15 novembro 2012

(sem título porque não me apeteceu)


(imagens: Lusa)
Se há coisa que me f@de verdadeiramente, é a estupidez humana. Em todas as suas formas. Especialmente a de quem se aproveita de direitos adquiridos para dar azo ao puro vandalismo non-sense... 

Sim, (também) eu já fui adolescente...

... e vi O.C até à náusea. Descobri umas quantas músicas às custas do Ryan e da Marissa e de amores e desamores e outros assuntos melados, que mantenho nas minhas playlists. Porque gosto. E porque guardo em mim qualquer coisa desses anos. Só não sei o quê...  
Como esta. Agridoce. 
I need some meaning I can memorize 
The kind I have always seems to slip my mind 
But you but you  
You write such pretty words 
But life's no story book  
Love's an excuse to get hurt  
And to hurt 
 "Do you like to hurt?"  
"I do! I do!" 
"Then hurt me." 

Olha, outro post não fofinho...

Povo do burgo (e/ou arredores), escutai uma piquena coisa fófinha: 
Eu juro que percebo que o conceito de engarrafamento e demorar uma hora a fazer uns miseráveis 6km é-vos coisa estranha, assim tipo eu andar de Louboutins rua acima, rua abaixo, só porque sim. Eu percebo que andeis todo cheios de pressa e que é tudo muita emoção junta pela manhã. Mas juro também que da próxima vez que me buzinarem  como alarves maníacos porque a merda do semáforo mudou há 2 segundos e "olhe, sei lá, assim de repente não gosto de deixar o carro engatado, cansa-me a perna e estraga-me o sapato òmessa, por isso quando fica verde boto primeira na manete", deixo que o conhecimento linguístico adquirido nas horas intermináveis passadas no trânsito venham ao de cima e vejam a luz do dia. 
Arre, que vício! Ide, ide buzinar para o raio que vos parta... 

De manhãs bipolares e noites sonhadas...

Dormir mais. Viver mais. Pensar menos. Agradecer mais. Chorar mais. Confiar mais. Perguntar menos. Adivinhar mais. Sentir mais. Ser mais fria. Ser mais calma. Ser tão mais doce. Ser mais capaz. Ver nascer o sol. Deixar que seja o instinto a falar de coração na boca. Ser racional. Ouvir mais. Falar menos. Sorrir mais. Praguejar menos. 
E algures, no meio destes retalhos todos cosidos com as linhas que eu, e só eu, conheço, ando eu

14 novembro 2012

Ai Caetano...

... assim você me mata de doçura! 
Como uma onda no mar 

Como não ser levada a sério... (ou as aventuras da vida doméstica)...

 
-Decida que qualquer hora é boa para estender roupa. Nem que seja meia noite. Por muito que olhe para a desgraçada da roupa, de certeza que ela não se vai levantar e estender sozinha. Uma chatice, é o que é. E diz que no dia seguinte vai estar de sol, não será necessário usar máquina de secar. O chenês da EDP não leva a melhor...
- Pondere se vai estender a roupa dentro da varanda ou quer ser mais pop e estender na corda da varanda. A hora e o sono determinam que o faça na corda, que fica por cima da respectiva corda que pertence ao vizinho de baixo.; 
- Estenda a roupa toda. Não discrimine o que é underwear do que não é. Siga para bingo, que está frio... ; 
- Deixe o seu lado de dona casa à solta, o que se traduz em disabled para a coisa. Enquanto estica daqui e dali, distraía-se um segundo; 
- Olhe para baixo em pânico...; 
- Os seus piores receios confirmam-se:  a sua lingerie pónei acabou pendurada. Mas na varanda do vizinho. Que por acaso, é colega de sêhóme
- Encha-se de coragem e vá bater à porta... Tente não se desmanchar a rir com a cara do pobre incauto quando lhe pedir de volta o que lhe pertence. 

Bom dia, sunshine!

Um médico saberá o porquê de um "simples" choque restaurar o bater de um coração, quais os Joules que deverá descarregar, qual a concentração por unidade de kg de epinefrina a administrar, para segurar nas suas mãos o ténue fio da vida. Um piloto aviador saberá as leis da física e astrofísica que determinam o grau de inclinação dos flaps ou das pás, para que o impossível aconteça e ganhe sustentação. Um engenheiro químico saberá explicar que não há magia nenhuma entre misturar ácido e base forte, apenas acção-reacção, dadores de electrões. Que mentos e coca-cola são equações simples de escrever para um resultado final. Mas enquanto posso, deixo-me cegar pela magia dos (nossos) detalhes. Ouço o silêncio da manhã, da casa ainda adormecida. 
E nesses instantes, pouco me importam as leis da química, da física, da biologia e que o sol que me aquece seja fruto de uma série de explosões. Tanta regra, tanta lei... Tanta maneira de complicar o que é simples. Bom dia! 

13 novembro 2012