07 março 2014

Extremos? Não, obrigada.

Francisca tem dois anos e meio. Já provou um Happy Meal. Já provou batatas fritas sem serem de Happy Meal. Já provou chocolate. E gomas. E adora um bom croissant. E panquecas. E quando vai à Capital, acha piada a ir à Starbucks, vicio por mim adquirido nos tempos em que vivi em Terras do Tio Sam. A minha Filha vê (alguma) televisão, com bonecada adequada à idade dela. E adora. Dança, canta, bate palminhas. E adora ver os Ursinhos carinhosos (carinhosamente apelidados pour moi de "remelosos") em viagem. A minha Filha está habituada a viajar de carro desde muito pequena. Sozinha, na sua cadeirinha, no banco de trás. A minha filha tem brinquedos didácticos, brinquedos inúteis e capazes de estrafegar a paciência a um santo e brinquedos que serão sempre e só brinquedos. Ou coisas do quotidiano que se transformam em brinquedos, como a vassoura que vira um cavalo e a galope vai feliz Francisca pelo corredor fora. Mas também brinca com o iPad da Mãe. E sabe o que é o Skype e que (também) serve para falar com os Avós. A minha Filha vai à Escola desde que tem um ano, com todas as vacinas tomadas, incluindo as extra plano nacional de vacinação. Porque eu acredito na ciência e nas maravilhas da medicina moderna. Porque, por alguma coisa, já não se morre de tétano ou rubéola. Francisca só não foi antes para uma Escola, com meses ainda,  porque tinha Avós por perto, que agora se encontram a quase 500km de distância. E eu não nasci para estar em casa. Nada me impede de ser Mãe e Profissional, mesmo que às vezes conciliar ambas se torne um quebra-cabeças. Não sinto culpa de a levar todas as manhãs para a  Escola. A minha Filha é uma criança feliz, saudável, alegre e sobretudo, é criança. Não tenho pachorra para fundamentalismos, para os 8 ou os 80. Aceito, respeito, mas não me pode ser pedido que concorde. Habemus pena. Como em tudo na vida, existe o meio termo. Tenho-me deparado, cada vez mais, com fundamentalismos no que toca a temas tão variados como alimentação, vacinação, educação… Cada Pai deve decidir em consciência aquilo que considera melhor para os seus Filhos. Salvo raras excepções, acredito (tenho de acreditar) que todos os Pais têm o melhor interesse dos seus Filhos sempre no topo da lista. Assim, respeito profundamente opiniões diferentes da minha. Mas sou e serei sempre livre de não concordar. Assim como apenas peço que respeitem a minha posição no que respeita a como ajudo Francisca a construir o seu mundo próprio e a crescer. Francisca faz tudo o que acima descrevi, com conta, peso e medida. Não vive de Happy Meals, mas se comer uma batata frita aqui e outra ali, não me parece que o mundo vá implodir. Muito menos, por se esconder debaixo da mesa da cozinha a comer as gomas que habilmente roubou à Mãe. Acredito no bom senso e no meio termo. Creio que ambos são os principais responsáveis pela minha descontracção e calma enquanto Mãe. E até ver, acho que me tenho saído bem. Ou não fosse o sorriso maravilhoso com que ela me brinda  todos os dias. 

4 comentários:

Maggie disse...
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Magui disse...
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Magda E. disse...
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raquel disse...

Concordo totalmente Princesa.
O A. cresce exatamente da mesma forma. Com um pouco de tudo! E acho que assim é que se criam crianças felizes!

Tu estás a fazer um excelente trabalho.
Um beijinho*