Francisca descobriu que "o Jack mora nas Caraílhas Mánhe, nas Caraílhas!!!! Nãum sabias, Mánhe?!?!"
(parolinha boa)
Francisca descobriu que "o Jack mora nas Caraílhas Mánhe, nas Caraílhas!!!! Nãum sabias, Mánhe?!?!"
(parolinha boa)
Gosto de saltos altos. Creio até ser um bocadinho patologia. Contam-se pelos dedos das mãos as vezes que num ano saio de casa de saltos rasos (o ano em que parti o rabo não conta, ok?). Gosto de milhentas coisas de gaja, pinturas, roupas, carteiras. Gosto muito de ler, devoro livros e diz-se que leio muito rápido e leio de tudo. Ou quase tudo, porque sou snob e recuso-me a ler lixo em versão impressa, especialmente se a tiver de pagar. Mas não digo que não a uma revista da cusquice quando vou poneisar, mãos, pés, cabelo, the works, e divirto-me com aquelas vidas em versão polietileno tereftalato. Gosto de combinar as cores e de combinações improváveis, riscas com bolinhas, bolinhas com flores e mimimimimi. Fora as roupas, acho que há na vida mais e muitos espaços para combinações menos prováveis e que por isso são vencedoras. Gosto de ter coisas bonitas. Gosto de cremes, besuntes e champôs que prometem milagres e gosto do meu perfume, o mesmo há imensos anos, há tantos anos que já somam mais de metade da minha existência e que é associado a mim facilmente por quem me conhece. Gosto de me considerar minimamente inteligente, capaz de fazer muito e de já ter conquistado bastante mas ainda não o suficiente, sou muito nova para me sentar a ver se chove ou se a morte chega. Gosto do que faço e gosto que a minha cabeça mo permita fazer, sem grandes entraves ou dificuldades que estudo e (muita) dedicação não resolvam (e também algum espirito de sacrificio). Mas depois, tenho de morder a língua quando me chateiam ou me pedem coisas patéticas para não sair um "nem que te fodas todo" a toda a velocidade ou um mais educadinho "num bai dar, 'tá?". No fundo, no fundo, eu gostava era de poder desatar em verborreia capaz de fazer corar um carroceiro sempre que me chateiam e eu não estou para aí virada. Ou quando começam com aquelas conversas de merda, de "os meus filhinhos são tão perfeitinhos e não dão flatulências em público nem se sujam a comer no restaurante e o laço do cabelo nunca anda lamber o chão". Bardamerda sim? A minha Filha é uma criança normal, daquelas que corre para a casa de banho e grita de lá "Mánhe dei um pum!", como se tivesse sido capaz de resolver um integral de segunda ordem aos 3 anos mas que, na maior parte das vezes, desata a rir-se e diz que " o pum fugiu-lhe do rabinho" para quem quiser ouvir no meio da rua ou de onde calhar. A minha alma de trolha também vem ao de cima com as conversas das comidas e dos treinos e do glúten e do raio que parta e ao córrore, os hidratos de carbono e o álcool ai jasus! Qual foi o último livro que leram, contem-me! Que vos fascina na vida lá fora, a de todos os dias, o que faz o mundo girar? Quantos talos de aipo conseguem comer sem vomitar, é isso que me querem contar? Estrelinha que vos guie. Basta que me chateiem muito e é ver a mulher do Norte, mão na anca se for caso para tal e de sorriso fofinho e olhos a flamejaram de irritação e em vez de soltar um "não me parece que vá ser possível executar tal" (dito ser típico do sul) soltar um valente: meu querido, nem que te fodas todo, está bem?
No fundo, no fundo, eu sou uma pónei com alma de trolha. É o que há.
A era dos "fast-heroes": heróis, modelos e inspirações fabricados overnight. Abracadabra, crio enquanto falo e já está. Afinal, o que é ser uma inspiração, um modelo a seguir? Fabricam-se mitos, heróis, deuses e inspirações overnight, servem-se frescos pela manhã, em ovações de palmas ensurdecedoras para logo morrerem nas horas decantes da noite, enquanto outros estão na calha, prontos a sair e deitados às ruas para o aplauso curto mas que tudo vale na existência peculiar dos dias. Algures, nos tempos que correm, deparo-me com o silêncio de muitos. Atónitos, como eu, sobre o que realmente faz sentido, leio a elegia do Ser, leio o elogio do non-sense Admito a minha falta de capacidade de encaixe, admito até, talvez, a minha burrice, a minha falta de inteligência, sobretudo a emocional, sub-dotada em muitos aspectos. Fico em silêncio. Como um filme em fast forward, as "inspirações" passam-me em frente aos olhos. Tão rapidamente fabricadas como esquecidas. Por vezes, lembro-me da minha Avó, uma Mulher admirável, mas tão ciosa do seu espaço e identidade, do seu recato, de apenas mostrar os ensinamentos do que notável fez e não de si, sem desejos de aplausos de terceiros desconhecidos. Vivo nos dias de um admirável mundo novo, mas em nada parecido com o que Aldous Huxley "me" mostrou.
Silêncio.
Blow a kiss
Fire a gun
All we need is somebody to lean on.
(Bom dia)
Oksana tratou o "dói dói" do aspirador com nada mais nada menos do que ...
um penso rápido!
Tão bonitinho, a segurar a (valente) rachadela que lhe fez! Lá engenho não lhe faltou, não senhor e isso há que salientar! Deve-se ter inspirado na Dra. Brinquedos e pumba, tá-dá: saiu a Dra. Electrodoméstico. Mas eu mereço, hein, eu mereço???
Estava a dar uma série qualquer um dia destes e algo me chamou a atenção. Acho que era a "Inesquecível" mas, como não tenho a certeza, digo que era um série qualquer. Também não me lembro do que estava a fazer mas também não interessa ao caso. Sei que passei os olhos pelo ecrã da televisão e li uma frase que me marcou: "É só uma recordação e a recordação já não pode magoar". A recordação de uma queda não me pode magoar, não me pode voltar a deixar nódoas negras, arranhões, não me pode fazer sangrar. Mas há muitas formas de magoar. E de fazer sentir dor. Há recordações que por assomarem ao longe, fazem com que o ar se torne tão pesado que não chega ao fundo dos pulmões. Essas, podem magoar. Magoam muito. Magoam sempre. E essas, ficam escondidas algures, sem ver a luz da memória. Pertencem a caminhos sinuosos da mente, os quais não se voltam a percorrer. Essas, são as inesquecíveis.
Diz que é Março, quem vem aí o sol e a Primavera e re-béu-béu pardais ao ninho e já está tudo em "mood" (fino que dói, dizer "estou em mood... !" vou começar a dizer "olhe, hoje estou em mood tau, 'tá a ver?) cores, roupa leve, dias grandes (?) e coisas afins. Mas o pior de tudo é que já é Março e a epidemia do ai-córrore-que-tenho-de-ter-um-corpo-de-verão-este-ano começa. É matemático. Aliás, basta um dia com temperatura acima dos 16ºC e começa a espalhar-se. Eu fico sempre muito confusa. Também sou burra, é verdade, mas eu explico a minha confusão: é que eu cá tenho roupa de inverno e de verão, roupa que nem sei porque comprei e outra que nem é peixe nem é carne. Agora corpo, é pá, corpo só tenho um e tem de dar para as 4 estações. I'll never be royal... e eu ra-la-dí-ssi-ma com isso. Pfff.