30 agosto 2015

4.




Parabéns Francisca, meu Amor maior, meu pequeno raio de sol. 

(o blog vai continuar em banho-Maria até que as palavras ganhem de novo vontade de serem escritas. nos dias que (es)correm,  instagram : princesa_sem_reino )

13 agosto 2015

...

A minha Avó morreu ontem. A minha Avó morreu-me ontem, levada pelo cancro. Pedia, por entre as dores e na agonia da última semana, que a ajudassem a viver. Nem no sofrimento desistiu de viver, nem no sofrimento a sua fé foi mais fraca. A minha querida Avó morreu-me ontem. Queria que a ajudassem a viver. Eu queria ter tido mais tempo, queria ter-lhe afagado mais vezes os cabelos brancos e a cara enrugada, queria ter visto mais o seu sorriso e os olhos claro, quase cinza, de menina. A minha Avó morreu-me ontem. E a criança que eu fui morreu, definitivamente, com ela. 

Tenho saudades tuas, Avó. Da tua alegria e de falar dos jogos do Porto contigo. De te dar caixas de gomas e chocolates, que tanto gostavas. Do teu "ai minha Filha", como começavas muitas das tuas frases. Do teu "obrigadissima". Do teu "em todas as condições". Do "cibo de caldo ou cibo de pão". Tenho saudades tuas. E uma tristeza enorme de perda. 

22 julho 2015

É só estilo (#sóquenão)!

Desde que cortei o meu cabelo num LOB, o corte do momento, numa promessa salva Nicky (foi o que ocorreu primeiro, whatever), que toda eu sou um poço de estilo no que toca a hairstyles. Alterno entre o rabo-de-cavalo-sopeirissimo e o rabo-de-cavalo-metade-apanhado-metade-caído-porque-não-tinha-espelho. Tudo porque a porra lá do LOB até pode ficar giro nas gajas das revistas mas em mim, além de me dar um ar de trambolho, mete-se-me nas golas das camisas, das T-shirts, dos casacos e apoquenta-me! Maneiras que ando a rezar a santos padroeiros de cabelos para ver se o dito cresce depressinha. É que ultimamente toda eu sou um poço de estilo no que toca a penteados, upa upa! 

21 julho 2015

O meu carro tem um sentido de humor mais retorcido que os vossos.

Uma pessoa traz o carro à inspecção no último, assim úl-ti-mo dia para fazer a inspecção legal ao bicho. Uma pessoa está confiante que o maquinão passa a cena na boa. Uma pessoa fica na fila com o carro ligado. Espera pela sua vez. Finalmente, chega a dita e mandam desligar o carro. Papel para cá, papel para lá "ligue lá o carro". Tsssss. Nada. Tsssss. Nada. Tssssssssss (pega bicho, pega!!!). Nada. Bateria com os porcos ali, quando estava prontinho para fazer a inspecção. Carro empurrado dali para fora e parado, convenientemente, ao lado de uma carrinha funerária... 
Bom dia para vocês também, sim? 

20 julho 2015

Uma espécie de bom dia, bom dia... ( e boa semana)

De férias ou de trabalho, de descanso ou de cansaço, de dias longos ou de noites curtas... Bom dia (e uma boa semana) ...
Everybody's gotta learn sometime 

16 julho 2015

Cenas que atrapalham a vida desta Mãe.

Ter pensado fazer um jantar gourmet para a Cria de: 
filetes de pescada crocantes no forno em cama de ervilhas com arroz de jasmim ;*

e descobrir que já comeu isso ao almoço na Escola.

 Não há condições. 

* Vulgo douradinhos com arroz de ervilhas. Uma pessoa tenta, está bem? 

Sometimes I get lost inside my mind

I know there's so much left to seeI know I have so much left to giveBut the memories remain, yet the scars don't feel the sameFilling page just one by one, in the warmth of other suns

(A Francisca começou a perguntar pelas minhas cicatrizes. Digo que são feridas que a Mãe fez há muito tempo e ela pergunta se doem, passando a mão nos meus braços. Não Filha, não doem. )
Lembro-me de uma vez, há muitos anos, a minha Avó ter partido uma boneca de porcelana (horrorosa) mas que, nem sei muito bem porquê, a minha Mãe lhe tinha estima na altura. Fez-me "shhh, a Avó vai colar e tu não vais dizer à Mãe, está bem? É o nosso segredo!"*. Anui e continuei na minha vida, atarefadíssima, própria de quem tem 4, 5 anos. Uns anos mais tarde, encontrei a boneca, agora já na classe de cangalhada. Olhei para ela e recordei-me que se tinha partido e de toda a estória. Ao primeiro olhar, estava intacta e feia como sempre tinha sido. Mas, se passasse o dedo por ela, sentia-se perfeitamente o rebordo da fractura, a imperfeição da cola, as partículas minúsculas em falta que faziam com que a porcelana não unisse por completo. Demorava para perceber tal imperfeição. De relance, estava impecável. Era só uma boneca mas talvez seja essa a grande diferença que existe entre perceber as quebras e as marcas que a Vida traz a quem nos rodeia: a capacidade de ver em vez de só olhar. 
(A Francisca começou a perguntar pelas minhas cicatrizes. Digo que são feridas que a Mãe fez há muito tempo e ela pergunta se doem. Já não doem as cicatrizes Francisca, mas há feridas que se sentem apenas vendo com os olhos da alma, que é o coração. )

* Não fiquei nada caladinha. A primeira coisa que fiz quando o meu Pai chegou foi logo ir contar-lhe. Queixinhas!  
 

15 julho 2015

"Dormir bem é tudo".


"Canta-se muito o espírito e a vontade e o sonho mas bastam duas noites mal dormidas para percebermos que, se algum determinismo existe, é o fisiológico. 
"Está cheio de sono" é a desculpa eterna dos pais para o comportamento psicótico das paridas criancinhas. Reivindico esse mesmo queixume para os adultos. 
Basta dormir bem uma noite para o dia seguinte ser uma espirituosa alegria, cheia dos mais nobres sentimentos. Podem dizer que é triste que tudo dependa de contingências fisiológicas. É mentira: é apenas deprimente. Por ser verdade. 
O velho conselho "sleep on it" afinal não significa "dá tempo ao tempo; adia a decisão até amanhã" mas apenas, prosaicamente, dorme 7 ou 8 horas e sentirás, erradamente ou não, que a coisa não é tão negra como tu pensas. 
É verdade que a coisa mais importante é a saúde. Mas a saúde não é a ausência de doenças: é uma satisfação fisiológica que se repôe ou retira de um dia para o outro. 
Quando se está muito doente - quando não se tem vontade de comer, beber ou fazer seja o que fôr - a única coisa que fica é uma vontade de viver. Mas mesmo essa vontade é coisa pouca. Por estarmos doentes. Por sabermos como é não ter saúde bastante para acharmos imperativo esforçarmo-nos muito (ou mesmo pouco) para nos salvarmos. 
Salvar quem? Salvar o quê? A única coisa que vale a pena salvar é a saúde. E a saúde é, no fundo, um problema de cansaço que vai podendo, enquanto pode, ter soluções tragicamente temporárias. 
Até não ter."

De manhã, no meio da rua, para quem quisesse ouvir.

- Mánhe?

- Sim, Francisca?

- Hmm... olha Mánhe, sabes, o teu carro está a precisar mesmo muito de tomar um banhinho!!! Está mesmo blhaca! 

- ...

(raça da miúda...) 


14 julho 2015

Ide chorar a rir, que vale a pena!

Estou que nem posso de tanto me rir!
 Ide ler o resto, ide, que aqui ficam só algumas das "10 modas parvas"

Selfie Sticks
"Os famosos paus de selfie. Pau de selfie faz lembrar uma espécie de condimento para comida ou um brinquedo sexual para auxiliar a masturbação, mas não! É aquele cabo para as pessoas tirarem fotos a elas próprias. No meu tempo, pedia-se a alguém que fosse a passar para tirar uma fotografia e dizia-se "Carregue aqui neste botão". Aquele botão igual em todas as máquinas, mas que nós sentimos sempre necessidade de dizer, não vá a pessoa carregar no flash ou no botão que ejecta a bateria. Devo dizer que reconheço a utilidade dos paus de selfie, acho que até criam um efeito giro e são práticos de utilizar em várias situações. Isso não quer dizer que não sejam ridículos. São. Andar com o telemóvel preso na ponta de uma moleta é só estúpido. Mas o pior não é isso, o pior é que as pessoas andam muito obcecadas com elas próprias. Eu, quando vou a algum lado, estou mais interessado em tirar fotografias às paisagens, aos monumentos, às pessoas na rua e a momentos únicos, do que a mim. Parecem a Cristina Ferreira que tem que aparecer sempre na capa da sua revista. Se querem tirar uma foto do pôr do sol em Belém, para que é que a vão estragar com o vosso focinho?"


(...)

Running
Toda a gente corre, mas já ninguém diz que corre. É muito mais fino dizer "Hoje não vou poder ir ao teu jantar, porque tenho que ir fazer running". Aliás, aqui na Buraca, efectuam-se manobras de fuga em running! Muito mais fino que dizer que se fugiu a correr dos bandidos. "Ontem fiz mais cinco quilómetros em 53 minutos", partilha-se amiúde no Facebook. Mas quem é que quer saber? O que é que a mim me interessa qual a distância que vocês percorreram a pé, enquanto eu estava sentado ao computador a comer donuts?! Correram? Efectuaram um running gostoso? Epá, que bom para vocês! Levaram o iPhone no braço e foram vestidos com roupa de marca que vos custou cem euros? Epá, bom para vocês! Não, não me interessa a marca dos vossos ténis. Eu não vos chateio com os meus feitos, pois não? Aliás, no outro dia também fiz 6km. De carro. Para ir buscar três pizzas. Não me viram a vangloriar-me disso, pois não? Vou começar a colocar no Facebook "Guilherme Duarte, acabou de efectuar fucking durante 3 horas e 22 minutos. 670 kcal gastas. 1 orgasmo masculino e 14 femininos. Subiu de nível para master fucking warrior." 

Sumos detox
Nunca experimentei nenhum, mas até sou gajo para o fazer um dia destes. Um sumo detox no fundo é uma sopa fria. Uma espécie de gaspacho mas com "super-alimentos", que são também eles, por si só, uma moda parva. As mulheres acham que beber sumo detox as vai fazer expelir pelo ânus toda a porcaria que comem durante o dia. "Bem, vou comer dois Big Macs, que mais logo bebo um sumo com chia, bróculos e sementes de girassol tresmalhado do Zimbabwe, mando isto tudo cá para fora". Os homens bebem às escondidas, tendo medo de ser rotulados como quem tem um piquinho a azedo, como tem a maioria desses sumos. Mais uma vez, nada contra, bebem à vontade, até fazem bem à saúde. O que mais me irrita é o orgulho com que gritam aos sete ventos que acabaram de beber um sumo. "



Para levar melhor o dia...


You put a big bird in a small cage and it will sing you a song...

13 julho 2015

Diz que é moda e chiquibem.

Um dia destes, estava a falar com uma Amiga minha sobre convites de casamento. Já nem sei muito bem como a conversa foi aí parar, mas também não interessa nada (deve ter sido por causa do convite de batizado da Francisca. Ide ao Etsy minha gente, que há lá de tudo: giro, feio, horroroso, uber cute, lálálá e a preços muito interessantes. Satisfeitíssima, eu.) Diz que agora é moda fazer festas de casamento "adults only". Ou seja, quem tem criancinhas das duas uma: ou tem quem tome conta da canalha ou então olha, não vão (e até poupam uns trocos). Por acaso, ainda não me calhou nenhum convite desses. Por acaso também, a Francisca não foi a nenhum dos casamentos* (já somo 3 só este ano e falta, pelo menos, ainda um) pelo simples facto de que havia família que pudesse ficar com ela (a minha pessoa, a Mãe, fica sempre muito desconfiada daqueles Mickeys e Minnies manhosos que se disponibilizam a levar as criancinhas para salas contíguas). Mas voltando aos convites "adults only"...  Eu percebo que ter crianças numa festa pode ser chato. Elas gritam, berram, choram, gostam de limpar as mãos no vestido da noiva, pedem para fazer chichi e cócó muito alto no meio da cerimónia e ficam, quase sempre, a tirar catotas do nariz nas fotos. Uma chatice, que sim. Mas não faz sentido nenhum convidar alguém e logo a seguir dizer "a tua Filha não pode vir, mas faço todo o gosto em que venhas". Antes de ser Mãe, até era capaz de encolher os ombros e perceber a lógica e mimimimi. Hoje em dia, faz-me confusão. Até acho mais aceitável dizer que "não podes vir à praia connosco porque cheiras mal dos pés" ou  "nunca mais vou jantar com a tua irmã porque ela manda muitos perdigotos a falar, além de o hálito tresandar". Todos sabemos que as criancinhas, especialmente se forem muitas, fazem barulho. Mas fazem parte (se não forem mesmo a parte mais importante) da vida da pessoa a quem se endereça o convite. E o que não falta são tipos de eventos em que facilmente (e educadamente) se descartam as crianças, essas pequenas usurpadoras de meio metro... 

*Ah, espera, foi ao do Padrinho dela. Encheu a pança nas entradas e depois foi toda feliz para casa com os Avós, que foram uns queridos e a vieram buscar, já ela tinha decidido que por o patê na tosta era trabalho a mais e vai de colher-patê-boca-repete. Um olho no burro e outro no cigano minha gente, é o que vos digo...