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04 dezembro 2013

Caro gajo das barbas:

Eu cá não sei se tu és ou não dado a vingançazinhas pessoais, mas quer-me cheirar que sim. Não, não fui nem sou uma Menina boa, essas vão para o céu e eu gosto de andar a dar água sem caneco. Tenho uma wish list de coisas variadas que eu sei há anos e anos que não vais ser tu a botar no meu belo sapatinho de salto alto, mas sim o cartãozinho de plástico mágico. A Francisca não sabe, mas sei eu. Está descansado, que até ela crescer eu não lhe conto toda a verdade, deixa-a de fora do teu esquema, estás a ouvir? Estás a ouvir, gajo da barba branquinha? Agora lembrei-me: deves ficar com as barbas um nojo quando comes as bolachas e o leite que as criancinhas deixam cheias de felicidade. 'Ca nojo, só de pensar em leite azedo na barba, blach blach blach. Também podias comer menos bolachas, come granola ou assim, já tens uma pança de meter medo ao susto. Ah, e os teus óculos estão démodé, passa para lentes ou usa uma coisa mais feshione. E já agora, que raio de cinto é esse que usas, hein?!? É para quê, mesmo? Mas eu tenho em crer que és gajo de vingançazinhas, tenho tenho. É que até ver, desde que começou a dita most wonderful time of the year (shoot me), fui presenteado com o seguinte: parti o rabo, roubaram-me uma escova do limpa pára-brisas do carro e até que foram fófinhos, deixaram a que limpa a do lugar do morto, dá um jeito desgraçado; fiz alergia à cera da depilação (eu gosto pouco de ser macaca) e fiquei com as pernas em modo de sou-um-bicho-fujam. Agora, estou quase afónica e tu, só porque eu detesto o Natal, castigaste-me e puseste-me com o nariz versão Rudolfo. Deve ser porque de cada vez que a Francisca se põe com "o Pai Natal lai lai lai" eu tenho de me morder para não dizer coisas como "o Pai Natal cheira mal lai lai lai." A ver se a gente se entende: mim ser prima do Grinch, a Grincha que guincha. Se tens problemas com isso, põe na beirinha do prato. Ou escreve e processa-me, por não ter feito nem ir fazer Árvore de coiso em minha casa. É que sabes, não passo lá o dito e eu tenho mais que fazer do que controlar dois gatos, uma cadela e uma criança em ataques furiosos à dita. Aceita que eu não gosto do que o Natal se transformou em mim e segue em frente. Agora presentear-me com uma atrás da outra não está com nada pá!  Por isso, na remota hipótese de esperares que eu te mande uma lista de coisinhas que gostava de ter, da mesma apenas constaria isto: já chega de maleitas! Não há cú que aguente. E o meu já está partido!

11 novembro 2013

O Grinch chegou em Novembro.

Armei-me em pamonha e abri o Facebook (mas quando é que eu ganho coragem e acabo de vez com aquela porcaria que só serve para me vasculharem a vida?). Descobri umas quantas aves raras que hoje, aos 11 de No-vem-bro, Novembro!, já colapsaram na loucura do Natal e fazer a árvore e as luzes, ai as luzes nas ruas, vamos toooodos ver os enfeites nas ruas, ai espera ainda não ligaram as luzes, vamos todos para a Baixa ver como vai ficar lindo quando acenderem, também é giro ver assim apagado, obriga a puxar pela imaginação e depois lá voltaremos, quando ligarem o interruptor das ditas, a levar com frio no toutiço, que coisa tão linda, as luzes (shoot me). Fechei o Facebook (acho que estou cada vez mais perto de fechar a conta daquela merda, tanto que pelo meu perfil parece que morri e me esqueci de avisar, que sim pessoa decente no facebook até isso deve postar). Vou continuar a não fazer porra de árvore de Natal nenhuma em minha casa, que nem lá passo o dito. O facto de na Lalaland se apregoar que estão a fazer uma prenda "liiiiiindaaaa" e "enooooorme" para a minha cria faz-me temer pelo que aí vem. Mais pelo meu fígado do que pelas "tourettes" que se me irão acometer em surdina enquanto mordo a língua e me escondo na garagem com uma garrafa surrupiada ao meu Pai. Hoje são 11 de Novembro e eu já vomito o Natal. Ena, por uma vez na vida estou antecipada. Nem que seja a entrar no Grinch mode e p'lo amor da Santa pá estamos em Novembro, atirem-se aos cães!  E levem a Popota e a Leopoldina e o raio que as parta, sim? Agradecida. 

26 outubro 2013

Coisas hi tech que uma Mãe em desespero descobre.

Descobri que o meu iPad serve para mais que fazer apresentações de defesas de Teses do Inferno, desvairar-me em compras online e ler as ultimas cusquices deste Mundo. Aprendi que serve para distrair criancinhas virosas e vomitantes enquanto lhe despejo pela goela a canja que aprendi a fazer à conta dos vírus infantis. Passadinha que se não vem logo fora, ou seja, uma água amarelada. A viola, o ursinho não sei quê, os dentes e outros. Descobri que o Ruca me dá azia mas deve ser psicológica, que a visão de tanto vómito e a visão de canja já me tira os apetites, quanto mais águas de aspecto duvidoso. Todos ao meu dispor no meu bichinho hi-tech fófinho. Serve também para entreter criancinhas durante um certo período de tempo a ver se a coisa fica dentro da pançola e não no meu cabelo, no chão, nos móveis e outros que tal. Ou não. 

25 outubro 2013

Dramas de canja entre doenças de criancinhas...

Ontem à hora de almoço fui buscar a Francisca à Escola. Vomitou o almoço e tinha febre. A Francisca quando faz febre faz coisa digna do nome, assim 39 que não vamos cá fazer por menos. Vim para casa com ela. Aguentou o lanche. Vomitou o jantar. Febre. O tradicional alternanço de 4 em 4 horas entre os também tradicionais medicamentos. Passou a noite no registo do costume mas com menos pujança. De manhã, febre. 39. Aguentou o pequeno almoço. Dormiu 30 minutos de sesta e almoço fora. Febre. Passeio nas urgências. O tradicional diagnóstico: virose. Maneiras que no meio disto tudo ainda (também) decorre o meu drama sopeiral: já perdi a conta às peças vomitadas que lavei, à quantidade de máquinas de roupa que fiz (agradeçam à minha rica Filha, chupistas da EDP!) e descobri ainda que não sei fazer canja. Nunca fiz tal na minha vida! Santa Bimby, desenrasca-me! Fui à procura de uma receita (um bocadinho a medo de encontrar um "seriously?!?que espécie de Mãe não sabe fazer canja?"). Mas encontrei e ainda descobri que a coisa desfia o frango por mim. Maravilha. Sou tão... domestically disabled que parece anedota. Por isso, rio-me. Porque no meio de tanto vomitado e supositório, aprendi a fazer canja. Ena, que prendada sou. Algo me diz que a canja-da-vergonha-de-naba-sopeira vai, na melhor das hipóteses, acabar no chão. Mas é assim, faz parte. 

13 julho 2013

Vacinar devia ser obrigatório. Ponto.

Aonde me encontro em jeitos de tenho-de-comer-papers-para-defender-a-Tese-do-Inferno, só tenho os 4 canais de TV. À hora de almoço, liguei a TV para me distrair 5 minutos. Num canal generalista, apanhei um daqueles programas de entrevista a figuras públicas e "o que dizem os teus olhos" a uma actriz portuguesa. Apanhei a parte em que falava, convicta, da sua recusa em dar ao filho todas as vacinas do plano nacional de vacinação, uma vez que algumas tinham riscos associados. Diz ela que investigou e sabe o suficiente para tomar essa opção em consciência. Falou que acha que nós conseguimos curar tudo o que nos acontece, que nunca esteve no hospital ou levou o filho a um. Em seguida, defendeu que nunca deu antibióticos ao filho, dizendo que os vírus ficam cada vez mais fortes por se recorrer aos antibióticos por nada. Maravilhoso. Espero que saiba mais de vacinas que de antibióticos, uma vez que estes são usados em infecções bacterianas e nunca víricas. Espero mesmo que saiba mais de vacinas do que demonstrou saber sobre antibióticos. Cada um escolhe a Medicina que quer para si. Mas em e com plena consciência de que há opções sem retorno. Como a de não vacinar. Que nem deveria ser opção. É a minha posição perante posições como as que vi defender no tal programa, pela tal actriz. 

08 julho 2013

E foram 30 segundos

A minha estagiária mandou-me o seu relatório. Após leitura durante o longo e penoso tempo de 30 segundos, concluo que: 
- não faz a mais pequena ideia de que porra andou a fazer; 
- não sabe escrever; 
- não usa corrector automático (It's 21st century for crying out loud); 
- é bastante mais tónho do que o que eu pensava; 
- me apetece arrancar-lhe a cabeça.  
Coisas assim, portanto. 

12 junho 2013

Coisas que me fazem profunda confusão...

So, here's the thing: eu viajo muito com a minha Filha sozinha. Ando muitas vezes com ela para a frente e para trás em Mommy&Me. Há coisas que fazer com ela são mais trabalhosas, como meter gasolina, porque implica ter de meter gota ( enquanto me sinto a ser roubada alarvemente), tirá-la da cadeirinha, pegar nela, pagar, voltar, põe na cadeirinha de novo. Já por aqui contei que ir à casinha em viagem dá origem a episódios rocambolescos. É uma canseira mas é assim, não consigo pensar em que são "só" 2 minutos e deixá-la fechada sozinha num carro. Em 2 minutos, uma vida muda. Para sempre. Hoje de manhã, parei o carro com os 4 piscas para deixar a minha cria. Atrás parou outro carro. Ligou os 4 piscas. Tirou uma criança com idade perto da minha do banco de trás. No banco da frente, no lugar do passageiro, estava uma coque. Com uma criança. O Pai desceu a rua atrás de mim, dizendo ao filho que carregava que o Mano esperava no carro. Gelei. Não disse nada. Não me diz respeito. Mas discordo. Em 2 minutos muita coisa pode acontecer. Em menos até. Paranóica? Talvez. Mas antes carregar a minha Filha para trás e para a frente, mesmo que sejam dois minutos, que carregar shoulda woulda coulda a vida toda. Não se deixa uma criança sozinha num carro. Na coque, na cadeirinha, no que quiserem. Não se deixa. Comigo, é assim. 

07 junho 2013

Os "cá vamos indo"...

Se há coisa que me irrita são os "cá vamos indo". Também há a versão "cá estamos, nunca pior", mas são da mesma espécie. É uma espécie indefinida: não estão mal, não estão bem, só estão estando. Aliás, nem eles sabem muito bem, como indefinidos que são, se estão benzinho (esta espécie usa muito o "estar benzinho", também) ou na merda. Estão qualquer coisa de fazer encolher os ombros, nem mais para lá nem mais para cá. É a malta do arrasto. Arrastam-se-lhes os dias num gerúndio qualquer e por isso lá vão indo. Só que nunca vão, vão só indo. Não vão de bem com a vida, vão indo. Também não vão de mal com a vida, vão indo. É que ir a bem ou a mal implica ir de verdade, de pé firme, com vontade de alguma coisa definida, não combinando com o encolher de ombros do "cá vamos indo". São os "não vão, que os levam". Mas num ponto acordamos, eu e os "cá vamos indo": haja saúdinha. 

24 maio 2013

De comunhões, casamentos e baptizados...

Diz-se que a tais eventos só vai quem é convidado. E insistem em convidar-me. Eu não quero parecer anti-social, bicho do mato, antipática, mal agradecida e por aí adiante. Mas a verdade é que eu não gosto. Pronto, eu admito com todas as letras: n-ã-o gosto de comunhões, casamentos e baptizados. Aborrecem-me. Especialmente comunhões e baptizados. Costuma ser oferecido almoço nesses aborrecimentos eventos sociais e a oferta de bebericagem é muito inferior, para além de que querer emborcar mojitos à uma da tarde dá um aspecto de agarrada. Pronto, eu assumo que não gosto desse género de eventos sociais. Não me aprazem. Tenho um carinho particular por algumas fotos de baptizados para onde fui arrastada. Fotos giríssimas, em que me botaram um piqueno ser nos braços, imensas vezes gritante, e eu a pensar que lá-se-vai-a-renda-do-vestido-se-sai-a-papa-e-tirem-a-foto-'plo-amor-da-santa, acabando para os anais da posteridade eu com cara de tirem-me deste filme, stat. É que na altura não tinha 'mha rica cria e o meu instinto maternal roçava o do calhau da vossa rua. Mas são aborrecimentos eventos sociais que muito me apoquentam. Em especial comunhões e baptizados, já disse? Casamentos até que gosto, quando me são pessoas queridas, daquelas que trago guardadas bem cá dentro. E mete bebida com fartura e danças e coiso. Inconfessável...? Sabem aquela gaja que nunca, nunca está dentro da Igreja, Registo, o que quiserem? Pois, sou eu. Não por despeito. Não por desrespeito. Mas porque comunhões, casamentos e baptizados me aborrecem. Não gosto. Pensando bem, as vezes que fiquei dentro ou era madrinha ou era a noiva e não dava jeito estar cá fora. Maneiras que em breve diz que terei de ir arrastada a um casamento. Conheço para lá de mal os noivos. Não conheço quase mais ninguém. Estou com tanta, tanta vontade de ir que já estou aborrecida só de pensar nisso. 

20 maio 2013

Como chocar alguém...

... que insiste na cena do para-quando-um-maninho-maninha-(tudo muito -inho)-para-a-Francisca-sua( pensamento alto)-cabra-egoísta-pobre-da-criança-filha-única-sua-insensível-e-não-tem-jeito-nenhum-hein?!? ... 
-Ah, sim claro! Mas a ser... será assim quadrúpede e peludo... Está a ver a ideia? 
Eu juro que não percebo desde quando o meu útero é propriedade alheia... Eu, a dona da coisa, não, n ã o quero. E ninguém tem ponta que ver com isso. Não quero e estou no meu direito, sem ter de dar justificações! " Deslarguem-me", ide, ide, ide arranjar uma vida. Arre!

07 maio 2013

It's all dark and twisted and mimimimi...

Estava ali a olhar para os DVDs de Anatomia de Grey porque basicamente estava aborrecida com o comando. Já fui muito feliz a vê-los. Até à quinta temporada. Depois deu-se-me uma vaipe e comecei a enjoar. Fui vendo por entre a náusea de tanto rosa a surgir com voltinhas pseudo-macabras mas muito hilariantes aos meus olhos. Fui dando o benefício da dúvida. Mas a coisa acabou-se entre nós quando pegaram na Yang e decidiram que sim senhor, ela tinha um coração e o mundo haveria de ver que sim senhor, a Yang tinha coração. Tenho panca por personagens all dark and twisted and mimimimimi. Vai-se a ver e eu cá gostava era do Severus Snape no Harry Potter. E sim senhor, Severus Snape tinha coração e muito mimimimi ali dentro mas foi muito bem elaborado. Também até hoje sou capaz de passar horas, hooooooras a dissertar como o Harry-sou-tão-bonzinho-e-fófinho havia de ter padecido. Levo sempre com o argumento que ah e tal não sejas idiota que era uma cena para crianças. Vai-se a ver e o meu lado infantil também é muito all dark and twisted. Havia de ter padecido ao invés de o terem casado com a ruiva e coroarem o enlace com um par de fedelhos. Maneiras que isto tudo para dizer que eu cá acho que se uma personagem é dark and twisted é dark and twisted e ponto. Toda a gente tem coração. Mas de um dia para o outro, não acorda, dá com a moleirinha numa esquina e decide que "ai-que-emoção-vou-mostrar-que-sou-sensível-ao-povo". E ai que "sou-tão- sensível-e-choro-e-pânico-em-público-porque-parti-uma-unha". Pior que isso, é porem uma personagem tipo Yang a rastejar por um homem. Roça o ridículo. E vai na volta, quero nem saber se ele rastejou de volta e viveram felizes para sempre, com ou sem fedelhos. Bah. Bahhh. Blach. 

29 abril 2013

Just in case...

Maria Francisca, bicho bom de sua Mãe: 
para o caso de um dia a sanidade mental, aquela se me vai(s) comendo aos poucos se esgotar, fica aqui o registo. No dia em que tiveres uns trocos e achares que a tua Mãe, esta que escreve, até que nem é má rés e até que é uma gaja porreira para ti, livra-te, assim, que nem te passe pela cabeça, de me ofereceres pelo dia da Mãe ou por qualquer outra ocasião festiva alusiva à minha pessoa o seguinte: colares, berloques, pulseiras, pelúcias, camisolas, tatuagens de colar com cuspe ou outros que tal a dizer "Mom", "Mãe", "Mommy", "Mamã" (ou outras designações referentes ao ter-te posto neste Mundo e te criar)  seguidos de um "I lobe you", "#1 Mom", ou "Mommy knows best". Seria coisa de me dar uns abafos. Credo! 

29 março 2013

Está o barraco armado...

Eu não gosto mesmo de Circo. Menos ainda de circos! Eu não simpatizo com Castelos de Princesas mimimis e estórias Cindy"f"ella. É mesmo coisa que não me assiste. Depois ofertam-me este barraco para a cria. E estou indecisa se lhe ensine que é um barraco ou uma casota. Talvez uma casinha psicadélica. Vou pensar...

22 março 2013

Atingiste a maioridade dos eventos sociais...

... quando os convites para bodas e baptizados te deixam de incluir como agregado familiar, o que, por sua vez, leva a que a necessidade de criar desculpas esfarrapadas para não me arrastar(em) a semelhantes propósitos diminua drasticamente. Até que enfim !!!

14 março 2013

Pensamentos de uma Mãe nas urgências de canalha...

Francisca achou giro tentar estrelar ovos na testa. Mãe achou que pelo segundo dia consecutivo, praticamente à mesma hora, a proeza de 40ºC, era coisa de ir dar um passeio. Francisca está a dançar a música do Noddy. Francisca está super na dela, bem disposta e gaiteira. Eu? Eu digo: raios partam as maleitas infantis, bichezas e o Noddy. Odeio o Noddy. (E nisto, toca o telefone de alguém e o pintinho piú e o pintinho piú...) E o Noddy senhores, o Noddy! Tirem-me deste filme ( mas este filme ajuda a que a culpa das Mães, a que se conhece desde que se põe uma vida no Mundo, não se entranhe em mim. Porque antes ouvir o Noddy e saber que ahahah nada de especial, do que o pensar e se? ) Mas calem-me o Noddy. Poooooor favooooooooor! P o r  f a v o r! ( e o pintinho piú ... De novo...) Se isto não é tortura da pior espécie, anda lá muito perto... (em caso de dúvida aplicar o : são dentes Senhor(a), são dentes!) 
P.S-descobri que não se algalia a canalha. Há umas saquinhas póneis de colar. Sinto-me tão mais culta!

ADENDA: também pode ser aplicado o: é uma virose, Senhor (a), uma virose...!

12 março 2013

Apostas?

Não suspiro pelo Verão. Também não desejo que o frio se mantenha. Ou a chuva. Ou o vento. Mas gosto deles. Do aconchego dos casacos, das lareiras, da água na cara, do vento nas pernas, no cabelo. Mas também gosto do Verão. Dos dias compridos, cheios de luz.  De este ano poder levar a Francisca à piscina, ao jardim, de brincar na rua. De menos roupa no corpo. De jeans e t-shirts. Ou pólos. Ou camisas sem mais nada por baixo ou por cima. De lhe vestir vestidinhos leves. Mas o Verão relembra-me fragilidades que tenho. O calor intenso que me faz cair no chão, desamparada, sem tempo de me encostar, sem tempo de me segurar. Muitas nódoas negras, muitos sustos, muito açúcar na carteira à espera de ir parar à corrente sanguínea. O calor sufocante que me queima os pulmões e me dificulta a respiração. A pulsação fraca, que não acompanha o ritmo que o Verão aqui pede, numa bradicardia que me acompanha. Por isso, acho que vai ser uma época interessante, no mínimo. Aceitam-se apostas ao número de pacotes de açúcar que irei ingerir por semana. Para já e até lá, está muito bom assim. Desculpem-me os saudosos da torreira infernal, mas está bom assim, com estas Águas de Março e a promessa de vida no meu coração! 

07 março 2013

Eu só queria o meu vício senhores!

Sempre que está uma ventania, esqueço-me dele. Sempre que chove torrencialmente, esqueço-me dele. É matemático já. Acabo a improvisar. A entrar à socapa no lab e a "roubar" uma caixa de fósforos. Uma criminosa da pior espécie. Esqueço-me sempre do isqueiro. Sempre. Acabo a desfazer meia caixa dos ditos em 30 segundos. Porque um apagou-se com o vento, o outro igual, o seguinte idem aspas, o depois aspas idem e o outro molhou-se. Falta-me "só" a porra do isqueiro. Fósforos e eu não combina. Talvez se arranjar duas pedrinhas, corra melhor...  
E perdoem-me os puristas mas eu gosto muito do meu cigarrinho. Então com o café... Descansem, nunca fumei em gestação. E sim, vou para a rua fumar e é se quero. Cada um com os seus vícios, deixem lá o meu em paz.

25 fevereiro 2013

E assim, sem airbags, um choque com a realidade...

A Francisca adoeceu Sexta. Picos de febre elevada, tosse, vómitos. Sábado, urgência. Amigdalite vírica e adenóides novamente muito congestionadas. Sábado à noite, a dor de cabeça começou. Não liguei, não tenho tempo para frescuras de dores de cabeça. Domingo, a febre e a certeza que sim, que no meu tempo, teria de arranjar tempo para adoecer. Mas uma Mãe não se pode dar a esses luxos, especialmente se tiver a cria doente e se encontrar desterrada (e temporariamente sozinha). É aí, sem aviso, que se bate de frente com a realidade. É aí que percebo, finalmente e sem margem a dúvidas, que toda a minha rede, tão bem cimentada ao longo dos anos, não existe mais para me amparar. Não há Pais perto. Não há os Amigos de sempre, aqueles que sabiam o que trazer e o que fazer, perto. Não há D. Fátima. Não há os Tios queridos, sempre disponíveis. Não há o ficar na cama, dormir, curar, comer e beber, descansar. Agora, eu sou a Mãe. Eu tenho de cuidar, mimar, ajudar em primeiro lugar. Agora, há o juntar as peças todas, uma cabeça em dor agoniante, o corpo quente, o ouvido que incomoda, as costelas que doem da tosse, um rim que me relembra que sim, que é só uma questão de tempo, e cerrar os dentes. Sair da cama. Mudar fraldas. Alimentar. Tentar entreter. E esquecer a dor física. Não vou morrer por isto... Nem pelo que quer que seja que acredito ter sido a piquena a (carinhosamente) me dar, nem por um rim que me relembra heranças de família. Antes pelo contrário. Renasço. Renasço, ao saber que agora, aqui, alguém me recebeu de braços abertos, com um carinho indescritível. Sem perguntas, sem reclamações, sem exigências. Que, automaticamente, ao saber o que se passava, tratou de criar uma rede para me amparar, agora, em que preciso. Em que o corpo me falha. E renasço, ao saber a sorte que tenho de pessoas assim se cruzarem na minha vida. Em que acolherão a minha filha. Para poder cuidar de mim. E depois, cuidar dela. 

22 fevereiro 2013

Mais uma voltinha...

... mais o Ben & Bruff e uns quantos relembranços das Queimas em versão lacticínios e não há carga etílica a anestesiar o efeito da coisa em mim. Qualquer dia, arranjo um avental de plástico e sopeiro-me de vez, com vontadinha (not in a million years). Ah, o maravilhoso mundo das Maleitas Infantis... 

08 fevereiro 2013

Ah, Sexta-feira...

Ah, hoje é de Carnaval. Portantos, a ver, o que acha a minha pessoa do Carnaval? Qualquer coisa entre o horrendo, o sinistro, a náusea e o drama. Não, a Francisca não se vai mascarar. Não, eu não me vou mascarar. Ou melhor, ela pode ir de Terror d'Aldeia, o habitual e costumé. Não gosto de Carnavais. Não gosto de pré-adolescentes e adolescentes mascaradas de tramp. Não gosto de mulheres de carnes fartas a abanar-se no meio da rua com um frio do camandro. Não gosto de ver os meninos a passear pela rua. Está bem, está bem, eles gostam, diz que a minha um dia também há-de lá chegar. Nesse dia, mascaro-a de Leia. Assim, sem discussões. Pode ser Princesa (é a Rainha do meu coração) mas ao menos uma que não viva num castelo e mundos encantados, não dou para o peditório da treta dos fairy tales. A vidinha não é rosa, é bem melhor que isso, mesmo com cinzentos e negros. Portanto, o que tenho a dizer do Carnaval? Nada. E de Sexta-feira? Ah, coisa boa!!! Docinha, docinha, docinha... Com sol, muito sol...