Tenho uma borbulha gigante na cara. Tenho outras mas maneiras que é a vida das mamíferas. Mas esta, ah esta... Tenho uma borbulha gigante, mesmo em cima do osso do maxilar, que me comeu a cabeça o dia todo. Tentei espreme-la de manhã, mas ainda não tinha tomado café e foi pior a emenda que o soneto. E ainda fiquei mais obcecada com a porra da borbulha gigante. Enchi-me de nervos (mais ou menos vá, o sono era tanto que nervos exige energia e eu não estava para aí virada, mas dá aqui um ar trágico ao drama) e vá de a encher de tapa olheiras. Isto foi muito esperto da minha parte porque, em vez de gastar o meu tempo a mascarar as covas negras de uma noite mal dormida (não, desta vez a Francisca não é o bode expiatório, que benzá'Deus, roncou a noite toda), gastei o pouco tempo que tinha de manhã com a porra da borbulha, que parecia repelir a coisa. Se calhar, estava a gozar comigo. Estou obcecada com a coisa e de tanto lá passar a mão, acho que está maior. Se calhar, acha que lhe estou a fazer festinhas. Estúpida borbulha. Fui-me ao site da Zara. Continuo com a borbulha. Tenho a carteira mais leve. Mas ao menos se é para ter borbulha, que seja com qualquer coisinha nova. Se isto faz sentido algum? Não sei! Perguntem à borbulha que me está a tirar do sério hoje. Isto de vez em quando dá-me para cada drama que não lembra ao Menino Jesus. Mas pronto, a culpa de mais uns trapos, desta vez, é da borbulha. Fofinha porque serve de bode expiatório para as compras. Estúpida como o raio que a parta porque me está a tirar do sério. São dramas senhores, são dramas...
30 setembro 2013
O drama da borbulha...
29 setembro 2013
Sometimes I get lost inside my mind...
Ontem ao jantar, numa girls night, falou-se (entre outras coisas, claro) de talentos, de hobbies. Pintar. Cantar. Dançar. Saber fazer coisas bonitas com as mãos. Costurar. Coisas assim. Dancei em miúda mas as minhas sabrinas ficarão para sempre onde as deixei, juntamente com fitas e saias de tule. Canto mal que dói. Toquei piano mas escolhi que o branco e preto do teclado não mais sentiria o dedilhar das minhas mãos, pelas memórias que me traz. Sou destrambelhada e desajeitada nas artes manuais, profundamente incapaz. Devia ter uns oito ou novo anos quando uma Tia minha que andava com a panca do ponto de cruz mo tentou ensinar. Ainda fiz um quadro com uma-pseuda ratinha de vestido azul, mas percebia tanto da coisa que me esqueci que a bicha teria de ter braços. Além do mais, aborrecia-me. Não sei costurar. Não gosto de cozinhar. Não sei jardinar ou manter plantas vivas. Não tenho jeito para declamar poesia ou contar anedotas. And then I wondered... afinal, qual é o meu talento, se algum tiver?
27 setembro 2013
E o que é que o rímel tem a ver com dentes?
O meu rímel chama-se "mimimi Doll eyes". Só agora é que me pus a pensar nisso. Lembrei-me daquelas bonecas de porcelana que me dão um medo de morte. Acho-as sinistras e que a meio da noite ganham vida e se tornam psicopatas com picadores de gelo ou qualquer coisa nessa linha. Lembrei-me disso agora porque estou à espera no consultório do dentista. E isso sim, dá-me medos variados e vontadinha de fugir depressinha daqui, mas começou a chover torrencialmente e estou de saltos. Mas gosto do rímel. Doll eyes à parte. Vir ao dentista dá-me cabo dos circuitos neuronais e ocorrem-me disparates diversos, está bom de ver.
26 setembro 2013
Eu gosto é de lavar o carro de manhã!
É mais uma manhã como as outras: o sol brilha (ou não, ainda não percebi), eu acordo em sobressalto com a barulheira do meu vizinho de baixo ao estouro a fechar as portas dos armários (um dia ensino-lhe a fechar as portas, it's not rocket science), vou para o duche, escorrego e vou quase de cara ao chuveiro, Francisca a roncar de pé descalço (não gosta de dormir de meias, pronto, fazer o quê?). Francisca acorda, Mánhe para cá, KikoNico para lá, papa, veste, coiso e tudo na mesma, como a lesma. Tudo pronto, escadas abaixo e "Mánhe o sol ainda 'tá a bilhar" (ou não, que ainda não percebi), cadeirinha, vrum-vrum. Páro à porta da Escola de minha cria mai' linda. Agora ela já está na sala dos "grandes", que é no segundo andar e ela insiste que "A Paquica xobe as escadas xoxinha" (devagar, devagarinho, mas a bacia da Mãe agradece). Por esse motivo, encosto o carro o máximo que consigo à parede, para quem vier e quiser passar, o conseguir fazer, que se a mim me deixa tola a malta que vai tomar chá e deixa o carro no meio da rua, não lhe vou dar nesse kit. Até aqui, tudo normal. Mas, tinha de haver um mas, estão a pintar a casa ao lado da Escola. À pressão. Quando volto ao carro, tenho o carro completamente melado, cheio de bocados de tinta branca, ao ponto de não ver um chavelho pelos vidros. Olho com cara de poucos amigos para as personagens que estavam a pintar, que vai-se lá perceber porquê, toca de pousar os tarecos e depressinha para dentro da tal casa. Tudo bem, estão a trabalhar. O carro tinha os 4 piscas ligados a indicar que não ia demorar. Se sabiam da jabardice que a tinta ia fazer, mais valia porem um pino ou coisa que o valha a indicar que seria mais inteligente não estacionar ali. Ou dizer-me. Mas não. Carro to-do melado. Não que ele estivesse lavado antes, nem pouco mais ou menos, mas bocados de tinta melosa é coisa que depois dava uma trabalheira a tirar e eu sou dada a preguiças. Entro no carro, acometida pelas Tourettes que de vez em quando baixam em mim e que já podia soltar (yay!!!), que o lugar de sua Alteza estava desocupado (a última vez que disse "Caramba" ela repetiu a coisa até à exaustão, pimenta na língua para mim....) e atrasada por atrasada, fui às bombas lavar o carro. Pronto, 5 euros depois, saiu a tinta. Maneiras que é assim, acho que a coisa mais produtiva desta manhã terá sido lavar o carro. E ainda não percebi se o sol está a brilhar ou não, mas acho que vai chover porque me doem as cicatrizes. Não é mito, muda o tempo, as ditas apitam. Se tudo falhar, dedico-me à Metereologia das Mamíferas. Ah, bom dia!, era o que eu queria dizer. Uns com Mokambo, eu nas bombas a lavar o carro, a ouvir a M80 e a Adriana a dizer "Vambora" e eu a pensar já vou filha, deixa só a tinta sair!
24 setembro 2013
A opinião de Francisca sobre o cardápio...
- Francisca, vamos jantar!- Sinhe, Mánhe! "Xalxixas"!- Não, Francisca! Sopinha, primeiro, peixinho, depois.- Sinhe, Mánhe! "Xupinha", sinhe! E "xalxixas, 'poix"!- Não, Francisca! Hoje é peixinho!- Sinhe, Mánhe! "Xalxixas?".
Ela tem uma alimentação diversificada! De verdade! A sério! Ela não come só "xalxixas". Mas filha de brega, brega sai. Eu dou-he no atum e ela nas "xalxixas". E é isto!
23 setembro 2013
Ainda de parques (infantis)...
Quando era mais nova (e a falar assim, pareço uma velha, mas eu sou uma jovem aí para as curvas) existiam uma séria de coisas que me faziam confusão (ainda guardo bastantes delas). Uma delas era porque raio os casais levavam os filhos aos restaurantes? Ou ao café? Uma pessoa a querer arrastar as horas em paz e lá estavam as crianças dos outros, barulhentas e eu, do alto da minha sensibilidade pé-de-cabra, pensava "mas porquê, porquê?!?". Depois nasceu-me a Francisca e cresci. E percebi que aqueles casais que eu via passar, com a Mãe de cabelos em ponta, olheiras, nódoas de gelado, toalhita em riste e anda limpar o ranho, hoje (também) sou eu. Isto tudo porque, enquanto almoçava no Zoomarine, me dediquei a olhar à minha volta (enquanto a Francisca lambia uma tigela de gelatina e eu assobiava para o lado que não era nada comigo, estava calada e quieta, vá, mais ou menos). As "crianças dos outros" a gritar, a correr, a fazer birras, a deixar os Pais em desespero e muito provavelmente, a pensarem porque tinham saído de casa, pago um bilhete para levarem as crianças e as fazerem felizes e tudo descambar naquele espectáculo de gritaria e "se não vens já aqui levas uma palmada" e "Óh João, eu não te volto a avisar, estás a ouvir? Estáaaaas a ouvir?". Pois, hoje em dia percebo. Porque a vida depois de uma criança muda e ensina a conviver muito bem com o facto de os levar a restaurantes, cafés e parques. Nem todos os sítios são baby friendly e esforço-me por ter isso em mente. Educo a Francisca para que ela se comporte decentemente, mas não posso pedir que coma de faca e garfo e saiba usar os talheres da salada a uma criança de dois anos. Comporta-se de acordo com a idade dela, sem ser uma selvagem ou pequena déspota. Sem grandes birras. Mas com muita cantilena e muito grito de "Mánheeee". Mas naqueles 5 minutos , absorta da minha realidade e a ver a realidade dos outros, deixei a miúda de sensibilidade pé-de-cabra vir ao de cima e apreciar a cena. Nós, Pais, fazemos umas figuras bastante estranhas a quem vê de fora. E ainda bem que eu não me posso ver a mim mesma (dava-me uma coisa má, aposto), mas ao menos, sou capaz de me rir das figuras tristes que faço, de toalhita em riste, nódoas de gelado na camisola e sopa no cabelo. E a miúda de sensibilidade pé-de-cabra descobriu a resposta ao "mas porquê, porquê?!? Por um sorriso de felicidade. Simples.
22 setembro 2013
De golfinhos e coisas simples...
Talvez seja um pouco tétrico, mas eu tenho uma "Bucket List", uma série de coisas que quero fazer antes de bater a cassoleta. Não que esteja com os pés para a cova, mas um dia, depois de ver o filme "The Bucket List" (que é extraordinário), decidi-me a fazer uma. Em boa verdade, ninguém sabe quando se acaba a data de validade para cá andar. Ontem, fui riscar mais uma dessas coisas da minha lista: nadar com os golfinhos. É uma experiência fantástica, estar perto de um animal tão fascinante como o golfinho. São ternurentos de ver, ternurentos de tocar, têm uma pele tão macia (e têm um hálito terrível)... Foi uma experiência única e por muito que tente explicar em palavras, estas faltam-me. O tempo com eles passou a voar, bem no seguimento do adágio que diz que o tempo voa quando nos estamos a divertir. Deixou-me de coração cheio. A Francisca ainda é pequena demais para usufruir dessa experiência, mas quando crescer, gostava muito de lhe dar essa oportunidade. Desta vez, ficou só a ver a Mãe nadar com os golfinhos (e a gritar o tempo todo "Máaaaanhe, Máaaaaaanheeeee"). Mas viu o espectáculo dos golfinhos (golpinhos), das focas (pocas) (temos um piqueno problema com os "f"), dos leões-marinhos (saminhos), bateu palminhas, dançou, saltou, comeu dois gelados (um deles que apanhou discretamente numa distracção, mas dias não são dias, siga para a sugar rush), foi à piscina e saiu de lá a fugir, que a água estava fria para sua Alteza. Andou de roda gigante e de carrossel (três vezes seguidas e mais que viessem). Deu muitos beijinhos e xis e "Mánhe quida da bida!". Ao fim do dia, quando lhe perguntei o que tinha feito, disse-me que tinha andado de "carrossel com a Mánhe num cavalinho de pinxesa". E eu fiquei a pensar em como é simples fazê-la feliz. Como apesar de tudo o resto, de coisas novas e que nunca tinha visto ou feito, o que ela guardou e me quis dizer foi isso: andar de carrossel comigo. E apesar de não estar escrito na minha Bucket List, vou fazendo o meu melhor para que o meu maior desejo seja realidade: vê-la crescer feliz, sempre com um sorriso. Todos os dias. Quando a mimo. Quando lhe ralho e me zango com ela, porque acredito que educar é também uma forma de amor e de a preparar para a Vida. Quando lhe preparo a roupa para o dia seguinte. Quando lhe digo bom dia e lhe desejo boa noite. Quando lhe sorrio. Quando lhe faço cara amarrada. Quando lhe digo "sim, pode ser!". Quando lhe digo um "não" bem seco e firme. Quando me preocupo com o haver sopa ou não. Quando lhe canto a música mais estúpida alguma vez inventada por mim que versa sobre o dedinho e o dedão. Quando sou Mãe. E sou-o todos os dias. E serei-o até ao meu último. E nesse último, espero ter a minha Bucket List cheia de "vistos". Daqui a muito tempo.
19 setembro 2013
Na realidade, o fundo pode ser sempre mais abaixo...
Ah... o serão. Ah... o desfralde da minha Cria mai' boa (que está a correr lindamente desde há uns tempos para cá! E eu toda contentinha, que é o que se quer! ). Que tem uma coisa a ver com a outra? Simples: no meu programa de serão, há a parte de sentar no chão da casa de banho, esperar li-te-ral-men-te que saia, gritar vivas, bater palminhas e... "Mánheeeee,olhó cocó e o xixi!!! Ólhaaaaa! Máaaaaanhe, diz adeus ao cócó". E diz-se. E é isto. Uau, a escatalogia da Maternidade é qualquer coisa muito semelhante a um distúrbio mental qualquer.
Workaholic?
Uma vez, em conversa, e digamos que a conversa já estava bem regada, houve quem me rotulasse como workaholic. Na altura e porque a conversa já estava etilizada, passou-me ao lado. Passado uns dias, aquela expressão voltou-me à cabeça. Workaholic. Eu gosto do que faço. Tenho dias em que me apetece mandar tudo às urtigas, como toda a gente creio e dedicar-me ao estudo da menopausa das focas, mas são poucos e muitas vezes fruto de cansaço e do facto de estar num País onde o que faço não tem grande relevo (o que compreendo e aceito, fiquei por escolha). Workaholic. Não acho que o Mundo vá implodir se não fizer tudo o que tinha programado para fazer. Sim, levo (quase) sempre trabalho para casa, aquele passível de fazer no meu computador. Sim, a Francisca costuma ser das últimas a vir para casa ao final do dia, mas não a deixo propriamente entregue aos lobos. Sim, quando tenho oportunidade, vou buscá-la mais cedo e vamos fazer qualquer coisa. Sim, raras são as vezes em que não dizemos juntas "até amanhã senhor sol" e até amanhã a todos os amiguinhos que lhe velam o sono, antes de pormos o ursinho a fazer ó-ó. Sim, muitas vezes tenho de me disciplinar e organizar para que o prato da balança da Mulher que sou se mantenha em equilíbrio. Sim, principalmente, muitas vezes, tenho medo de me estar a tornar na minha própria Mãe. Em especial nos dias em que chego a casa tão cansada que sonho com a hora de ir dormir, depois de a deitar e fazer o que tinha programado. Ou nos dias em que chego mais tarde que o normal e tem de ser tudo feito em modo fast forward. Nunca ninguém me explicou como se equilibram estes pratos da balança, porque a verdade é que a vida nestas merdas é bem mais dura com as Mulheres (ai córrore, ficaste a trabalhar até às 22h?!? E a tua Filha?!?). Não acho que haja uma fórmula matemática que me possa ajudar. Por isso e até ver, a coisa corre. Uns dias melhor, outros pior. O resultado é um sorriso fácil de arrancar. Dela. E meu.
17 setembro 2013
Sabes que bateste no fundo...
... quando, após a sessão habitual de "Mãe, Mãe, Mãe, Mánhe, Mánhe, Mááánhe, a Manheeeee? Aaaaa Máaaaanhe?!?! Mánhe! Mánheeeee (as in Stewie Griffin) começas a cantar "Mãaaaaeeee querida, Mãeeeee queridaaaaa, o melhoooor que a gente teeeeem, "num" há outro amor na "biiiida", iguaaaal ao amoooor de Mãaaaae". E a tua cria repete, dançando feliz "Mánhe quiiiiidaaaa na biiida". É só um daqueles pontos em que a minha sanidade mental foi ali. Mas ainda não veio.
A fútil que há em mim ou de vez em quando desocupo-me e dá nisto.
Acho que já por aqui dissertei em como sou crente no que toca a pipisadas cosméticas, cremes, besuntices, pinturas e demais. Sou crente mas é a dar ao idiota, é o que é, que entram-se-me as publicidades pelos olhos e pronto, até ter a coisa, ando que nem posso e agora é que vai for. A última foi com um rímel novo, que fazia pestanas asas de borboleta (agora que penso nisso, não faz grande sentido pestanas e asas de borboleta) ou asas de canário ou eu sei lá o quê. Lá fui eu, a achar que agora sim, rímel melhor não havia, asas e pestanas a bater e coisas demais. A coisa até pode funcionar, eu não digo que não. Mas a mim, aquilo empasta-me as pestanas e fico com ar de que, em vez de ter pestanas, tenho qualquer coisa assemelhada a três varas pretas espetadas onde deveriam estar as ditas. É que se eu mal tenho tempo para fazer de conta que ponho rímel de manhã, quanto mais para me por a pentear as pestanas uma por uma para as separar. Asas de borboleta? Só se for uma borboleta muito mal amanhada, digo eu. Só por causa disso e para curar o desgosto (sim, eu sou dada a desgostos cosméticos e se não era passo a ser provisoriamente) vou comprar um par de sapatos. Cor de rosa. Cheguei à conclusão que não tenho nenhum par de sapatos cor de rosa. E não pode ser.
16 setembro 2013
A evolução do bad hair day...
Em tempos, um bad hair day era ter o cabelo todo no ar, assim à laia de levei-um-choque- eléctrico-de-manhã-e-ninguém-me-avisou. Ou então, não ter tempo de o lavar de manhã e tentar que a coisa parecesse muito compostinha e tal. Isso, eram outros tempos. Agora, um bad hair day consiste em reparar no espelho do carro, entre atrasos e "Mánheee, as bolas, quê as booooolas" (sei lá eu o que são as bolas... ah espera é de um panfleto que a criança adora que tem um cão e bolas, esquece as bolas, não chego ao papel...) que tenho bocados de Nestum colados na guedelha! Encantador, não é? Há quem diga bom dia com Mokambo... eu digo bom dia com Nestum no cabelo!
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