06 janeiro 2014

Vou fazer 30 anos este mês.


I had a dream
That I could fly from the highest swing.
I had a dream.
Long walks in the dark through woods grown behind the park, I asked God who I'm supposed to be.
The stars smiled down on me, God answered in silent reverie. I said a prayer and fell asleep.
I had a dream
That I could fly from the highest tree.
I had a dream.
Now I'm old and feeling grey. I don't know what's left to say about this life I'm willing to leave.
I lived it full and I lived it well, there's many tales I've lived to tell. I'm ready now, I'm ready now, I'm ready now to fly from the highest wing.
I had a dream

E não faço a mais pequena ideia do que penso ou sinto sobre isso.  

Eu não quero parecer a gaja da sensibilidade pé de cabra, mas não dá como não rir.

Depois de ouvir os comentários que Mário Soares teceu em relação à morte do Eusébio, sinto-me uma pessoa até muito sentimentalista, que lamenta a morte do senhor e que sim senhor, levou o nome deste cantinho à beira mar plantado além fronteiras em tempos pré-facebooks e afins, um símbolo nacional, paixões clubistas à parte. Mas, segundo o ex-Presidente da República: "ele ia almoçar a um lado, jantar a outro e bebia muito whisky. Nunca foi mais que um jogador da bola e eu dizia olá e tal". Está certo, acho que fica bem na lápide ou em jeito de discurso de homenagem póstuma. Desculpem-me, mas não tive como não rir quando ouvi semelhante de manhã. 

Cenas de mudar de casa #9

Antes morava num segundo andar sem elevador. Agora moro num rés-do-chão. Nunca morei num rés-do-chão. Em boa verdade, sempre morei nos últimos pisos. Nunca tive gente a andar por cima de mim. É todo um novo mundo de passos e portas a bater e correrias que se ouve de manhã. Mas por falar em manhã, como antes morava num segundo andar sem elevador e agora moro num rés-do-chão, demoro sensivelmente menos dois minutos a despachar-me e a por-me a mim e à criança na rua, prontas para entrar no carro. Ganhei mais dois minutos na cama todas as manhãs. Ou achavam que eram menos dois minutos de atraso? Nada disso, mais dois minutos a sostrar. Creio vir a compensar os passos dos meus vizinhos de cima. Dois minutos são 120 segundos de ronha. Mai' nada!

05 janeiro 2014

De 2014...

Há quem peça por cada uma das 12 passas um desejo. Ou faça uma resolução de Ano Novo. O Ano Novo traz folhas novas nas agendas mas não traz vidas em branco. Não faço resoluções de Ano Novo. Talvez por preguiça ou por achar que não me faz muita diferença decidir a 31 de Dezembro ou a 18 de Agosto. Não peço um desejo por cada uva passa. Acabo a enfiá-las na boca um bocadinho à bruta, na mesma linha de pensamento que tenho com partir espelhos, não é que acredite, mas respeito e não me meto ao barulho. Por isso, ao fim de uns quantos dias de 2014... deixa o sol entrar. Sim... deixa o sol entrar a cada novo dia de um novo calendário. Deixa o sol entrar... Feliz Ano Novo! 

31 dezembro 2013

De 2013...

De começar e recomeçar uma e outra vez. De terminar o que não começou. De ciclos que se fecharam com esquinas para limar. De novas pontes para atravessar na incerteza da frágil gravidade que sustenta os sonhos. De cacos estilhaçados que foram sonhos e de sonhos que passaram a ser uma realidade melhor que a imaginada. De inícios e de fins, de dias de sol e dias cinzentos. De dias tempestuosos e sem norte. De dias que passaram, de dias que partiram e deixaram a marca do doce ou do amargo das horas. De lágrimas e de choro compulsivo e de risos até à dor de barriga e de sorrisos iluminados por estrelas cadentes. De doce no doce dos dias. De tudo o que compõe a vida, esse dom tão imperfeito e único. Assim foi 2013. Que 2014, que começa dentro de algumas horas, assim seja, de vida. Com tudo o que ela quiser trazer para colorir os dias ainda em branco. Mas, sobretudo, "que seja doce". Feliz Ano Novo! 

Cenas de mudar de casa #8

Eu tinha uma placa de indução. Eu queria continuar a ter a placa de indução no novo pardieiro. Papá faz a vontade da Menina. A Menina arranjou um tampo de madeira para colocar a dita e retirar a horrorosa de gás que cá estava. Papá apanhou-me fora de casa em torturas de supermercados com a Mamã. Papá achou boa ideia cortar a pedra. Papá anda de rebarbadora no que já foi uma cozinha e agora é uma nuvem de pó. A Tribo chegou. 

30 dezembro 2013

Cenas de mudar de casa # 7

A sogra decide esfregar as pinturas rupestres que a neta fez nas cadeiras. Com um pano molhado. Moral da estória: janta-se com o pandeiro em cadeiras ensopadas. Só para abrir a pestana. 

Cenas de mudar de casa (junto com festividades) #6

Vais à varanda. O teu sogro está sentado numa das cadeiras de robe para o povo que passa na rua apreciar. A tua sogra dobra cuidadosamente as tuas cuecas, sob o olhar atento do elemento masculino da Laland. A vizinha do lado estende roupa e diz bom dia. A tua sogra responde ao cumprimento. O teu sogro pergunta em alto e bom som "quem é?", ao que a tua sogra responde ainda mais alto "sei lá, uma moça da casa ao lado". Saltar da varanda não é opção. Shit. 

Cenas de mudar de casa #5

A chegada da censura undercover com o ah-e-tal-vamos-ajudar-mas-que-maravilha-tudo-pronto-e-arrumado-e-estás-com-má-cara-estás-doente? ( não, "só" passei 4 dias nos jogos olímpicos das limpezas e arrumações).
Parte I: Lalaland arrives. Laland gostar e dizer muito alto para todos os novos vizinhos ouvirem. Mas Lalaland diz que fazia assim. Ou assado ou amarelo às riscas e azul às cores. Laland fala muito alto porque uma das personagens é meia mouca. Modo cave woman on e deixem-me estar 'sogadita no meu canto antes que pegue na vassoura,  o update da moca! Ahhhhhhh não mexe na máquina do café, xô, não a minha máquina do café nãaaaao!
To be continued... 

29 dezembro 2013

Cenas de mudar de casa #4

A Mofli foi ao "cabeleireiro". Tomou banho, aparou as guedelhas e as gânfias. Tudo para se estrear no nouvelle pardieiro. E eu? Eu preciso de ir arranjar as mãos. Tipo, para ontem. Assim, coisa de urgência! M'nhas ricas mãozinhas. Como diz a minha Avó, até para ser cão é preciso ter sorte. 

28 dezembro 2013

Cenas de mudar de casa #3

Aprendes que meter alguns peluches da tua cria na máquina de secar resultam em operações estéticas mal sucedidas em pelúcias... 

27 dezembro 2013

Coisas de mudar de casa #2

Apercebes-te, no meio do agora-vou-limpar-tudo-e-nada-escapa, que a tua Filha não gosta só do seu Cavalinho de madeira ( lindo, verde-menta, da Carrossel e se ainda não conhecem é uma pena) por ser giríssimo e über querido. Gosta também muito dele como sítio de eleição para colar macacos. Ai a minha vida....