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02 fevereiro 2012

Das músicas que me aquecem o coração XXXIV...


Beth I hear you calling
But I can't come home right now
Me and the boys are playing
And we just can't find the sound

Just a few more hours
And I'll be right home to you
I think I hear them calling
Oh Beth what can I do
Beth what can I do
(...)


01 fevereiro 2012

Do fundo dos meus pensamentos...

Para lá da emoção dos voos pelos céus, da adrenalina da aventura, do charme das fardas, existe uma realidade que não se vê. 
Para lá das alegrias, das camaradagens, dos "por-do-sol" e de tudo o mais, fica o resto. Ficamos nós, fica a família. Não quero com isto dizer que a família fique em segundo plano ou que não seja prioritária, mas a verdade é que é a ela que são sempre pedidos sacrifícios. "São só mais umas horas hoje"... "É só uma missão que rouba um fim de semana..."... 
Nem sempre é fácil, nem tudo são rosas, nem tudo é glamour. Não há cá grandes nem pequenos luxos ou vidas desafogadíssimas. Há muita solidão. Muito silêncio. Muitas horas passadas sozinha, muitas horas a olhar para o telemóvel à espera de saber que estás em terra firme e que correu tudo bem
Há muita solidão em mim. Justificada ou não, . Porque não há nada que chegue ao conforto do teu abraço quando ouço a Francisca chorar. Ou quando o dia não correu tão bem como eu pensava que ia correr. Ou quando isto ou quando aquilo...
Quando se pensa no futuro, os planos são feitos a curto prazo, nunca a longo. Porque numa semana tudo pode mudar, sem avisos prévios.
Mas, um dia, havemos de saber onde vai ser a nossa casa. Aquela que sonhamos a dois para nós. Um dia, havemos de saber onde ela será. 
Por agora, faço planos para Sexta feira. Esquece, até esses já alteramos, que afinal não podes vir à hora que seria suposto...
E o telemóvel continua mudo... Acho que o meu olhar insistente e inquisidor não o assusta para que o som de mensagem recebida soe mais rapidamente... 
Imagem retirada daqui... 

29 janeiro 2012

Dos Domingos à noite...

É, de novo, Doningo à noite. Sem ti, sem o teu calor, sem o teu cheiro. 
São assim os nossos Domingos à noite. Enquanto nós nos despedimos no frio da noite de Janeiro, de certo que há imensos casais felizes a ver um programa qualquer na TV, com uma manta a aconchegar, sem saberem nem imaginarem quão momentos assim são preciosos. Sonho com eles para nós, porque ensinaste-me que enquanto me agarrar a este e muitos outros sonhos vou sempre aguentar mais uma semana. 
Mas hoje não é um Domingo à noite normal. A Francisca continua doente... O meu coração está pequeno, triste, mirrado. De cada vez que ela tem um ataque de tosse, sustenho a respiração. Sinto-me impotente para a ajudar, para a fazer sentir melhor. Sinto-me a pior Mãe à face da Terra, não sei o que fazer e tenho momentos de pânico. Desespero porque a minha Ternura pouco come. Sei que será mais uma noite de pouco descanso, sempre com medo, sempre alerta, sempre sobressaltada ao mais pequeno som. Anseio pela consulta com a Pediatra amanhã, na esperança que ela tenha qualquer  truque na manga que a ajude a melhorar rápido.
Por isso, hoje é um Domingo à noite ainda mais doloroso que todos os outros... Tu tiveste de ir embora e a Francisca está doente. 
Odeio Domingos à noite...  
Imagem retirada daqui... 

22 janeiro 2012

Pontualmente...

Pontualmente, anunciaram que na linha 1, segunda plataforma, iria entrar o Alfa Pendular nº não sei quê proveniente de Braga com destino a Lisboa-Santa Apolónia. Pontualmente, o comboio parou e a porta da tua carruagem abriu. Tu entraste. Tivemos ainda tempo para um abraço apertado e um beijo, entre as minhas lágrimas que te molhavam o casaco... Sopraste-me um beijo e procuraste o teu lugar, enquanto te seguia do lado de fora... 
Dizem que com o tempo tudo se torna mais fácil... Que Sexta feira chega rápido e mimimimimi.. Não é verdade. Sei-o, sinto-o todas as semanas com a mesma intensidade da primeira vez, volvidos já tantos anos...
E a minha (nossa) vida vai continuando. Porque o tempo não pára e não se consegue congelar e fazer parar o tempo naquela sesta a 3 enquanto o sol se põe do lado de fora da janela. A minha (nossa) vida continua, mas em modo quase suspenso até Sexta-feira. 
Pontualmente, a porta da tua carruagem fechou-se e num ápice o comboio começou, primeiro lentamente e depois cada vez mais rápido, a deslizar... Fiquei a vê-lo desaparecer até ser um ponto de luz bem ao fundo da linha e por fim, desaparecer do meu campo de visão. Fiquei ali, com lágrimas gordas e teimosas a molharem-me a cara, no frio da noite. 
Parte de mim, partiu também no Alfa Pendular nº não sei o quê proveniente de Braga e com destino a Santa Apolónia, com paragens em Aveiro, Coimbra B e Lisboa-Oriente. Parte de mim, partiu, pontualmente, deixando-me mais só e como que em suspenso na bruma fria da noite... 
Pontualmente (assim o desejo), Sexta-feira, ouvirei dizer que vai dar entrada na linha nº1, primeira plataforma, o comboio Alfa Pendular nº não sei quê proveniente de Lisboa-Santa Apolónia com destino a Braga... Pontualmente, Sexta-feira voltarei a sentir-me completa, porque os teus braços vão de novo envolver-me...
Tenho saudades tuas... 
Imagem retirada daqui... 

16 janeiro 2012

Das músicas que me aquecem o coração XXX e das prendas de Aniversário...

Coldplay, Maio. Vou, contigo. Vou, at last,  poder ver ao vivo esta banda de que tanto gosto
Vamos sonhar, juntos, com um Paradise.  
Um Paradise onde as lágrimas não corram como agora pela cara abaixo. É Domingo à noite. Tiveste de ir embora. Fiquei a ver o carro descer a rua, enquanto a chuva caía e me fazia sentir ainda mais que tudo era real, que não era nenhum sonho mau. E as luzes do carro desapareceram na curva... Voltei para dentro, molhada, para perto do berço da nossa filha e agarrei-me à tua camisola para sentir o teu cheiro....
Sei que um Paradise espera por nós, onde não existem Domingos à noite banhados por lágrimas e abraços fortes de "Até já"...
E enquanto esse Paradise não chega, I will try to fix you..because God gave you style and gave you grace and put a smile upon your face...
Tenho saudades tuas, já... Blame it all upon a rush of blood to the head... 
(...)
You said, "I'm gonna buy this place and start a fire" 
Stand here until I fill all your heart's desires 
'Cause I'm gonna buy this place and see it burn 
And do back the things it did to you in return 

You said, "I'm gonna buy a gun and start a war" 
And if you can tell me something worth fighting for
"And I'm gonna buy this place", is what I said 
Blame it upon a rush of blood to the head, up to the head 

Honey, all the movements you're starting to make 
See me crumble and fall on my face 
And I know the mistakes that I've made 
See it all disappear without a trace 
And they call as they beckon you on 
They said start as you mean to go on
(...)
So meet me by the bridge 
Yeah, meet me on the lane 
When am I going to see 
That pretty face again 

Oh, meet me on the road 
Yeah, meet me where I said 
Blame it all upon 
A rush of blood to the head
 P.S- Poderia ser esta música como tantas outras de Coldplay que me aquecem o coração... Mas foi esta que primeiro me veio à cabeça...

11 janeiro 2012

Da insónia...


Deveria dormir mais... Tenho de dormir mais... 
Deveria aproveitar quando ela dorme para dormir também eu um bocadinho mas não consigo
As noites são longas, a ouvir os estalidos da madeira e o som do vento. A manhã chega sem aviso e a rotina recomeça... 
Deveria dormir mais... Sei que isto não vai dar bom resultado. Mas não consigo. 
Too tired to sleep, too sad to think properly... 

10 janeiro 2012

Das encruzilhadas da mente...

Ela brinca e palra. Está feliz a brincar no seu novo ginásio. Dá gritinhos de satisfação quando acerta nos bonecos. Só isso me deixa alegre hoje. A Mofli ressona, vigilante, a seu lado. 
Eu sonho acordada com a esperança de ver o carro subir a rua hoje (sei que isso não vai acontecer, mas não me impede de o desejar com todas as minhas forças). 
Tento "parar" para pensar com toda a pouca racionalidade que me resta sem estar contaminada pelo "bicho papão". 
Continuo sem perceber às quantas ando. 
Voltei a acordar sem saber onde estava. Marrei com a cabeça na esquina da parede. Deve ser para ver se "acordo para a vida" ou algo nessa onda. 
Continuo sem saber onde pertenço, onde é o meu lugar. Não é aqui, não é ali, não é em lado nenhum... 
Como explicar a quem melhor que ninguém no Mundo deveria ser capaz de o saber de antemão que assim não ajuda. Só piora. Mais e mais.
Sozinha no meio de tanta gente, demasiada gente até.  Frase batida, cliché. Whatever... A única pessoa que eu queria neste momento ter aqui, é a única que não pode aqui estar...
Imagen retirada daqui 

09 janeiro 2012

Das músicas que me aquecem o coração XXVII... "Vem-nos à memória uma frase batida"...

"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida..." Não é, mas poderia ser. É "apenas" o primeiro dia desde que a Francisca nasceu em que a distância voltou a ocupar o seu lugar opressivo nas nossas vidas.  
Procurei o teu calor várias vezes esta noite. Em vão, estendi os braços na esperança de encontrar o teu corpo para nele me aninhar. Mas tu não estás aqui, não podes estar. 
A vida real exige que assim o seja. A vida real is-not-all-that-pink. Exige sacrifícios... Teus e meus. Nossos. "É só até Sexta...". Até que Domingo à noite chega e te arranca de novo dos meus (nossos) braços
A vida real exige que volte à Tribo e que tenha de deixar o conforto da nossa casa na esperança que este seja o caminho certo para um amanhã melhor. Se vale a pena? Não sei... Se é doloroso? É dilacerante cada despedida... É como se me arrancassem o coração do peito... Mas não todo de uma vez! Pedacinho por pedacinho, para o sofrimento ser maior ao ponto de me deixar sem fôlego... 
A vida real exige que vás várias semanas para longe de nossa casa, do nosso ninho e que "tenhas de me deixar" na Tribo mais cedo do que o que planeamos. 
Se tudo isto vale a pena? Não sei... 
E no meio das lágrimas e dos até jás, vêm-me à memória as "frases batidas". Que "não custa nada", que "tens de ser forte", "que tens de te aguentar". Por ti e pela tua filha... 
"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"... Não é, mas poderia ser... porque já estava habituada demais a ter-te pertinho de mim, a dormir abraçada a ti todas as noites, a desejar-te bom dia quando saías para trabalhar. Estava habituada demais a estar no sofá contigo a ouvir as longas dissertações da Francisca. Quando acordei, senti que era como que o primeiro dia. Sozinha. Sem ti mas contigo. Não será sempre assim, um dia a distância irá acabar. Um dia teremos a possibilidade de por a mesa para o jantar juntos, de ver um programa estúpido na TV depois de a nossa Filha estar a dormir. Coisas que tanta gente toma por garantidas e que para mim são verdadeiras preciosidades... 
Hoje é o primeiro dia...Não do resto da minha vida, mas o primeiro dia em que procuro em mim a força para continuar com a distância de novo instalada no seu trono.  
"E vem-nos à memória uma frase batida..." 
Tenho saudades tuas...
A principio é simples, anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado, que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que se leva a peito
Bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso, por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida. 

07 dezembro 2011

Das músicas que me aquecem o coração XVIII e do Regresso

Há um ano atrás, andava a sentar-me em cima de malas (mais saltar, para sermos correctos) para que as ditas fechassem, tal era a quantidade de tralha. 
Há um ano atrás, fazia um sorriso muito aberto e simpático a tentar explicar à hospedeira de terra  (que não fazia a mínima ideia onde era Portugal, e que nos perguntou se tínhamos visto para voltarmos ao nosso próprio País (???) ) que tinha estado vários meses fora e que por isso todas as nossas malas (mais a extra que teve de ser comprada) tinham excesso de peso e que não me dava jeito nenhum pagar o balúrdio pelo dito (BS, também tinham porque me desgraçava nas compras sempre que tinha tempo para isso).  
Há um ano atrás, estavam 20ºC negativos, nevava como se não houvesse amanhã, mas foi um dos melhores dias da minha vida. Na mão, o bilhete de volta para a santa terrinha. Tu, eu e a Mofli, enregelados até aos ossos mas felizes da vida (mais a Mofli graças aos drunfes que lhe dei para curtit a viagem, até a língua ficou pendurada fora da boca. Tenho a certeza que a viagem dela foi em executiva tal era a moca).  
Nunca me vou esquecer do dia 7 de Dezembro de 2010 (nem do 8 de Dezembro, em que ficamos presos em Paris por causa da neve e eu não tinha pensos higiénicos...)
Não foi tudo mau. Mas foram tempos de muita solidão, trabalho e saudade. Muitas saudades. De tudo e mais alguma coisa... 
But I'll always have fireworks at lake Michigan... E a maneira como Chicago conquistou o meu coração... Sim, terei sempre essas e muitas outras boas e maravilhosas recordações... (nem que seja o preço dos sapatos que me enchiam as malas...)
Do you think about me now and then?
Cause I'm coming home again
Coming home again
Maybe, do you remember when fireworks at lake Michigan
Oh, now I'm coming home again
Coming home again
Maybe, do you remember when fireworks at lake Michigan
Oh, now I'm coming home again
Maybe we can start again 


24 julho 2011

Das noites de Domingo...

Odeio as noites de Domingo...
Fico a ver o carro a afastar-se, as luzes cada vez mais pequeninas ao fundo da rua. Depois da curva, escuro no horizonte... E o meu mundo cor-de-rosa-pónei fica cinzento e frio...  
Odeio mesmo os Domingos à noite... Quase tanto como odeio Segundas-feiras de manhã... 

12 julho 2011

Fazes-me (nos) falta...

Descobri que há qualquer coisa de "animal" em mim. Sou como os cachorros que ficam à janela sentados, com o olhar triste e perdido, à espera que o dono regresse. 
Também faço algo semelhante. Mas não me sento à janela com os olhos presos no fundo da rua na esperança de te ver chegar (até porque hoje não é Sexta-feira). Fico sentada com os olhos fixos no ecrã do computador, ansiosa pelo momento em que possas finalmente estar aqui...mesmo a km de distância. 
Fazes-me (nos) falta...muita falta.