01 junho 2015

Eu, estranha, me confesso.

Desejo à minha Criança um Dia muito feliz. Desejo-lho todos os dias. Não só hoje. O que eu quero mesmo, é que especialmente quando o passar do tempo lhe levar a infância, a Francisca seja capaz de querer que o Dia Mundial da Criança ainda seja o dia da que nela ainda vive e que não deixa desaparecer.

Por isso, a Criatura não sabe que dia é hoje. Está doente em casa, a arrastar-se de sofá em sofá, da Princesa Sofia para o Miles (é assim?)do Jake para um outro qualquer, sem direito a presentes, celebrações ou nada de extraordinário. 
Desejo-lhe um dia feliz, como em todos os outros do ano em que é Criança e tem quem zele pelos seus Direitos. 
A Mãe que nasceu com a Francisca (eu, estranha, me confesso) essa hoje pensa em todos os meninos e meninas que não sabem o que é ser criança, porque lhes foi roubada a infância. Para todos esses meninos, que pelo menos neste dia sejam feitos esforços para fazer valer os seus Direitos, tão fundamentais como direito a ser Criança! 


29 maio 2015

Lévánta, lévánta... *

... mas não, não é o vestido (pensastes que seria aquele hit de música meia "coisa" que agora é lá um tipo de dança xpto qualquer, que envolve assim umas posições mui próximas... Seus tolos,, foi, não foi? Mas não.). 
Levantem é mesmo o rabo do sofá durante este fim de semana e vão às compras a um qualquer supermercado. Xô, xô, vão! Comprem um pacote de massa, arroz, feijão, atum... o que entenderem! Também o podem fazer online, se de facto o "sofá calling" for muito forte, ou se, por outro qualquer motivo, não se puderem deslocar a uma superfície comercial, podem alimentar esta ideia aqui (www.alimentestaideia.net) até 7 de Junho. Cada um dá o que quer e sobretudo o que pode. Do pouco se faz muito e o pouco que seja, neste caso, faz todo a diferença. Porquê? Porque a fome existe 24 horas por dia, 7 dias por semana. 


* se quiserem  fazer a vossa parte a ouvir o "Lévánta, lévánta, lévánta o vestido..." é lá convosco, por mim, tudo na paz! 

28 maio 2015

Saiam da frente, carroceira on the move.

Perdi a aspiração a ser "Lade". Em boa verdade, nunca a tive, mas achei que me ficava bem dizer que agora, aos 30 e poucos, a perdi de vez, para não ter de admitir que desde sempre tenho alma de trolha e mente de carroceira. Tive um epifania ou coisa que me valha. Eu passo a explicar: por cada pessoa boazinha, fófinha, sou-tão-boa-pessoa-óh-pra-mim-tenho-tempo-para-tudo-ando-sempre-impecável-e-as-minhas-crias-também-não-percebo-como-não-consegues", em vez de aspirar a ser assim, uma "Lade", penso para comigo "Óh pá, 'sa f#da. Quem não gosta, bota na beirinha do prato e siga para bingo!!!" É, claramente, eu não nasci para este mundo cheio de paneileirces e somos-todos-assim- amiguinhos-fófinhos-olha-a-tolerância-e-o-glutén- e mais o baralho. Não há cú que aguente e eu ando cheia de vontade que o meu génio de carroceira venha ao de  cima. É que nada, mas nada mesmo, é tão libertador como um "óh pá, vai pá @uta que te pariu! " bem metido. 

25 maio 2015

O cão da (dis)(con)córdia.

Estou a tentar adoptar um cão para os meus Pais. Depois de a Lilica ter morrido há 4 anos foi tal o desgosto e dor que nunca mais quiseram nenhum. Nem sequer ouvir falar. Mas, nos últimos meses, fui mandando assim umas coisas para o ar a ver se pegava. A minha Mãe já estava com vontade de ter uma companhia e assim "comá-assim" quem manda lá em casa é ela, comecei a tentar encontrar um que achasse que se encaixava na vida deles. 6a feira, ao passar olhos numas fotos, vi-o. Hoje, estive a ouvir o meu Pai reclamar comigo durante 44 minutos ao telefone. Que não queria o cão. Que não queria um cão*. Que mimimimi e eu e as minhas coisas e mimimimimi que lhe dava sempre a volta e mimimimi tu e a tua Mãe e mais o cão (não percebi esta parte mas também não interessa, deve ser algo na linha do só me lixam o juízo) . Enquanto o meu Pai fazia de conta que estava chateadíssimo e me desbroncava pelo telefone, a minha Mãe ia-me enviando emails com o guião, já todo pensado por ela, dizendo o que devia dizer ao meu Pai. "Agora diz-lhe que já o tens!" "Agora manda-me foto que eu vou mostrar-lhe". Sim, somos uma família bastante funcional, dúvidas houvessem. Ao fim de 44 minutos, fartou-se, foi ver de novo as fotos do bicho e foi corrigir testes, já assumindo que será o novo dono do patudo.  Agora só espero que o bixinho ainda esteja para adopção. Não porque lhe queira mal e que não queira que arranje uma casa, mas é que agora eu já lhe arranjei uma e sei que vai ser tratado mesmo mesmo muito bem. 
* o meu Pai nunca quer nenhum animal de estimação. Até lhe aparecerem à frente e passarem a ser, também, um dos seus "ai Jesus". Foi assim com todos. Não é defeito, é feitio.  

20 maio 2015

Coisas e cenas da vida "Féshione" que m'apoquentam

Gente que usa uma gânfia de cada cor. A sério, porquê? Hein? Uáaaai??? Cada vez que vejo uma "féshione bictime" a passar por mim nesses preparos, penso que foram a uma daquelas lojas tipo Sephora (ou uma prima qualquer) arranjar as mãos a si mesma, i.e, foram lá pintar as unhas e tiveram vergonha de admitir ao que iam. Assim no toca a dar no kit  "ahahah vou experimentar este, e este e já agora mais 8, que sou pessoa que tem 10 dedos, com 10 unhas, porque não? ahaha e é féshione, ultra in style, óh pra mim!" . Isto tudo enquanto sorriem para uma daquelas meninas hiper prestáveis e mega simpáticas que,  quando não queremos nada da loja (ou até queremos mas sobra mês e falta dinheiro, vidas e tal) e de facto fomos ali só mesmo borrifar o perfume que nos esquecemos de por de manhã, se colam a nós. O mais giro é que quando precisamos mesmo de alguma coisa ou temos tempo na carteira , temos de andar atrás delas na loja a implorar que nos ajude a escolher a base de cor certa para não ficarmos com ar de traveca. Bem, voltando ao cerne da questão e depois do meu devaneio de cenários: gente que usa uma gânfia de cada cor. A sério, porquê? Hein? Uáaaai??? 

(Não me vou debruçar sobre a questão de brilhantes, "ailous kêitês" e afins nas unhadas enormes e bicudas. São outros quinhentos) 

...

19 maio 2015

Serei órfã de infância.

Na inevitabildade das curvas da vida, deparo-me com o abismo das certezas. Inevitável. Tanto a morte como a vida. Hoje, não me apetece levantar os braços, por uma perna à frente da outra. Hoje , apetece-me voltar à posição fetal. Ouvir o ritmo lento da minha respiração. O cancro, o filho da puta do cancro, leva-me a família toda. E , sei agora, que o cabrão do cancro me levará também, um dia, a minha doce Avó, o único vestígio de que um dia também fui criança de Avós. Só não sei é quando. O filho da puta do cancro leva-me a família toda e será esse covarde o algoz que me deixará órfã de infância. Um dia, só não sei quando. 

17 maio 2015

Blá blá blá whiskas saquetas

Pés por todo o lado.

De entre muitos outros que poderia enumerar, ocorre-me que o problema do verão( ou do calor, tanto faz, para mim vai dar ao mesmo), são os pés. Não aguento fotos de pés nas redes sociais. É horrível. Pés na areia, pés no tablier do carro, pés na água, pés nas sandálias. Não. Assim, NÃO. Os únicos pés giros são os dos bebés porque tudo o que é pequenino mete graça. Não s'aguenta. 

(se querem mesmo muito mostrar as unhacas e afins pela net fora, façam uma pedicure primeiro p'lo amor da santa. E sim, continua a "maravilhar-me" tudo o que se expõe em bytes pixelizados).