe, riqueza mai' linda!  
P.S- É encaminhar para os lados da "Mica" que a gata lá do laço faz urticária severa à Mãe da criança! Só de pensar nisso sinto comichão. Blach! 

31 agosto 2013

Anatomia de uma festa.

Talvez seja cafona. Talvez seja out of style. Mas a festa da Francisca foi do mais simples possível. Balões, muitos balões, muita alegria, muito carinho, muito mimo e um bolo maravilhoso, de limão e chocolate, onde não podia faltar a inseparável companheira da Francisca. Não houve tema, não houve etiquetas nas sobremesas, garrafas de água personalizadas e tudo o resto tão em voga. A Francisca teve uma festinha o mais simples possível, com os "Parabéns" cantados vezes sem conta, as velas a serem sopradas ad nauseum a cada " mais uma vez, pô fabore". Os "Parabéns" cantados ao telefone por quem não pode estar presente e sempre terminados pelas mãos dela a bater palminhas e a gritar com um sorriso " Bibáaaaaa, doooooix". A festa dela foi o mais simples possível. E ela teve um dia muito feliz, traduzido no sorriso mais bonito que conheço. Porque é nas coisas simples da vida, que se encontram verdadeiros tesouros e se fazem as memórias.  
P.S- o bolo foi feito pela "Gourmet and You". Uma delícia! 

30 agosto 2013

2

Existe aquilo a que chamam a "zero hour". A minha "zero hour" foi às 11h55 de uma Terça feira perfeita de Porto. Há uma foto nossa, ainda em versão all-in-one. A seguir a essa foto, não mais existimos como uma. Dizem também que a dor que se sente após a primeira golfada de ar que se respira é a mais dolorosa, a dor mais forte que algum dia se sente. Mas no meio do teu choro de dor por os pulmoes se expandirem pela primeira vez no começo da tua Vida, senti o alívio. Eras perfeita. Saudável. Pequenina. Minha. A tua mão prendeu-se no meu dedo antes de te levarem. A tua mão prendeu-se no meu dedo quando te trouxeram para mim de novo. Num acto de instinto. E no mais profundo do instinto que é este amor, digo-te Francisca: a minha mão estará sempre aqui, Francisca, para acolher a tua. Para secar as tuas lágrimas. Para te ensinar e para te ensinar com os erros. A mesma mão que te confortou na tua ( nossa) zero hour. A minha mão não te vai mostrar o caminho mas vai ajudar-te a perceber o caminho que escolheres. A minha mão não te vai amparar todos os golpes mas vai ajudar-te a levantar quando os golpes te forem quase tão dolorosos como a primeira golfada de ar. A minha mão não te dará o Mundo mas mostrar-te-á o que ele tem para te oferecer. A minha mão Francisca, é tua. Desde o primeiro segundo em que a seguraste, há dois anos atrás. Fazes hoje dois anos desde a "zero hour". És uma Menina. Falas pelos cotovelos. Sorris e cumprimentas quem por ti passa. Danças a cada acorde que ouves com verdadeira alegria. Tens mau feitio quando te dá para isso. És dorminhoca porque de manhã a cama tem mel. Há dois anos atrás olhei para ti e não percebi muito bem o que era suposto fazer contigo. Tinha de te fazer crescer e educar e amar e manter-te feliz, mas como? Não havia fórmula, livro ou receita para me ensinar. Hoje, olho para ti e vejo que independentemente do que quer que tenha achado que devia fazer, tudo o que precisava de saber estava em mim, no momento em que a tua vida segurou o meu dedo e pediu protecção. Parabéns Francisca. Pelos teus dois anos, pelos dias de sol e arco íris inventados, desenhados nos caracóis do teu cabelo. Parabéns, Francisca. 

24 junho 2013

Está oficialmente aberta a época do desfralde.

Francisca anda nisto do desfralde já há umas semanas. Potinho, xixi, cocó. "Faz xixi cocó no potinho, Filha!" (gente, a Maternidade também fala assim em escatalogismos desta vida, aguentem-se que isto glamour, é só nas horas vagas). Umas vezes faz e palminhas e que bem, viva, viva, xixi no potinho e ela aponta e diz xixiiiii, xiiiiixiiiiiii, toda feliz. Outras, gosta é de estar ali sentada de rabo ao léu a dar leis: aponta para a sanita, aqui Mánheeeeee, aaaaaaqui, xixi, cocó e Mãe lá senta a ver se a coisa se dá. Um dos bonecos que apanha no caminho para a casa de banho também tem direito a sentar no espetáculo escatológico, ao lado de Francisca, no pote extra,  e ela lá lhe dá a lei de "bebé xixi cocó". E pronto, ali ficamos, eu, ela, o boneco, a Mofli sentada à porta, todos, à espera que saia. Literalmente. Mas maneiras que só este fim de semana decidi que estava oficialmente aberta a época do desfralde. E porquê, perguntais vós? Simples. Só se começa desfralde a sério quando se começa a limpar xixis do chão. É uma emoção. 

13 junho 2013

Definição de "the baby days are over"...

... quando a tua Filha come um epá sozinha, recusa a tua ajuda e prontamente te avisa com um " sujou" que o gelado lhe caiu no vestido. E no fim, diz: " manana bom, Mánhe! Cabou!", com o ar mais desolado do Mundo. 

02 abril 2013

The "manana" mistery...

Ela gritava. Ela guinchava. Manana manana... Eu olhava e pensava "wth é o manana manana???" ( diferente do máná máná). Desesperada... Manana manana... Eu metia mais umas gomas no bucho. Manana manana... Elementar, duh! Bem vindos â linguagem infantil onde manana manana são gomas. Se as provou? Sim! Se sai à Mãe? Pois claro! Se a cara dela a provar um doce me derreteu? Não conto! Manana mistery solved ( lembrei-me da Jessica Fletcher... Anyone?)

25 março 2013

Ela (também) é assim!

Francisca acena a quem passa. Acena a quem aguarda na sala de espera. Faz cú-cús às administrativas sisudas que se derretem e alinham. Francisca tem um sorriso fácil de rasgar. Francisca manda beijinhos. Francisca é uma criança feliz. E eu sou uma Mãe com o coração quente e a transbordar. Mas não contem a ninguém... Se perguntarem, digo só que Francisca é um "bichinho" extremamente social e sociável...

11 março 2013

Não, claramente não é de Braga...

Não há porta que resista aberta nesta casa. Francisca vê porta aberta, zau, fecha. Francisca vem na vida dela, a arrastar a idiota da Fanny, que se aperta e guincha "dá-me um beijinho e gosto de ti" e a mim apetece-me sei lá, qualquer coisa, mas cala-te coisa hórrórósa, cala-te. Mete-me medo o raio da boneca, mas foi oferecida e a cachopa gosta de a arrastar. E acho que os tratos que leva são castigo ao seu "dá-me um beijiiiiiinho" que me apoquenta. Bem, adiante. Francisca vem na sua vida, atira a boneca para onde calha, volta atrás, zau, porta fechada com estrondo. Depois, Francisca quer sair e ir descobrir o que vai destruir nas redondezas nos próximos 5 minutos. Francisca ainda não sabe abrir portas, tanto que nem chega ao puxador. Mãe está alapadíssima no sofá, pesa-lhe o rabo. Francisca fica em frente à porta, largos minutos, a dizer algo na sua língua em tom de ditadora, dedo em riste, que imagino ser algo como "abre-me a porta, escrava". Mãe continua na sua vida e diz apenas que a porta era para estar aberta. Já me levantei 540 vezes nos últimos 10 minutos, pequena índia, mas agora... temos pena. Francsica revira os olhos, barafusta e por fim, acaba a descobrir deste lado da porta algo para destruir e assim riscar mais um item na sua "To do list". Nada muda. As portas continuarão a ser fechadas com estrondo. Eu, continuarei a ver de camarote até ela perceber a consequência de o fazer e o que lhe digo. É assim... habemus pena! 

08 março 2013

Unzipa para aí...

Francisca descobriu que os fechos de correr tanto correm ò para cima, como ò para baixo. Francisca descobriu que pode unzipar o seu babygrow. Francisca passa largos minutos fecho acima, fecho abaixo. Mãe entra em absoluto delírio. Francisca está calada, 'sogadita e entretida na sua vida por coisa de 10 minutos, sem me estar pendurada nas pernas a gritar 'Mha Mamãaaaaa, Mãaaaaaaeeeee, Mãaaaeeee. Mãe descobriu que gosta muito de fechos na roupa. Acho-os uma ma-ra-vi-lha. Encantadores, deveras. 

06 março 2013

A detectora de cães....

Se houver um cão num raio de 50 metros, Francisca detecta-o! E alegremente, emite um aviso sonoro de CÁAAAAAÃAAAAAOOOO! CÁÁÁÁÁÁÃOOOO! Claro que são todos grandes e giros. Acho que ela ainda não percebeu que Mómó (Mofli) também é um cão. Não a condeno, aliás, percebo a confusão... 

25 janeiro 2013

Francisca, a grande...

Francisca quer comer sozinha, aborrece-se com a Mãe a dar a comida à boca. Isso, deve ser para bebés, pensará ela. E assim, tudo come também: o cabelo da Mãe, a parede, a cadeirinha, o chão, a Mofli que ia só ali ver a bola. Francisca responde que sim ou que não ao que se lhe pergunta com a cabeça, mas cheira-me que às vezes sai sim quando queria fazer não e não quando sim. Francisca é gulosa como a Mãe, não há doce que lhe amargue. Francisca é tão sociavelzinha que quando quer algo, abre e fecha a mão na direcção do que quer e repete: "olá, olá olá, olá". até conseguir o que quer ou levar um "Não" redondo. Francisca faz birra porque sim, porque não, porque chove, porque lhe apetece. Deve ser uma espécie de TPM infantil, assemelha-se muito a surtos neuróticos por vezes. Umas vezes ignoro e como não tem audiência, levanta-se e vai à vida dela. Quando não funciona, baixo-me ao nível dos olhos dela e falo-lhe muito baixinho. Cala-se uns segundos, nem que seja para me ouvir. Às vezes percebe que não adianta o circo e segue na vidinha dela. Outras, recomeça em fúria. Umas vezes, volto a baixar-me ao nível dela e trato-a por Maria Francisca na terceira pessoa. Nem sempre funciona, mas até ver, é a que corre melhor. O uso de Maria Francisca, com cara de má e "a Maria Francisca está a fazer o quê? Conte lá à Mãe" dá bastante resultado. Quando nada resulta, viro costas e espero que lhe passe. Francisca corre, faz piscinas no corredor com verdadeira alegria. Francisca gosta de jogar à bola e brincar com carrinhos e eu acho delicioso, não quero impingir bonecas e panelas, faz-me confusão. Francisca tem uma "agenda" de actividades na Escola, actividades diferentes cada dia. Francisca vai começar a usar bibe. Francisca, a grande, está a crescer. E sabem que vos digo? Mesmo com milhentas birras, com os rebolanços no chão à laia de "sou tão infeliz, a minha Mãe é uma bruxa que não me deixa desfazer o telefone", com o "não" que me atira, decidido, como se um eco me devolvesse a minha voz, gosto mais assim. É que nunca gostei de Nenucos. 

06 janeiro 2013

Vamos tomar banhinho?

- Francisca, vamos tomar banhinho? 
E ela levanta-se, decidida, põe-se a caminho da casa de banho à minha frente, no seu passo lesto e desengonçado. Abre a porta (e se não abre à primeira vai de chuto nela, que despachada é coisa que lhe assiste) e põe-se à beira do trocador à espera que peguem nela para tirar a roupa e ir ter com os patinhos de que tanto gosta e como fazem Francisca? Qá-qáaaaa!!! 
E eu fico toda orgulhosa destas conquistas, desta capacidade de absorver tudo o que ouve,  tudo o que vê. E sobretudo de ela ser um despacho. De a cada dia que passa deixar de ser a minha bebé enfezada de olhos rasgados e passar a ser uma menina de caracóis e sorriso largo. 

29 dezembro 2012

Podia ser pior, não é?

Primeiro foram a porcaria das galinhas. Doidas, tresloucadas, capazes de me fazer encarnar uma personagem Kill Bill versão cabidela. Depois passou. Agora é o Manah Manah tú-tú-túruru. Manaaaaaah Manaaaaaaaah grita ela quando vê um phonis ou um computador. Manaaaahhh MANAAAAAHHH. E vê over and over again. Até à naúsea de quem se encontra por perto. 25 vezes seguidas. 25 vezes senhores. The question is: what is a Manah Manah? Não sei, mas parece-me bicho a precisar de ir à depilação. Ela gosta, dança, bate palminhas, abana o rabinho. Caladinha e feliz que é o que se quer. Por isso, the question is: who cares? 

18 dezembro 2012

Francisca, minha linda, que trazes na mão para a Mãe...

Francisca aprendeu a meter o dedo no nariz. Não é a linha (que agora as há em todo o lado) que separa os bebés das criancinhas? Não é? Passa a ser òmessa.  'Mha rica filha que aprendeu a tirar catotas. Q u e  motivo de orgulho. Destreza motora, nota 20. Tirar macacos assim, não é para todos, que ela faz a coisa cá com umas classes... Maneiras que até à data de hoje sempre ansiei por este momento, em que 'mha rica filha me estendia a mão e me passava um macaco do nariz, do seu nariz. T u d o com que sempre sonhei versão gosmenta ou gosmosa ou em boa verdade, ranhosa... 
 Valei-me! 

14 dezembro 2012

Eu juro que não sei a quem ela sai...


A panca mais recente: 
Alçar a perna. Fazer força. Apoiar bem as mãos na trave da cama para dar o impulso. Preparar para aterrar, muito provavelmente de cabeça. Mãe entra no quarto. Benze-se e pensa "Olha-me o raio da rapariga!!! Então méqué a nossa vida Maria Francisca, vais dar de fuga da cama?". Receber o olhar de "Olha lá, eu chamei-te lesma. Como não vieste logo, rapidinho, on my demand, a malta tem de fazer pela vida...
E é isto a minha vida... 

30 novembro 2012

Ah, Sexta feira... (15 aos 30)

A inocência dos seus 15 meses. A capacidade de ainda se maravilhar com os pequenos grandes nadas que a rodeiam. O Mundo é agora o grande laboratório das suas experiências. Conhece-o Piquena, saboreia-o, vive-o em ti, pelos teus olhos, pelas tuas pequenas mãos. Mas aprende, também, que apesar de toda a rosa ter espinhos, o seu odor não será nunca menos inebriante, menos apelativo. Mas lembra-te dos espinhos, não os deixes entrar sob a tua pele. Andar, correr, explorar, cada vez mais depressa, mas com uma necessidade enorme de trabalhar a parte da travagem, menos Fiitipaldi Francisca, até que não seria mau. Doce e arisca, tem tanto de doce como de arisca A Menina dos meus olhos. Lembra-me o dia em que nasceu, de um sol doce de Verão, refrescado por um aguaceiro. Antíteses que se aprendem a amar e que se entranham em nós. 
E o tempo passa. E ela cresce. E eu cresço com ela, enquanto pessoa e enquanto Mãe. E peço, nem sei muito bem a quem, que não perca tão cedo (ess)a inocência que traz nos olhos, nos mimos desajeitados, nessa capacidade de se maravilhar com o que o dia (lhe) traz no leito. Sei que dor e desilusão também existirão na sua vida, que ninguém vive verdadeiramente sem provar o seu travo amargo. Mas que demorem a roubar-lhe a inocência, que demorem muito... por favor. E peço que nunca, nunca perca a capacidade de sorrir tão abertamente. 
E nesta Sexta 30, são 15.