28 fevereiro 2013

Constatação rápida...

'Mha rica filha demonstra ter o instinto maternal que sua Mãe, eu, possuía até ao dia em que lhe puseram a sua cria nos braços: próximo do nulo. Está, claramente, presente na maneira como "carinhosamente" segura a sua Fanny pela perna e a arrasta casa fora... Riqueza boa de sua Mãe!

Desde cedo...

... Francisca aprende o significado de carregar os Amigos às costas! Ou ao colo. 
Como deve(ria) de ser! 

27 fevereiro 2013

Óscares em versão retardada...

Não vi a coisa, estava ocupada noutros filmes. Vi os vestidos "blogo" fora e em sites da especialidade (leia-se: sites de cusquice). Como sempre, houve bonito, feio, sinistro, I die for e semelhantes. O que eu retive dos Óscares: Skyfall & Adele. Enquanto artista nunca foi das que andavam a passear-se nas minhas Playlists a toda a hora. Tem uma voz bonita, mas o último álbum chega a dar-me vergonha alheia por quem lhe partiu o coração (entretanto recomposto). Adiante. Acho-a uma mulher bonita, verdadeiramente bonita. Tem uma cara que considero lindíssima e adoro o facto de viver bem com o seu corpo, sem ceder a pressões de ditaduras de magrezas e estereótipos anorécticos (chega disso, digo eu...). Vale o que vale pelo que faz, não por ficar bem em leather pants. Desde que me lembro de ser gente, tenho um fascínio absurdo por tudo o que envolve o Universo Bond. Os carros, as engenhocas, as Bond Girls, o sarcasmo do James, o seu ar de Bad Boy e claro, as músicas. Conheço-as a todas, gosto de todas, umas mais, outras menos, naturalmente. A Skyfall, entrou para o #2 desta "playlist" automaticamente mal a ouvi a primeira vez (Nobody does it better mantém o #1). É perfeita, a Skyfall: tem o agridoce do mundo Bond, tem o score disfarçadamente lá pelo meio, tem mistério, tem envolvência e tem uma capacidade brutal de me mexer cá dentro e de me por a cantar (mal). E tem a voz da Adele, que apesar de achar que "nos 19" estava melhor que nos "21", em termos de letras e de enxovalhamento público, considero muito, muito, muito, bonita. Portanto, retive que a Skyfall ganhou um Óscar. O resto? Óh gente, o resto são trapos... Let the Skyfall !
P.S- o corrector automático diz-me que em vez "Óscares" deveria estar escritos Iscares... Está certo!

Nos entretantos...

Andei de DVD em DVD à caça da minha Marie AntoinetteNão a achei, diz que não mora cá em casa. Pena porque gosto imenso deste filme. Da cor, da vida, da estória, da História, do guarda-roupa e assim por diante. E sapatos, pois que sim, tinha sapatos para todos os gostos. O facto de ter acabado guilhotinada são pormenores aqui no meu caso. Maneiras que, não havendo DVD, arranjou-se a OST que muito me encanta também. Esta, por exemplo, anda por lá. E eu adoro-a... 
(...) 
Many miles from where I'm sleeping 
You share laughter in the evening 
As do I, in the great divine 
(...)
(e nisto, a minha criança dorme, drogadíssima do Aerius, pobre nem os olhos abre quase, eu tusso de gatas que de outra forma já não dá, enquanto estou na indecisão se sai pleura, se sai rim... A ver vamos...) 

Take me out!

Tenho ali bastantes maçãs que devia usar. Vão-se estragar e é uma pena deixar estragar o que quer que seja, quanto mais comida. Estou a pensar em Apple Crumble... Isto, de certo, é a febre que me impede de "sinapsar" correctamente ou efeito secundário de algum drunfe. Eu não faço Apple Crumble porque sim (mas como porque sim). Eu não penso na receita x e ai que vai ficar bom. Eu tenho de ficar boa... e sair de casa!!! E bem depressinha! 

26 fevereiro 2013

It's all about confort food...

Vamos ambas ficar boas, é apenas uma questão de tempo, nada de grave que medicação, sopas e descanso (o possível) resolvam. Obrigada a quem se preocupou e acarinhou "desse lado". Um grande beijinho!!! E no meio disto tudo, descobri (-mos) que tenho (temos) uma nova rede, tão válida como a anterior. Ninguém cai com rede, muito menos eu. E enquanto recupero, abuso da confort food. Porque me sabe muito bem!

25 fevereiro 2013

E assim, sem airbags, um choque com a realidade...

A Francisca adoeceu Sexta. Picos de febre elevada, tosse, vómitos. Sábado, urgência. Amigdalite vírica e adenóides novamente muito congestionadas. Sábado à noite, a dor de cabeça começou. Não liguei, não tenho tempo para frescuras de dores de cabeça. Domingo, a febre e a certeza que sim, que no meu tempo, teria de arranjar tempo para adoecer. Mas uma Mãe não se pode dar a esses luxos, especialmente se tiver a cria doente e se encontrar desterrada (e temporariamente sozinha). É aí, sem aviso, que se bate de frente com a realidade. É aí que percebo, finalmente e sem margem a dúvidas, que toda a minha rede, tão bem cimentada ao longo dos anos, não existe mais para me amparar. Não há Pais perto. Não há os Amigos de sempre, aqueles que sabiam o que trazer e o que fazer, perto. Não há D. Fátima. Não há os Tios queridos, sempre disponíveis. Não há o ficar na cama, dormir, curar, comer e beber, descansar. Agora, eu sou a Mãe. Eu tenho de cuidar, mimar, ajudar em primeiro lugar. Agora, há o juntar as peças todas, uma cabeça em dor agoniante, o corpo quente, o ouvido que incomoda, as costelas que doem da tosse, um rim que me relembra que sim, que é só uma questão de tempo, e cerrar os dentes. Sair da cama. Mudar fraldas. Alimentar. Tentar entreter. E esquecer a dor física. Não vou morrer por isto... Nem pelo que quer que seja que acredito ter sido a piquena a (carinhosamente) me dar, nem por um rim que me relembra heranças de família. Antes pelo contrário. Renasço. Renasço, ao saber que agora, aqui, alguém me recebeu de braços abertos, com um carinho indescritível. Sem perguntas, sem reclamações, sem exigências. Que, automaticamente, ao saber o que se passava, tratou de criar uma rede para me amparar, agora, em que preciso. Em que o corpo me falha. E renasço, ao saber a sorte que tenho de pessoas assim se cruzarem na minha vida. Em que acolherão a minha filha. Para poder cuidar de mim. E depois, cuidar dela. 

24 fevereiro 2013

Macaca?

Francisca , como faz o macaquinho? 
-(muito séria) Mamã! Uuuhhh-uuhhh-aaaah. 
Questão: o Mamã na resposta deve-se, apenas, a querer situar para quem responderia... Certo?

23 fevereiro 2013

Lei de Murphy pela boca da minha Avó...

... Se mal de burro, pior de arado ... 

Para se um dia me esquecer...

Gosto de ter tempo para mim. De me arranjar. De experimentar sapatos. De arranjar as mãos. De cores profundas nas unhas. De ver o cabelo solto e rebelde. De calçar saltos altos com jeans gastas. De usar óculos de sol mesmo em dias de céu nublado, porque a luz faz-me chorar os olhos. Gosto de ser assim. Se calhar, sou diferente de ninguém. Não me importa. Fica aqui, para se um dia me esquecer. Gosto de ser assim. E ainda mais de ser Mulher...

22 fevereiro 2013

Vale a pena pensar nisto...


Roubadíssimo, descaradamente, à minha querida M.P, daqui!

FALTA ESPAÇO PARA O SONHO



"As crianças portuguesas não são diferentes das crianças do resto do Mundo. Se excluirmos situações específicas e graves que têm a ver com a fome, a doença, a guerra, os maus tratos em geral, um dos grandes problemas da criança dos países mais avançados é a solidão.
Solidão é aqui tomada como um estado de “abandono” relativo. Levantar às seis da manhã. Lavar. Vestir. Alimentar. Transportar para o infantário. Deitar. Levantar. Comer. Deitar. Comer. Transportar para casa. Comer. Deitar. E tudo isto em situação de stress e de enorme fadiga dos pais e das crianças. Solidão como inexistência de tempo e de disponibilidade para o diálogo, a ternura e o jogo. A criança está tanto mais só quanto os seres humanos vão estando. Solidão e falta de espaço para o sonho.
Hoje, as crianças são “obrigadas” a crescer depressa. Falta-lhes tempo para “inventar”, para aprender fazendo “tolices “. Muito cedo a criança precisa de ter “sucesso” de ser a melhor. Não a melhor a brincar e a criar, mas a melhor na creche, no infantário, na escola. A mais bem-comportada. A que tem melhores notas! Classifica-se a criança pela sua capacidade de ser “igual” aos adultos e não pela sua capacidade de ser só (!) criança.
Muito cedo o adulto força a naturalidade da criança transformando-a num ser automatizado, intolerante, egoísta. Felizmente que nem sempre consegue.
É talvez nas classes média e média alta que a exigência dos Pais se poderá quase tornar numa forma de violência. As razões parecem simples. Nos extremos e por razões inversas, as crianças ou sobrevivem à custa da sua própria imaginação ou vivem com meios que talvez lhes garantam alguma liberdade. Na classe média o objectivo a atingir é sair dela. Aqui a criança corre ainda mais o risco de ser “robotizada”. Tem de ser “alguém” na vida. Desde muito cedo é “educada” para ser igual e se possível melhor que as classes altas. E sobretudo a este nível social que se tornou frequente ouvir “pelos nossos filhos fazemos todos os sacrifícios”. E fazem mesmo. Sacrificando-se e por vezes sacrificando as crianças. Não lhes deixando espaço para se exprimirem naturalmente e condicionando-as em função de um ou dois objectivos. A competição a qualquer preço e o sucesso social sem olhar a meios.
Claro que é bom ter sucesso. O processo para o atingir é que não se obtém num livro de receitas. Vai-se lá chegando com ternura e bom senso e sem nunca esquecer que as crianças, cada uma à sua maneira, necessitam de espaços de liberdade.
Pais. Tudo isto parece ser um pouco pessimista. Mas não desanimem. Nada na vida é uma fatalidade. Muitas vezes pequenas mudanças na rotina do dia-a-dia fazem a diferença. Vocês vão ser capazes! São capazes! Seguramente que vão poder encontrar um bocadinho do vosso tempo para dar mimo. Um carinho! Vai ser bom. Vá lá! Basta uma festinha e um colinho. Basta um gesto pequenino para nunca ninguém se sentir sozinho."

Professor Dr. Octávio Cunha

Mais uma voltinha...

... mais o Ben & Bruff e uns quantos relembranços das Queimas em versão lacticínios e não há carga etílica a anestesiar o efeito da coisa em mim. Qualquer dia, arranjo um avental de plástico e sopeiro-me de vez, com vontadinha (not in a million years). Ah, o maravilhoso mundo das Maleitas Infantis...