[a Norte. Silence becomes it.]
31 março 2014
28 março 2014
O melhor do meu dia.
Francisca andou hoje, pela primeira vez, de comboio. Andou muitas vezes, quando ainda habitava no meu ventre. Não contam essas vezes. Francisca hoje veio do Burgo para a Cidade de comboio. 3 diferentes. Francisca delirou. E portou-se, para meu grande espanto, para lá de bem. Como uma Princesinha. Estou babada. E Francisca andou hoje pela primeira vez de comboio(s).
27 março 2014
Momento geek.
(O senhor-que-não-falava é umas das minhas personagens favoritas de sempre. Não fosse parecer outra coisa, um Carnaval que tivesse de ser e eu estivesse para aí virada, mascarava a miúda de Darth Vader, com direito a levar a musiqueta do senhor e tudo. O mais engraçado é que acho que ela era bem capaz de encarnar a personagem na perfeição. Como seria mau de mais, então um dia vai de Princesa Leia, com aqueles tótós que não lembra a ninguém, mas que eu até acho cutchi. De Storm Trooper é muito branco junto, não sei, muito coise. Sou um bocadinho geek de vez em quando. Já "How I meet your Mother" pois que nunca tive paxorra para ver. Tenho sérias dúvidas que existam putos pré-adolescentes capazes de ouvir a estória até ao fim, não s'aguenta com tanta coisa e volta e rotunda e afinal não. Ainda me estou a rir com esta imagem. E é isso.)
26 março 2014
O melhor do meu dia.
(Foi do de ontem, mas não importa. E sim, a Francisca acha que é a Kate von D e deu-se-lhe para tatuar os bonecos todos com caneta. Na testa, nos pés, nas mãos. Nem o João escapou à fúria das tattoos mas, como é bom menino, come a sopa toda.)
25 março 2014
Capotei.
Estou em casa há três quinze dias com a minha criança doente e óh-valha-me-Deus-com-as-adenóides- e-ites-e-coisas-variadas-e-por-aí-afora. Hoje saí de casa para ir às urgências com a Cria, o que foi um capotamento mental logo de manhã, que eu desatino muito com as urgências pediátricas cá do Burgo, valha-me Nossa Senhora da Assunção, santa padroeira de algo, mas que só me lembro do nome porque era a das festas da terrinha da minha Avó, por onde me arrastava em Agosto quando era eu criança, mas lá tive de me arrastar com a Cria à cinta para as ditas, que as melhoras estavam a demorar. Adiante. Medicada e a respirar bem de novo, fez-me uma sesta de duas horas e eu com sono, muito sono, a babar sono, mas a pensar ai-que-não-me-vou-deitar-que-ela-acorda-quando-estou-eu-quase-a-adormecer-e-depois-fico-com-um-tau-que-ninguém-m'atura e pronto, deu-se novo capotamento cerebral e fiz um bolo. Ou tentei. Saiu uma bela de uma grande merda. Eu não sei mesmo fazer dessas coisas, deve ser uma patologia qualquer que me assola o material genético. Maneiras que mais me valia ter ido dormir, que a coisa só veio comprovar que eu e a cozinha temos uma incompatibilidade gravíssima.
Segura a minha mão.
Segura a minha mão, Francisca. Segura que ela segura o Mundo por ti. Para ti. Segura a minha mão, Francisca, ela vai buscar todos os sonhos para ti. Só para ti. Segura a minha mão... Porque às vezes, segurar a tua mão, é tudo o que ambas precisamos. Eu levo-te o desconforto, na magia que as Mães conhecem. Tu trazes-me de volta à doçura, num "obrigado Mamã, já 'tá melhor".(em modo adenoidite v3276.0)
24 março 2014
Não há "Lost" na vida real.
Diz que o avião que estava desaparecido, já foi encontrado. No Índico. No meio do azul do Oceano. Que maneira estúpida de morrer. Não é que ache que há maneiras boas de morrer, mas assim... Pelos vistos, não há "Lost" na vida real. Eu ainda acreditava que alguém o tivesse desviado, tráfico de droga, qualquer coisa. Não seria fácil aterrar um avião tão grande e passar despercebido a meio mundo, mas eu ainda acreditava que estava algures. Com vivos e não apenas pedaços de fuselagem com mortos. Que seria daquelas estórias com um final feliz. Ou quase. Mas não. Penso nas pessoas que ficaram. Nas que esperavam ver nos indicadores de um qualquer aeroporto o número daquele voo e um "arrived" à frente. Nos que acordaram naquele dia, com a ansiedade de receber quem seguia naquele avião. Nos que se despediram num "até já". Nos Pais que beijaram os Filhos e lhes prometeram trazer uma prenda no regresso. Na tripulação e que era apenas mais um dia de trabalho, que em breve regressariam a casa. O regresso que nunca vai acontecer. Penso sobretudo nos que esperavam o regresso da ida. Que nunca vai acontecer. Algures no meio do Índico, ficaram muitas vidas. Pela teoria que se fala, não terão sofrido. Mas, algures, por muitos outros lugares, estão os braços abertos e vazios dos abraços de chegadas e partidas. Penso nos braços abertos, apenas cheios de dor e saudade.
Aquele momento estranho...
... em que percebes que "comeste" muito Harry dos Potes (em Inglês). Tudo porque corriges a tua Filha, que empunhando uma caneta te diz " Abra-cadabra" para um "não, não, não! É Avada Kedrava"....( a miúda ficou a olhar com ar de a-minha-Mãe-passou-se-de-vez-óh-my-godi... Não vamos entrar em pormenores técnicos do para que servia o Avada Kedrava, ok?!?)
Bom dia, bom dia...
(Está um frio do camandro mas diz que é Primavera. Não dormi decentemente, tenho a Cria ainda doente, tosse pleura, dói ouvido e desarranjos intestinais. Disseram que ia chover mas até ver só me chove é sono. Sempre achei que os metereologistas não eram de fiar. Tenho sono e isso é uma ciência exacta, o eu ter sono. E o estar frio também. Mais o estar constipada porque está frio e querem ver que sou flor de estufa e a mudança de temperatura me achacou? A minha Cria está virosa até à quinta casa. Mas diz que é Primavera. Só que eu gosto é de túlipas, que não são de Primavera, por isso tanto me dá de quem é que a tipa é Prima. Tenho sono, frio e a minha Cria ainda doente...)
23 março 2014
Eu sabia que tanta piada do Chuck ia acabar assim...
Do quarto da criancinha, o som inigualável de já-fostes-da-cama-abaixo. Seria de esperar ouvir choro, gritos, pedidos de socorro. Nope. Ao invés, o som de biqueiros e algo como um grito de guerra. Quando entro no quarto, Francisca empunhava um dos seus bonecos preferidos, servindo este de arma de arremesso contra a cama.-Francisca, que foi?-Caiu da cama, Mánhe. Estou a dar tau tau na cama! ( continuando a acertar com o boneco na cama)...Bem, lá capaz de se defender deve ser......
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