07 maio 2014

Olhó robot.

Estava a tentar comentar um blog em que, para se deixar um comentário, tem de se provar que não se é um robot, inserindo para isso uns caracteres que aparecem de forma um bocadinho manhosa no ecrã. Foram precisas 6 tentativas para a coisa se dar, que é como quem diz, para eu provar que não sou um robot. Ou talvez seja. Sim, prefiro pensar que sou um robot do que sou lerda todo o santo dia. 

( E agora só me lembro do "olhó robot é 'prá menina e 'pró menino".)

Bom dia, bom dia!

06 maio 2014

Coisas do zapping (do demo).

Estava eu a cozinhar o jantar (tão sopeirinha) e resolvi ligar a TV da cozinha. Nisto, aparece um spot de um dos 4 canais. A Júlia Pinheiro e o João Baião juntos. A visão do Inferno, a entrarem pela casa de gente incauta, aos gritos, a perguntar se estavam prontos para não sei o quê. Eu cá não sei das vidas dos pobres incautos, mas comigo levavam logo com um testo no focinho só por causa das coisas. Credo, córrore! Valha-me santa bimby ou até tinha esturrado o refogado! Valei-me!!!

...

(Tem dias, que é como quem diz manhãs, mas tardes também serve, em que não sei onde pus o que quer que seja. Todos os dias de manhã não sei da chave do carro e todos os dias à tarde também não sei onde a deixei para me poder ir embora, maneiras que tenho de revirar a minha secretária que prima pela desarrumação, dá-me assim um ar louco e não mexam que mordo. Entre outras coisas, nunca sei onde pus a desgraçada da chave do carro. Devia usá-la ao pescoço, com um fio extensível tipo aqueles dos óculos dos velhinhos, sabeis quais são? Se fosse extensível o suficiente dava para chegar à ignição, mas dava-me um ar um bocado estranho e pouco "féshione". Tem dias que também não sei o que hei-de vestir porque não sei onde Oksana Maria decidiu guardar o que quero vestir e tem de ser aquilo porque sim, se não temos caldo entornado logo de manhã, que isto uma pessoa acorda e pensa que hoje está um rico dia e quero aquelas calças de ganga porque eu digo. Oksana Maria confunde ainda muito facilmente roupa da rua com roupa de me arrastar por casa e tem especial predilecção por me por o que uso para dormir junto da roupa de andar na societé, o que um dia destes resulta em graves acidentes visuais e desastres de moda, que de manhã não sou imputável pelos meus actos. Resumindo sou uma pessoa bastante desorganizada a variados níveis, sendo que mentalmente seria um caso de estudo ou um estudo de caso, qualquer coisa assim. Mas uso sempre a minha tiara. E pouco me importa que seja imaginária. )

Bom dia, bom dia!

05 maio 2014

O melhor do meu dia.

Blue mood.

De e a kms.

Fui ao Norte em contra-relógio, os minutos contados, as horas escrupulosamente divididas e não sobra um segundo. Já me pesa a viagem nos ossos. Conheço as estradas como a palma da minha mão. Dei um beijinho à minha Mãe no dia da Mãe. Recebi um beijinho e um abraço bem repenicado da minha Filha, junto com a prenda deliciosa que fez na Escola, no dia da Mãe. Mas acho que todos os dias são dia da Mãe, que já diz o Povo que quem tem uma Mãe tem tudo. E eu concordo. Fui a uma loja e o que mais gostei foi o que estava escrito na saca de papel: "um dia vou ser capaz de explicar-te porque me sinto tão feliz".  Fiz a viagem de volta. Já me pesam os kms nos ossos. Mais 100. Mais 200. Mais 300 e ainda faltam 150. E a estrada sempre a estender-se, num alcatrão sem fim e algures pelo meio não sou mais de lado nenhum. Gosto de Casa, do azul daquele mar, da pronúncia em cada esquina. Das pessoas sem merdas, sobretudo, das pessoas com o coração na boca. Pesam-me os kms e a Dra. Brinquedos no banco de trás agonia-me as sinapses. Descobri que a Dra. Brinquedos posta como Doc McStuffins tem o mesmo efeito na Francisca mas é ainda mais irritante. E às vezes, entre um carro que passa e um carro que se ultrapassa, percebo que me começa a custar fazer tantos kms, nas dores que sinto nos tornozelos e na dor invisível de me despedir dos meus Pais, mais uma vez, enquanto a Neta lhes implora para virem no carro com ela. 

01 maio 2014

De queixo no chão e as maravilhas das bio-coisas.

Francisca andava a brincar. A correr, a saltar, a curtir a sua tarde. Francisca foi de queixo ao chão e acertou em cheio num brinquedo dos muitos espalhados pelo seu território. Sangue por todo o lado. Óh válha-me alguma coisinha. Limpar, desinfectar, tentar que o sangue parasse de pingar. Um lanho jeitoso. Bem, mais uma voltinha nas urgências, coisa gira de se fazer em dia feriado. Francisca rija, sem lágrimas, a dizer olá a toda a gente e a contar o seu episódio e eu aí valha-me qualquer coisinha, meu passarinho de queixo aberto. Cola no lanho. Adoro estas maravilhas das bio-coisas, como bioengenharia e biomedicina. Nada de pontos, nada de gritos, nada de cuidados extra, que diz que aquilo cai quando cicatrizar. Francisca preocupada que ia perder o seu episódio de Dra. Brinquedos. E eu a pensar valha-me qualquer coisinha, meu passarinho de queixo aberto. Mais um cromo na caderneta e a certeza de que a miúda é rija, pá!
( gosto especialmente desta coisa retorcida que as Mães têm, esta coisa chamada culpa non-sense. Só se acolchoasse o chão e almofadasse o Mundo, repito para mim. Ou não a deixasse ser criança e brincar. Ah, a culpa non-sense, coisa maravilhosa. Isso e a dor de cabeça com que eu fiquei, tamanha camada de nervos que se me pôs quando a vi estendida numa poça vermelha no chão. Meu pequeno passarinho.  ) 

Bom dia, bom dia!