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06 março 2014

Março cheira a...

… frésias. Sempre, desde que me lembro de ser gente, que associo Março a frésias. E ao cheiro maravilhoso destas flores. Não sei porquê. Mas Março é sinónimo de frésias, para mim. 

25 fevereiro 2014

Diálogos soltos.

- Onde vais, Francisca?( enquanto empurra o seu carrinho sala para a frente, sala para trás)
- Vou às compras, Mánhe!
- O que vais comprar, Filha?
- Mananas (= doces) para ti, Mánhe!
(estou toda derretida) 

Refresh.

 
Aos bocadinhos, um dia de cada vez, um refresh. Neste cantinho, também, tão parte de mim. Keep it simple! 

10 janeiro 2014

Vou fazer 30 anos este mês# 6

E mais de uma década volvida, eu, filha ingrata (sons de chicotes e búuuus), ainda se pergunta porque é que o Pai (sim, eu fui mimadinha… sim, o Papá deu-me um carro quando fiz 18 anos…  processem-me, apredrejem-me! meu rico carrinho, tão piqueno e com mais de 10 anos, ainda andamos a passear rua acima, rua abaixo, maquinão bom!)  não lhe deu um Smart descapotável e lhe deu um "carro a sério", segundo ele. Sim, vou fazer 30 anos este mês e ando de novo a pensar em Smarts descapotáveis. Eu, num Smart descapotável, 'ca Mofli com um lenço flower power na guedelha e a Francisca na sua cadeirinha com uns óculos de sol estilo Coco Channel e um chapéu pónei, a percorrer os 2 minutos que fazemos todos os dias. Sim, vou fazer 30 anos mas tem dias que a minha idade mental é muito "jóbe". É o que é preciso… Sim, eu sei, já começo a ter tenho idade para ter juízo. 

17 dezembro 2013

Um dia vou ser...

… uma daquelas Mães que quando tiram os filhos da cadeirinha, à porta da Escola, os tiram ainda impecavelmente limpos, ainda com o laço do cabelo (no caso das meninas) no sítio certo, todos au point. Sim, um dia vou ser capaz de não ter de limpar o ranho que foi arrastado para as bochechas no trajecto de 2 minutos casa-Escola ou restos de pasta dos dentes no canto da boca que me passaram ao lado nas pressas. Sim, um dia não vou ter de sacar da toalhita, quando existente, ou de um bocadinho de saliva, assim muito disfarçadamente, para limpar coisas infantis. Ou não. Muito provavelmente, fico mesmo pelo ou não, que manhã minha que se preze é desengonçada. Quem nasceu para lagartixa…

16 outubro 2013

Chá das cinco.

... porque uma imagem vale mil palavras, esta traduz o "Chá das cinco em versão dois anos". Também há migalhas por todo o lado e mãos lambuzadas. E uma gulodice inesgotável. E "olás" a todos os estranhos. E pessoas que desconheço a mimarem a piquena, nas palavras que nos devolvem. Haverá sempre uma espécie de chá das cinco para nós Francisca. Sempre que seja possível. Por fotos destas e outras imagens, que guardo. As mais importantes, no meu coração. 

11 outubro 2013

Em caso de dúvida, vai brega!

Mánhe, óh Máaaaanhe, cánta o comboio, cánta.
Ora, pois que eu não sei se era este o comboio ou se era coisa mais refinada, tipo Alfa Pendular, mas que está a ser um sucesso, está! Encore, Francisca: láaaaaa vai o coooooombooooioooo, láaaaaa vai a apitaaaaar, lá vaaaaaai o combooooioooo, à beira do maaaar ( palminhas!!!), à beira do mar, mesmo à beeeeirinha! Tem dias que espero que ela não fique inspirada e queira ser a próxima Liliane Marise, tal as coisas que me lembro. Mais uma voltinha, mesa posta e... láaaaaa vaaaai o comboiooooo! 'Simbora! 

02 outubro 2013

De manhãs, Mofli, Francisca, Nestun voador e a minha Avó.

Por vezes, o primeiro "Bom dia" daquela voz que reconheceria a milhas, não é para mim. Por vezes, enquanto bebo depressinha a "1/10 de leite com 9/10 de café", encostada a um qualquer canto para não cair de sono, a primeira coisa que a Francisca diz quando desperta não me é dirigida. Talvez seja uma questão de prioridades, em que a Mãe fica abaixo de cão, mas honestamente, não me importo. Deixa-me feliz. Sim, por vezes, o primeiro "Bom dia" que ouço do outro lado do corredor é "Bom dia, Mómóooo". E Mofli vai, disparada, ter com o bom dia que a chama. Ficam ali num namoro pegado por entre as grades da cama. "Mómó!!!!Mómó!!!" (seguem-se gargalhadas e gritinhos de felicidade). Mofli dá beijinhos (lambidelas desgovernadas) e Francisca estica a sua mão para lhe fazer festas no pelo. Hoje, aconteceu isso. Veio-me à cabeça um dito que a minha Avó muito diz, que o "cão e o Menino vão para onde lhe dão carinho". Eventualmente, ouço um "Bom dia Mánhe!! Boooom dia Máaaaanhe". Tem dias que desconfio que lá lhe ocorre que se não chamar a gaja da comida, a "Mómó que tem patinhas" de certo que não lhe vai aparecer com um prato de Nestun. Entro no quarto, peço o meu beijo (melado) de bom dia, que me enche de ternura e a coisa prossegue, entre o Nestun pela goela abaixo e um "Mánhe, cááaaanta, cáaaanta a Mánhe 'quida da bida!!!", de boca cheia, o que se traduz em pedaços semi-mastigados da coisa na minha direcção e pronto, ainda não vai ser hoje que vai "das nove às cinco" que ainda tenho de trocar de roupa (e pensar que o Mánhe 'quida da bida começou na brincadeira de desespero do "Francisca-deslarga-me-5-segundos" e pronto, a brega agora adora a coisa e eu ainda me rio que nem perdida por cima. Só nível, há dúvidas?). E entre Mofli, mães queridas, beijos melados, Nestun voador, lembro-me de uma imagem. Um destes dias, aboborei em frente à TV. Não faço ideia do que estava a ver mas lembro-me de uma cena de uma família qualquer, a tomar o pequeno almoço, guardanapos de pano, sumo de laranja acabado de espremer, croissants e sei lá eu mais o quê. Um "Mánhe quida da bida, Mánhe", trouxe-me de volta à minha realidade. Não há sumo acabado de espremer e muito menos guardanapos de pano. Mas há muito, muito mais e muito melhor neste desengonçamento que são as minhas manhãs. Porque "even if it ain't all it seems I got a pocket full of dreams". E não, não sou de Nova York. Mas os sonhos fazem-se em nós, não nos lugares. E durante a manhã, recorrentemente e sem eu fazer a menor ideia do porquê, o dito da minha Avó ecoou na minha cabeça: "o cão e o Menino vão para onde lhe dão carinho".

22 setembro 2013

De golfinhos e coisas simples...

Talvez seja um pouco tétrico, mas eu tenho uma "Bucket List", uma série de coisas que quero fazer antes de bater a cassoleta. Não que esteja com os pés para a cova, mas um dia, depois de ver o filme "The Bucket List" (que é extraordinário), decidi-me a fazer uma.  Em boa verdade, ninguém sabe quando se acaba a data de validade para cá andar. Ontem, fui riscar mais uma dessas coisas da minha lista: nadar com os golfinhos. É uma experiência fantástica, estar perto de um animal tão fascinante como o golfinho. São ternurentos de ver, ternurentos de tocar, têm uma pele tão macia (e têm um hálito terrível)... Foi uma experiência única e por muito que tente explicar em palavras, estas faltam-me. O tempo com eles passou a voar, bem no seguimento do adágio que diz que o tempo voa quando nos estamos a divertir. Deixou-me de coração cheio. A Francisca ainda é pequena demais para usufruir dessa experiência, mas quando crescer, gostava muito de lhe dar essa oportunidade. Desta vez, ficou só a ver a Mãe nadar com os golfinhos (e a gritar o tempo todo "Máaaaanhe, Máaaaaaanheeeee"). Mas viu o espectáculo dos golfinhos (golpinhos), das focas (pocas) (temos um piqueno problema com os "f"), dos leões-marinhos (saminhos), bateu palminhas, dançou, saltou, comeu dois gelados (um deles que apanhou discretamente numa distracção, mas dias não são dias, siga para a sugar rush), foi à piscina e saiu de lá a fugir, que a água estava fria para sua Alteza. Andou de roda gigante e de carrossel (três vezes seguidas e mais que viessem). Deu muitos beijinhos e xis e "Mánhe quida da bida!". Ao fim do dia, quando lhe perguntei o que tinha feito, disse-me que tinha andado de "carrossel com a Mánhe num cavalinho de pinxesa". E eu fiquei a pensar em como é simples fazê-la feliz. Como apesar de tudo o resto, de coisas novas e que nunca tinha visto ou feito, o que ela guardou e me quis dizer foi isso: andar de carrossel comigo. E apesar de não estar escrito na minha Bucket List, vou fazendo o meu melhor para que o meu maior desejo seja realidade: vê-la crescer feliz, sempre com um sorriso. Todos os dias. Quando a mimo. Quando lhe ralho e me zango com ela, porque acredito que educar é também uma forma de amor e de a preparar para a Vida. Quando lhe preparo a roupa para o dia seguinte. Quando lhe digo bom dia e lhe desejo boa noite. Quando lhe sorrio. Quando lhe faço cara amarrada. Quando lhe digo "sim, pode ser!". Quando lhe digo um "não" bem seco e firme. Quando me preocupo com o haver sopa ou não. Quando lhe canto a música mais estúpida alguma vez inventada por mim que versa sobre o dedinho e o dedão. Quando sou Mãe. E sou-o todos os dias. E serei-o até ao meu último. E nesse último, espero ter a minha Bucket List cheia de "vistos". Daqui a muito tempo. 

16 setembro 2013

A evolução do bad hair day...

Em tempos, um bad hair day era ter o cabelo todo no ar, assim à laia de levei-um-choque- eléctrico-de-manhã-e-ninguém-me-avisou. Ou então, não ter tempo de o lavar de manhã e tentar que a coisa parecesse muito compostinha e tal. Isso, eram outros tempos. Agora, um bad hair day consiste em reparar no espelho do carro, entre atrasos e "Mánheee, as bolas, quê as booooolas" (sei lá eu o que são as bolas... ah espera é de um panfleto que a criança adora que tem um cão e bolas, esquece as bolas, não chego ao papel...) que tenho bocados de Nestum colados na guedelha! Encantador, não é? Há quem diga bom dia com Mokambo... eu digo bom dia com Nestum no cabelo!  

31 agosto 2013

Anatomia de uma festa.

Talvez seja cafona. Talvez seja out of style. Mas a festa da Francisca foi do mais simples possível. Balões, muitos balões, muita alegria, muito carinho, muito mimo e um bolo maravilhoso, de limão e chocolate, onde não podia faltar a inseparável companheira da Francisca. Não houve tema, não houve etiquetas nas sobremesas, garrafas de água personalizadas e tudo o resto tão em voga. A Francisca teve uma festinha o mais simples possível, com os "Parabéns" cantados vezes sem conta, as velas a serem sopradas ad nauseum a cada " mais uma vez, pô fabore". Os "Parabéns" cantados ao telefone por quem não pode estar presente e sempre terminados pelas mãos dela a bater palminhas e a gritar com um sorriso " Bibáaaaaa, doooooix". A festa dela foi o mais simples possível. E ela teve um dia muito feliz, traduzido no sorriso mais bonito que conheço. Porque é nas coisas simples da vida, que se encontram verdadeiros tesouros e se fazem as memórias.  
P.S- o bolo foi feito pela "Gourmet and You". Uma delícia! 

30 agosto 2013

2

Existe aquilo a que chamam a "zero hour". A minha "zero hour" foi às 11h55 de uma Terça feira perfeita de Porto. Há uma foto nossa, ainda em versão all-in-one. A seguir a essa foto, não mais existimos como uma. Dizem também que a dor que se sente após a primeira golfada de ar que se respira é a mais dolorosa, a dor mais forte que algum dia se sente. Mas no meio do teu choro de dor por os pulmoes se expandirem pela primeira vez no começo da tua Vida, senti o alívio. Eras perfeita. Saudável. Pequenina. Minha. A tua mão prendeu-se no meu dedo antes de te levarem. A tua mão prendeu-se no meu dedo quando te trouxeram para mim de novo. Num acto de instinto. E no mais profundo do instinto que é este amor, digo-te Francisca: a minha mão estará sempre aqui, Francisca, para acolher a tua. Para secar as tuas lágrimas. Para te ensinar e para te ensinar com os erros. A mesma mão que te confortou na tua ( nossa) zero hour. A minha mão não te vai mostrar o caminho mas vai ajudar-te a perceber o caminho que escolheres. A minha mão não te vai amparar todos os golpes mas vai ajudar-te a levantar quando os golpes te forem quase tão dolorosos como a primeira golfada de ar. A minha mão não te dará o Mundo mas mostrar-te-á o que ele tem para te oferecer. A minha mão Francisca, é tua. Desde o primeiro segundo em que a seguraste, há dois anos atrás. Fazes hoje dois anos desde a "zero hour". És uma Menina. Falas pelos cotovelos. Sorris e cumprimentas quem por ti passa. Danças a cada acorde que ouves com verdadeira alegria. Tens mau feitio quando te dá para isso. És dorminhoca porque de manhã a cama tem mel. Há dois anos atrás olhei para ti e não percebi muito bem o que era suposto fazer contigo. Tinha de te fazer crescer e educar e amar e manter-te feliz, mas como? Não havia fórmula, livro ou receita para me ensinar. Hoje, olho para ti e vejo que independentemente do que quer que tenha achado que devia fazer, tudo o que precisava de saber estava em mim, no momento em que a tua vida segurou o meu dedo e pediu protecção. Parabéns Francisca. Pelos teus dois anos, pelos dias de sol e arco íris inventados, desenhados nos caracóis do teu cabelo. Parabéns, Francisca. 

24 agosto 2013

Happy B'day Mofli!

4 anos! Hoje faz 4 anos a mai' belha, a esfregona de pelo, a agora inseparável Mómó da Francisca. Como todos os anos, teve direito a bolo (que eu depois enfardei). Pelo primeiro ano, teve um abracinho da mai' nova e um " paxabéns, Mómó!". Happy B'day, Mofli!!! 

Moral da estória...

... nunca (mais voltar a ) tentar passar despercebida com uma Yorkie e uma criancinha-fala-barato.  

22 maio 2013

Habemus grandes aspirações!

Ontem levei Sô Dona Cria a uma Loja de trapos. Foi o delírio... Agarrou-se a puxar as roupas penduradas nas cruzetas, remexendo-as, agitando-as ao mesmo tempo que proferia no seu dialecto verdadeiros discursos. Bem alto e com entoação na coisa. Vejo-lhe ali alma de feirante! Vai-se a ver e debitava um " comprem meninas, comprem!". Meteu uns xixis e cocós lá no meio mas isso eram piquenos apartes do seu discurso incentivador à economia. Ah, riqueza de sua Mãe!