05 dezembro 2012

Dos dias que começam..

Tem dias em que acordo e toda eu sou "só" um coração transbordante. Tem dias em que acordo vazia. Tem dias em que acordo sem perceber muito bem o que quer que seja. Tem dias em que acordo e em que me sinto uma folha branca, sem tintas, safanões, amarrotanços. Uma folha limpa, com vontade de deixar que o dia escreva em mim, a tinta   permanente. E depois, acho que há músicas que fazem todo o sentido em dias assim, em que me sinto um Retrato a Branco e Preto...

04 dezembro 2012

E a prova?

Desde piquena que sabia que tinha sangue azul, mesmo que de cada vez que me esfolava toda de patins ou bicicleta ele jorrasse vermelho. Não tinha reino, nem vassalos, nem aias mas era moça de linhagem pónei porque eu cá dizia que assim o era. E ai de quem venha e diga o contrário, que a tiara, essa ninguém ma leva. Ontem, reuni mais uma prova para terminar este raciocínio lógico-matemático da treta. Expondo o caso: a Leti Cabide passou duas gravidezes com o ar "someone take me out of my misery". A Kate Overblush diz que foi bater com o esqueleto no hospital, tal era o agonianço matinal que o estado de graça lhe provocou. Maneiras que eu digo que a criancinha deve estar na parte de desenvolver as orelhas, o que requer algum esforço naquela família ou não fosse a genética lixada. Mas pronto, que seja o primeiro do rancho que pretendem ter e saúdinha para todos. 
Noves fora nada: eu dei para o peditório das grávidas com as enfermidades do 1-3%. E então, sou Princesa ou não sou? E a prova? Faz-se já aqui ao lado! 

O silêncio...

Há quem defenda que o silêncio entre dois é uma pedra. Senta-se ali entre aquelas duas pessoas, bloqueando-lhes a passagem, o chegarem ao outro. Que se torna verdadeiramente incómodo. Eu? Discordo. Os meus silêncios, os silêncios dele, são bons. E muitas vezes, é nesses silêncios que dizemos tanto. Sem palavras. 

...


03 dezembro 2012

OST...

Todas as vidas têm uma banda sonora. Original, única, com marcas, nuances e pormenores sublimes que só o actor do filme (leia-se, vida) é capaz de identificar, entre o desenho rebuscado de uma clave no inicio de uma qualquer pauta e um acorde.
Ontem, quando conduzia de volta a casa, por entre ruas desertas e frias, trazia como companhia o Oceano Pacífico (não, não vou falar da voz do João Chaves porque o senhor tem idade para ser meu Avô e há que manter o respeito. Mas a voz dele... bem, adiante). Dizia eu que vinha acompanhada pela rádio, quando começou a dar uma daquelas músicas (que hoje em dia me dão acessos de pânico e espasmos de horror). Mas, essa mesma música, em tempos idos, a long long time ago, fazia parte integrante do reportório das festas de garagem. Aquele tipo de festas que eram "apenas" uma desculpa para se dar uns beijos, uns amassos e perceber se a paixão era, ou não, correspondida (ainda se faz disso hoje em dia ou vai tudo 'pá disco abanar o corpo freneticamente?). Esperava-se pelo "inocente" convite para dançar. Ou roubava-se o par que se queria, batendo no ombro e dizendo "toma lá a vassoura, baza". Depois, dançava-se um "slow", como só quem os dançou sabe. Por vezes, com a cabeça encostada no ombro do par, a rezar para que o outro não ouvisse o bater descompassado do coração, com medo de cair no ridículo. Sussurrava-se a letra, baixinho, na esperança que percebessem que afinal, aquelas palavras eram tudo o que se queria dizer e não se ousava, porque não se podia. Sussurrava-se a letra, baixinho, porque aquelas palavras, afinal, eram "nossas". Dancei aquela música muitas, muitas, muitas vezes. Faz parte da OST da minha vida. Assim como a música, faz parte de mim. Não toda, mas apenas a que deixo em mim viver. 

Mêhóme, o rei da sensibilidade ( e bom senso)...

Eu: 
- Escolhe aí qualquer coisa para levar ao miúdo. Esteve internado uma semana, vou visitá-lo e levo um miminho, que sabe sempre bem! Um "gormite" ou coisas dessas, assim  meio estranhas. 
Ele: 
-  Tive um ideia melhor! E que tal um heli do INEM? Já viste que giro?!? 
Sou só eu que acho que há muita coisa errada nesta última frase? Humor negro, quiçá... mas talvez só na minha cabeça. Adiante... 

'Tá a acordar (aos berros...)

See the devil on the doorstep now (my oh my) 
Telling everybody oh just how to live their lives 
Sliding down the information highway 
Buying in just like a bunch of fools 
Time is ticking and we can't go back (my oh my) 
What about the world today 
What about the place that we call home 
We’ve never been so many 
And we've never been so alone

Dear Monday...

Há dias em que acordo bem. Mentira, não há nada, mas pronto... E claro que tal milagre muito menos se opera às Segundas, esse bicho horribillis que me aparece todas as semanas. Mesmo que já lhe tenha dito vezes sem conta para se atirar aos cães... 
Mas se o que não tem remédio, remediado está... Olha, 'simbora e aguenta-te à bronca... 

02 dezembro 2012

E era tudo muito bom... (ou o tempo que também é dos outros...)

Time is precious, use it wisely!

A Rainha vai nua?

Vesti uma camisola à Mofli, assim como assim, parecia-me que andava atrecida com o frio.  E a bicha é feshione ómessa. Maneiras que do tempo, poneisice e ideias jumentas de cada um, sabe cada qual. 
Mas acho que há um certo tipo de bullying por estes dias nos aposentos reais. Os bilontras agora olham para Sua Alteza Canídea Mofli, a mai' velha, de maneira ainda mais estranha, perguntando-se o que é que aquele monte de pelo prateado e rabito a dar a dar, que insiste em cobri-los de beijos, traz no lombo. Juro que quase vi o Chico e rebolar de riso quando a viu do alto do seu poncho. E tenho quasi a certeza absoluta que já é uma private joke entre eles... 

01 dezembro 2012

Is it a dream?

"That many dreams within dreams is too unstable!"

Levantem o rabo e ide às compras, IDE!

E não me venham dizer que ah e tal que não dá jeito, que a merdice da árvore e o pendurar bolas e os Pais Natal kitcsh na varanda que é 1 de Dezembro e ai as tradições e mimimimimi. Olha, também podem ir no 2, o que melhor convier às vossas agendas. 
Ou que não podem dar nada, porque a crise e o Passos e o fala-devagar-e-rouba-depressa e mimimimimi. Um litro de leite, uma lata de atum, um kilo de esparguete, o que melhor assentar nos vossos gostos gastronómicos e for compatível com a vossa carteira, vão com toda a certeza fazer a diferença à fome de alguém. 
Agora IDE, IDE às compras. E vamos mais uma vez demonstrar que somos um povo generoso, pode ser? 
IDE, gente, IDE!!! Alimentem esta ideia!!!