08 julho 2015

Coisas que m'apoquentam a mioleira.

A ver se eu me consigo explicar sem me começar a rir tipo tolinha (vocês não vêem mas eu cá tenho assim uns ataques de riso incontroláveis volta e meia. Por norma, até são nas piores alturas, em coisas solenes e assim e pronto, a maluca dá-se-lhe para rir e está o caldo entornado). Onde ia mesmo ? Ah, já sei! Então: o que me apoquenta hoje severamente as ideias? Passo a expor: 
a) Virou moda(?)* ser runner/correr/fazer exercício físico/ (____) fill the blank com a atividade que quiser, padel, TRX, lálálá. Nada contra. Em absoluto. Até acho que fazem lindamente em mexerem o fofo. Faz, na minha modesta e humilde opinião de sostra-mor, maravilhas à cabeça para além dos benefícios físicos. Admiro quem consegue correr 21km de uma vez mas admito que isso não é para mim, quase me benzo só de pensar. Para além da colecção de lesões na minha caderneta e mais umas quantas outras coisas à parte, acho que me aborrecia de morte, tanto tempo para chegar a um sitio, credo!!! Mas  em verdade vos digo que sim, que acho que fazem mesmo muito bem em se mexerem e não serem parte integrante do sofá lá de casa. 
Mas é no ponto seguinte que a coisa descamba: 
b) Maltinha do ginásio/runners/lálálá-whatever: expliquem-me: como é que são capazes de gastar 200 euros numas sapatilhas, 50 num bom soutien (acho bem que salvem as ta-tas), 50 numas calças xpto para correr ou o diabo a quatro e tudo somado dá um uso diário de quê, duas horas?. É que existe a espécie que o faz mas que depois são in-ca-pa-zes, absolutamente incapazes, de se vestir bem na rua, assim no dia-a-dia normalzinho!!! Uáaaaai????? Porque não investem em roupa para irem trabalhar, para irem a um jantar, a uma festa, qualquer coisa da vida fora do exercício, como investem para ir suar as gordurinhas??? Expliquem-me, p'lo amor da santa, a lógica da coisa!!! É que a modos que eu, mas também sostra me confesso, se tiver de escolher entre uns brutos de uns sapatos para o meu dia-a-dia, uma carteira xpto (ou mala, porra que esta gente moura diz mala e também não sabem o que são repas, estrelinha que os guie masé) ou mais um vestido/calças/camisas/and so on and so forth, não tenho a mínima dúvida. Para ir deitar bofes pela boca e ficar com ar de banho de azeite, prefiro ir ali à Primark e, quando arder, lixo e venha novo. Em bom, invistam nos dois lados se são mesmo aficionados de desporto, mas, se tiverem de escolher um sitio para despejar os vossos euros, amiguinhas: vestir bem e estar bem arranjada é, também, uma forma de boa educação. E já não há cú que aguente para gente que me espeta garfos nos olhos com os seus "autefites de passeio". 
* para modas piores, antes esta. Bem melhor que as calças da Resina do meu tempo do liceu ou pelos debaixo dos sovacos. 

06 julho 2015

Anúncios que me encantam ( e músicas e carros também)

Tudo em bom. TU-DO. Ele é o título, ele é o carro, ele é a paisagem, ele é a música. Tudo, pronto. Tudo. 


( o meu carro de sonho: um Volvo C70. Não peço muito, não quero um carro de milhares, não quero um carro para me olharem. Quero um carro que seja a minha cara. E continuo, ao fim de anos desta crush, a achar que nenhum carro nunca me vai assentar tão bem como um C70.) 

05 julho 2015

Ah, toda uma vida "paroleira" que me andava a passar ao lado...

... mas ainda há esperança para mim,  quando trauteio esta ma-ra-vi-lha da vida parola que vive em mim! "o leeeeepoooo leeeeepoooo"! 

aqui: 
https://m.youtube.com/watch?v=AHVS5DW434g

02 julho 2015

Um mês depois.

Passou um mês desde que escrevi aqui. 
Não aconteceu nada que me impedisse de o fazer. Não estive doente. Não tive ninguém doente. A minha Avó está doente mas são 88 anos e para já, está bem dentro dos dias que lhe (es)correm. Adoptei um cão para os meus Pais, o tal que falei e que queria, acabou por ser para mim (nós). Fui buscá-lo a um domingo. Lavei-o, esfreguei-o, desparasitei-o, brinquei, alimentei. Levei-o à rua na minha hora de almoço, debaixo de um calor de terra do inferno. Na 5a feira seguinte, fui com ele no colo para o veterinário. Esteve internado 5 dias entre a vida e a morte (parvovirose) e eu prometi que ia cortar o cabelo e ele se salvava. Dei uma valente tesourada nos meus cabelos longos e tenho-o acima dos ombros agora. Pode ter sido a promessa mais fútil da história, o abdicar da coisa mais idiota de sempre, mas foi o que me ocorreu na altura. O Nicky salvou-se, está bem, óptimo, maravilhoso e vive já com os donos "a sério", os meus Pais. Já foi vacinado, chipado e mimado até mais não. Acho que lhes vai trazer alegria, ao meu Pai e à minha Mãe. Não gosto de me ver com o cabelo assim. Sinto-me "não eu". Não tem mal, voltará a crescer. É "só" cabelo. A minha Mãe está com um ar extremamente cansado e eu, que sou má de demonstração de afectos, apetece-me dar-lhe um abraço. Ainda não dei. Mas vou dar.  Voltei temporariamente aonde cresci muito profissionalmente. Cresci mais em 15 dias do que nos últimos 3 anos. Fico muito tempo absorta em mim, nos meandros da minha cabeça. A Francisca foi para a praia. Voltou ao otorrino e ficou sem sequelas, recuperou totalmente a audição após a cirurgia do ano passado. A Francisca vai ser baptizada em breve no sitio com a vista mais bonita de todas da Cidade que é a nossa Casa. E em breve fará 4 anos. 
Passou um mês desde que aqui escrevi. 
A vida decorreu no seu ritmo... não tive vontade de aqui vir, confesso. Não tive vontade de vir contar as minhas angústias, as minhas alegrias, as lágrimas que chorei, as decisões que tomei ou o que vou fazer da e na vida. Os casamentos a que fui, os sustos que levei, as saudades que sinto e que senti. As amizades que cimentei e às que disse boa noite ao freitas, encolhendo os ombros e seguindo em frente. Fast healer, fast forward. Não aconteceu nenhuma mudança drástica, a terceira guerra mundial ou descobri a cura do cancro. Não me apeteceu vir reclamar com os idiotas que não vacinam as crianças. Chamem-me o que quiserem, atirem pedras, calhaus e pedregulhos... quero nem saber: os Pais da criança que morreu com difteria vão ficar para sempre com a culpa da morte do filho e eu não consigo sentir empatia. Sou um monstro talvez, mas não consigo. Tenho pena da criança inocente, não tenho para com os Pais. Nenhum Pai merece enterrar um filho, mas os Pais devem proteger os filhos de todas as formas possíveis. Morreu porque não foi vacinado. Estupidez humana no seu melhor, modas que não entendo. Vamos todos voltar ao tempo da peste negra, varíola e morrer de constipações. Voltemos também ao tempo em que as Mães morriam no Parto e as crianças de desnutrição porque a Mãe não tinha leite para dar de mamar. Não sei qual é esta nova sociedade que me passa ao lado, mas fico muito contente por me passar ao lado. Vá de retro, xô. Sou uma mulher da ciência, pragmática q.b, mas se for preciso dizer que corto o cabelo e que acredito que isso vai mover qualquer força no universo para salvar um (O) cão, faço-o. Estou farta de gente saudável, de gente que não manda uma caralhada e que está sempre bem disposta. Ou dos que estão sempre mal dispostos, de beicinhos empinados, de olhares de gatos das botas. Um mês depois, cá estou. Hoje, quis voltar a escrever. Não quer dizer que amanhã ou daqui a duas horas o queira de novo. 
A tabanca vai continuar. Ao sabor dos meus dias, ao sabor de mim, ao ritmo em que decidir deixar os meus dedos voltarem a teclar. 

01 junho 2015

Eu, estranha, me confesso.

Desejo à minha Criança um Dia muito feliz. Desejo-lho todos os dias. Não só hoje. O que eu quero mesmo, é que especialmente quando o passar do tempo lhe levar a infância, a Francisca seja capaz de querer que o Dia Mundial da Criança ainda seja o dia da que nela ainda vive e que não deixa desaparecer.

Por isso, a Criatura não sabe que dia é hoje. Está doente em casa, a arrastar-se de sofá em sofá, da Princesa Sofia para o Miles (é assim?)do Jake para um outro qualquer, sem direito a presentes, celebrações ou nada de extraordinário. 
Desejo-lhe um dia feliz, como em todos os outros do ano em que é Criança e tem quem zele pelos seus Direitos. 
A Mãe que nasceu com a Francisca (eu, estranha, me confesso) essa hoje pensa em todos os meninos e meninas que não sabem o que é ser criança, porque lhes foi roubada a infância. Para todos esses meninos, que pelo menos neste dia sejam feitos esforços para fazer valer os seus Direitos, tão fundamentais como direito a ser Criança! 


29 maio 2015

Lévánta, lévánta... *

... mas não, não é o vestido (pensastes que seria aquele hit de música meia "coisa" que agora é lá um tipo de dança xpto qualquer, que envolve assim umas posições mui próximas... Seus tolos,, foi, não foi? Mas não.). 
Levantem é mesmo o rabo do sofá durante este fim de semana e vão às compras a um qualquer supermercado. Xô, xô, vão! Comprem um pacote de massa, arroz, feijão, atum... o que entenderem! Também o podem fazer online, se de facto o "sofá calling" for muito forte, ou se, por outro qualquer motivo, não se puderem deslocar a uma superfície comercial, podem alimentar esta ideia aqui (www.alimentestaideia.net) até 7 de Junho. Cada um dá o que quer e sobretudo o que pode. Do pouco se faz muito e o pouco que seja, neste caso, faz todo a diferença. Porquê? Porque a fome existe 24 horas por dia, 7 dias por semana. 


* se quiserem  fazer a vossa parte a ouvir o "Lévánta, lévánta, lévánta o vestido..." é lá convosco, por mim, tudo na paz! 

28 maio 2015

Saiam da frente, carroceira on the move.

Perdi a aspiração a ser "Lade". Em boa verdade, nunca a tive, mas achei que me ficava bem dizer que agora, aos 30 e poucos, a perdi de vez, para não ter de admitir que desde sempre tenho alma de trolha e mente de carroceira. Tive um epifania ou coisa que me valha. Eu passo a explicar: por cada pessoa boazinha, fófinha, sou-tão-boa-pessoa-óh-pra-mim-tenho-tempo-para-tudo-ando-sempre-impecável-e-as-minhas-crias-também-não-percebo-como-não-consegues", em vez de aspirar a ser assim, uma "Lade", penso para comigo "Óh pá, 'sa f#da. Quem não gosta, bota na beirinha do prato e siga para bingo!!!" É, claramente, eu não nasci para este mundo cheio de paneileirces e somos-todos-assim- amiguinhos-fófinhos-olha-a-tolerância-e-o-glutén- e mais o baralho. Não há cú que aguente e eu ando cheia de vontade que o meu génio de carroceira venha ao de  cima. É que nada, mas nada mesmo, é tão libertador como um "óh pá, vai pá @uta que te pariu! " bem metido. 

25 maio 2015

O cão da (dis)(con)córdia.

Estou a tentar adoptar um cão para os meus Pais. Depois de a Lilica ter morrido há 4 anos foi tal o desgosto e dor que nunca mais quiseram nenhum. Nem sequer ouvir falar. Mas, nos últimos meses, fui mandando assim umas coisas para o ar a ver se pegava. A minha Mãe já estava com vontade de ter uma companhia e assim "comá-assim" quem manda lá em casa é ela, comecei a tentar encontrar um que achasse que se encaixava na vida deles. 6a feira, ao passar olhos numas fotos, vi-o. Hoje, estive a ouvir o meu Pai reclamar comigo durante 44 minutos ao telefone. Que não queria o cão. Que não queria um cão*. Que mimimimi e eu e as minhas coisas e mimimimimi que lhe dava sempre a volta e mimimimi tu e a tua Mãe e mais o cão (não percebi esta parte mas também não interessa, deve ser algo na linha do só me lixam o juízo) . Enquanto o meu Pai fazia de conta que estava chateadíssimo e me desbroncava pelo telefone, a minha Mãe ia-me enviando emails com o guião, já todo pensado por ela, dizendo o que devia dizer ao meu Pai. "Agora diz-lhe que já o tens!" "Agora manda-me foto que eu vou mostrar-lhe". Sim, somos uma família bastante funcional, dúvidas houvessem. Ao fim de 44 minutos, fartou-se, foi ver de novo as fotos do bicho e foi corrigir testes, já assumindo que será o novo dono do patudo.  Agora só espero que o bixinho ainda esteja para adopção. Não porque lhe queira mal e que não queira que arranje uma casa, mas é que agora eu já lhe arranjei uma e sei que vai ser tratado mesmo mesmo muito bem. 
* o meu Pai nunca quer nenhum animal de estimação. Até lhe aparecerem à frente e passarem a ser, também, um dos seus "ai Jesus". Foi assim com todos. Não é defeito, é feitio.  

20 maio 2015

Coisas e cenas da vida "Féshione" que m'apoquentam

Gente que usa uma gânfia de cada cor. A sério, porquê? Hein? Uáaaai??? Cada vez que vejo uma "féshione bictime" a passar por mim nesses preparos, penso que foram a uma daquelas lojas tipo Sephora (ou uma prima qualquer) arranjar as mãos a si mesma, i.e, foram lá pintar as unhas e tiveram vergonha de admitir ao que iam. Assim no toca a dar no kit  "ahahah vou experimentar este, e este e já agora mais 8, que sou pessoa que tem 10 dedos, com 10 unhas, porque não? ahaha e é féshione, ultra in style, óh pra mim!" . Isto tudo enquanto sorriem para uma daquelas meninas hiper prestáveis e mega simpáticas que,  quando não queremos nada da loja (ou até queremos mas sobra mês e falta dinheiro, vidas e tal) e de facto fomos ali só mesmo borrifar o perfume que nos esquecemos de por de manhã, se colam a nós. O mais giro é que quando precisamos mesmo de alguma coisa ou temos tempo na carteira , temos de andar atrás delas na loja a implorar que nos ajude a escolher a base de cor certa para não ficarmos com ar de traveca. Bem, voltando ao cerne da questão e depois do meu devaneio de cenários: gente que usa uma gânfia de cada cor. A sério, porquê? Hein? Uáaaai??? 

(Não me vou debruçar sobre a questão de brilhantes, "ailous kêitês" e afins nas unhadas enormes e bicudas. São outros quinhentos)