E-mails. Em catadupa. Uma diz, as outras gozam, outra acrescenta o esfola e todas deitam lenha na fogueira. E-mails com vários endereços. Todas diferentes entre elas. Sushi vai na vassoura, queremos todas contentinhas. A lembrança do Indiano e dessa noite do Demo, é que foi a comida que caiu mal a uma, as outras ampararam a gastro alcoólica. E ainda dá estória na história da gente. E-mails. Muitos. E pão com chouriço na barraca? Pergunta à Mãe de família que ela deve saber tirar nódoas de caril. Estás doida, isso estraga as unhas! Google it. E-mails que me fazem rir no meio da rua ou onde os leio, onde posso. E-mails. E de repente, tenho outra vez vinte e muito poucos e o que eu quero é Saturday Night Fever.
05 fevereiro 2013
Coisas para lá de muito boas...
Eu, a duas...
Fui programada para ver tudo preto no branco. 1+1 são dois. Fui programada para não ver os resultados à luz das emoções mas da frieza do 1+1 serem dois. Fui programada para que apenas as diferenças estatiscamente significativas sejam tomadas em conta. Mas fui também programada para dançar e viver com cor de acordes. Por isso, coisas estranhas sucedem-se. Como entre um ficheiro e outro, sério, sisudo, branco e preto, sentir que o meu corpo me desobedece e vai, sem eu lhe dar ordem para, mesmo sentada. E fico na dúvida se eu sou duas, se há duas em mim ou se afinal toda eu sou assim, um conjunto díspar alternando entre os erros de programação humana...
Bom dia, bom dia...
Cheira a café. E a pão fresco, acabadinho de cozer. Cheira muito a café e eu, deixo-me levar no cheiro que lentamente, docemente, me arranca dos sonhos. Cheira a bebé, cheira a creme de bebé e a birrinha de bebé. Cheira a sorrisos envergonhados, sorrisos rasgados e a gargalhadas e a turrinhas Tuc. Cheira a mimo. Cheira a Light Blue acabado de por. Cheira ao meu creme, fresco, suave, quase imperceptível.. Cheira a mais um dia em que estou por cá. E é bom, é muito bom... Bom dia!
04 fevereiro 2013
Tudo se arranja...
... até maneira de eu deixar de reclamar contra as rádios que me entram bólide adentro.
(e sim, o meu micro é um poço de migalhas e migalhinhas e brinquedos e o que mais vier...Voluntários para aspirar? Bem me parecia... )
Dear Monday...
... soma de Domingo e subtracção de Terça. Três vezes nove vinte e sete, noves fora nada e e eu tenho é um sono que benzá Dios menina. Alguém me faça o milagre da multiplicação do café, p'lo amor da Santa!!!
03 fevereiro 2013
Noites longas on Sunday mornings...
Durmo, cada vez mais, menos. Nunca fui de me deitar cedo, sempre fui uma noctívaga por excelência. Desde que me lembro (e me deixavam, claro) que a cama me sentia madrugada dentro já. Hoje em dia, o mesmo acontece. Mas cada vez, durmo menos. Agora, a manhã começa cedo, com um "Mamãaaaa" do outro lado do corredor e uns braços esticados, pedindo o conforto do meu colo e do meu abraço. Poderia dizer que fico a vaguear na net, que vejo filmes, séries, que vegeto no sofá. Mas a verdade, é que depois de a Francisca deslizar para o mundo dos sonhos, o computador é o meu companheiro de longas horas. Trabalho com dedicação. Trabalho porque tenho responsabilidades e nunca, até hoje, falhei nelas. Trabalho porque, apesar de isto não ser um mar de rosas e muitas vezes, me sugar as energias, gosto muito do que escolhi fazer, enfrentando os narizes torcidos e reprovadores da família. Trabalho porque não quero desiludir quem me estende a mão e confia nas minhas capacidades. Nunca nada me caiu no colo. Tudo o que consegui, foi fruto de esforço, de luta, de dedicação. De procurar, de tentar, de falhar cada vez melhor. Nunca usei o trunfo do factor C. Não critico ou aponto dedos a quem o faça, são opções tão válidas como as minhas. Mas nunca, apesar de o ter à distância de um pedido, o usei. Sabe-me bem conquistar as coisas a pulso. Sentir que são o resultado do meu esforço, que me saem da pele. Dias há em que as olheiras ocupam quase todo o meu rosto. Mas não me importo. Um dia, espero, a Francisca olhará para a Mãe e para além de tudo o mais, conseguirá sentir orgulho na Mulher que a Mãe é.
02 fevereiro 2013
Definição de novas tecnologias...
... as in Aipadis & Aiphonis à lá "campo": Vidros. "Vocêmeces andam sempre aí c'ós vidros..."
É isso aí, sem tirar nem por.
Ração, Mofli e olhares que matavam se pudessem...
A Mofli está, desde há uma semana, mais coisa menos coisa, na sua crash diet "ou-comes- ração-ou-ração-comes", depois do episódio de doença e de me terem sido puxadas as orelhas (bem puxadas, mea culpa) devido ao cardápio animal. Maneiras que até à data, a coisa correu da seguinte forma: a princípios, o prato cheio de comida, a promessa que a bicha não me morria esfaimada e a bicha sentada ao lado do manjar a pensar que eu tinha enlouquecido, com uns olhos tristes como a noite. Troca de ração a ver se lhe abria os apetites, uma mais enfarta burros que a bicha é escanzelada. O prato cheio de comida, a promessa que a bicha não me morria esfaimada e a bicha sentada ao lado do manjar a pensar que eu tinha enlouquecido, mas agora com um olhar que, traduzido em linguagem de gente, se assemelhava a um "és uma cabra insensível, óh pra mim aqui cheia de fome". Tive dias em que temia chegar a casa e descobrir que Mofli, com a sua mandíbula poderosa, tivesse devorado a Chica, gata farta de refêgos. Mas não. Aos poucos, lá começou a comer o que lhe calhava no prato. Não muito convencida, mas come. E eu admito que é um alívio não ter de chegar a casa todo o santo dia, e para além da sopeirice habitual, ainda ter de confeccionar manjares caninos. Win win!
01 fevereiro 2013
Coisas que gosto e não me levam à falência...
Gosto de camisas. De riscas ou lisas. Não gosto de camisas com flores em mim. Mas podem ter riscas de várias cores, não me importo. Gosto de camisas cintadas mas gosto mais, muito mais das "boyfriend ones", aquelas que parece que foram roubadas das costas de uma cadeira, entre "correrias e pressas".
Ah, Sexta-feira...
... de uma semana dividida entre cá e lá e no fundo, lado nenhum. Entre o que me é familiar e o que (ainda???) não me diz nada. Entre ruas que conheço de olhos fechados e ruas de uma cidade que não me quer. Coisa estranha de se dizer, que uma cidade não quer alguém... Até pode ser, who cares anyway? Faço coisas parvas, como ir por um caminho diferente de manhã, depois de deixar a Francisca na Escola. Talvez porque ache que eu também tenho de fazer a minha parte, também tenho de dar algo de mim ao sítio onde estou, também tenho de dar o benefício da dúvida e do desconhecido e por isso, querer saber, conhecer, perceber. Mas a sensação é sempre a mesma. Perco-me em ruas de sentidos únicos, ruas estreitas de calçada e demoro-me nestas andanças, enquanto a melodia vai saltando de rádio em rádio. E mesmo assim, mesmo fora de rota muitas vezes e sentindo que não, que esta cidade não me quer no seu ADN, fico. É que dê por onde der, o rio corre sempre para o mar. Sempre. Seja aqui, seja onde for. Por isso, venham daí mais dias em que me perco, dias em que já não sei muito bem onde o Norte fica, dias em que todas as rádios que sintonizo me fazem carregar no botão de forward. Dias em que me perco na minha cabeça em pensamentos soltos. Porque sei, indubitavelmente, que me encontrarei de novo. Uma e outra vez.
Bom fim-de-semana!
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