... num dia assim!
Porque se o Estado não se preocupa com o seu Povo, porque há-de o Povo preocupar-se com o seu Estado?
... num dia assim!
Porque se o Estado não se preocupa com o seu Povo, porque há-de o Povo preocupar-se com o seu Estado?
O primeiro dia correu como se esperava. Chorou um bocadinho, não esteve muito interessada na sopa, dormiu bem a sua sesta e devorou o lanche que barriga vazia não traz alegria.
Quando a fomos buscar estava entretida a tirar fotos a um amiguinho novo com uma máquina do Buzz.
E que linda que estava com a sua mochila...
Amanhã há mais, minha rica filha tão crescida que até já vai à escola. Ou como se diz por aqui, anda à escola...
O menino da lágrima diz que dorme pouco mas dorme tranquilo. Eu digo que ele pode ir dormir para o raio que o parta enquanto se enche de moscas...
E já agora, vamos parar de insultar as put@s. É que eles são mais que as Mães, por isso deixem-nas em paz e não lhes atribuam bastardos, que é muita boca para alimentar...
... do começo de uma nova etapa na vida da Francisca, só me lembro desta música:
que a uma família ou geração
Mais do que a um passado
que a uma história ou tradição
tu pertences a ti
não és de ninguém
Mais do que a um patrão
que a uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido
que a uma equipa ou religião
tu pertences a ti
não és de ninguém
Vive selvagem
e para ti serás alguém
nesta viagem
Quando alguém nasce
nasce selvagem
não é de ninguém...
Hoje, a minha filha sai debaixo da minha asa protectora para descobrir um novo mundo. Será a primeira de muitas vezes em que irei assistir ao voo de largada da minha petiz. Leva com ela o meu coração, na pequena mochila que transporta às costas, onde vai também o KikoNico, muitos mimos e beijinhos. Não é de ninguém, mas é minha. Sempre.
Amanhã (ou hoje) a Francisca tem o seu primeiro dia no infantário (palmada na boca, diz-se colégio). Ela dorme, atravessada na cama, a segurar a parede com aquela mão pequenina e linda, panca herdada do Pai, porque a genética é lixada, em especial a do Mêhóme e nos entretantos eu já me perdi na minha cabeça.
Bem, mas o que interessa aqui é que ela dorme, sem fazer a mínima ideia do que representa o dia de amanhã. E eu para aqui, nervosa, com a barriga às voltas e com o "ai jasus a minha menina" na ponta da língua. Porque não sabem a cantiga para mudar a fralda quando tem "presente de cocó" (que ultimamente é mais oferenda mas já me calava com isto que senão sai daqui um post de merda mas são as horas senhores, são as horas). Ah e também não sabem a música dos Hoobs. Ou que ela gosta de se pentear a ela e coisas assim, como a textura da Cerelac, a única papa que gosta, tão refinada esta minha filha.
E de repente lembrei-me da minha Avó, que teve 9 filhos, 7 dos quais vivos e que por aí andam bem de saúdinha e com tempo livre para se dedicarem às partilhas em tribunal, tão finos, e que nunca conheceram sinfonias adaptadas à natureza da fralda.
E acho que estou a complicar o que faz parte e é natural na vida. Mas mesmo assim, o "ai jasus a minha menina" está aqui debaixo da língua, pronto a sair e eu a dar numa de Mãe tresloucada. Mas haja saúdinha que é o que é preciso!
Que bicho estranho é este coração de Mãe...
... aquela publicidade do salmão de não sei onde, que mete a filha de um tal Chef Sá Pessoa ou coisa que o valha, a debitar o "mega 3".
Mas porque raio é que a criancinha fala assim, alguém me explica?