Apercebi-me que não tenho nenhuma resolução de Ano Novo. Não decidi cuidar mais de mim, nem do meu cabelo, nem da minha casa. Não decidi voltar a correr, nem mudar de carreira ou investir num novo caminho. Não decidi aprender uma nova língua. Não decidi comer decentemente que já nem digo comer melhor. Não decidi viajar, nem fazer um PPR. Não decidi tomar banho de água mais fria nem usar menos saltos altos. Não decidi nada, absolutamente nada. Apenas decidi que me vou limitar a ver o que cada dia destes 12 meses decidiram guardar para mim. Nunca gostei de surpresas (muito menos de festas surpresa, isso é coisa para me deixar tola). Mas o querer planear e saber como vai ser acabou sempre por ser uma grande dor de cabeça e coisa dada a desilusões de apertos no peito e lágrimas. Por isso, que seja o que tiver de ser. Eu cá estarei para fazer as minhas escolhas com as surpresas de 2013. E a pedir, "só"peço tempo. Talvez seja essa a minha resolução... tempo. Saber aproveitar o meu tempo, que por vezes me sobra em horas que escorrem num tic tac infindável e por vezes me foge descompassado. Quero tempo para fazer o que gosto com quem gosto. Quero tempo para viver mais o que muitas vezes abafo e relego para segundo plano. Quero tempo para festejar mais Aniversários. Quero tempo para a ver crescer e lhe dar o Mundo em branco. Quero tempo para ser melhor Mãe. Melhor Amiga. Melhor Mulher. Melhor Esposa. Quero tempo para ver mais filmes com ele. Quero tempo para brincar com os 4 patas x3. Quero tempo para agradecer por tudo de bom que me tem acontecido e tempo para agradecer por tudo o que me marcou e por tudo que me deita ao chão por fazer de mim Eu. 2013 está em branco, com muito tempo para me dar. Cabe-me a mim fazer esses tic-tacs valerem a pena.
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02 janeiro 2013
Resoluções?
Começa o Ano...
Se há coisa que me persegue há alguns anos e me começa a parecer tradição é o a primeira semana do ano ser sempre solitária. Em dois anos seguidos o Atlântico e fusos horários meteram-se no meio. Num outro ano, foram as "As" todas que rasgam Portugal de Norte a Sul. E num outro depois e mais um. E neste também... A primeira semana do ano deixou-me esta casa fria, despida de ti. Ainda tem o teu cheiro na nossa cama... Tomara que perdure nestes longos dias em que a saudade volta a ser Rainha de mim...
01 janeiro 2013
Constatações do primeiro dia do ano de dois mil e treze...
No último dia do ano de 2012 (re)descobri que das coisas que mais me dá prazer enquanto Mãe é dar banho à Francisca. O ser um momento só meu e dela e de birras e risos e palhaçada e dedinhos digui-digui, é coisa para me preencher a alma. No último dia do ano de 2012 apercebi-me que estou a caminhar para caseirinha (e velha), quando a perspectiva de sair de casa e levar com frio e chuva na tromba, me fez ficar em casa com as minhas calças de ganga remelosas, o meu cabelo apanhado num puxo (quais coques, quais quê, puxo remeloso masé) e as minhas pantufas quentinhas e fofinhas, com a minha pele imaculada de pinturas, adornos e que mais e nem cuecas azul cueca, ou azul turquesa ou azul abaixo do Douro me preocupei em envergar. Tempos houve em que a coisa metia vestidos a arrastar, entradas em sítios xpto caríssimas (que estupidez, dios!) e noites fora de casa , longe dos meus, nem que o pé batesse uma e outra vez e rebola e implora e implora mais um pouco, até acabar a passar o ano num antro qualquer, rodeada de gente que nada me dizia. Hoje, valorizo cada vez mais o estar com eles, sobretudo com os meus Pais (e até, pasmem-se, com a Lalaland), porque poder entrar num Ano Novo e viver um Novo Ano ao lado deles é um luxo do qual gosto e quero usufruir enquanto a Vida assim mo permitir (muitos anos e mais alguns). 2013 começou em minha (nossa) casa, no acolhedor que estas 4 paredes por nós reinventadas conseguem trazer a este coração de sangue quente, conseguindo ser um Lar longe de Casa. 2013 começou em Família, a jóia mais preciosa que possuo. Com a Tribo. Com a Lalaland. Com a Francisca a ressonar pacificamente no seu quarto de blue skies e nuvens brancas e fofas e sonhos pintados só para ela com a tinta que apenas os Pais conhecem. Com ele perto de mim e com um olhar que tudo diz neste silêncio muito nosso.
(Apercebo-me cada vez mais das nuances que o tempo me ensina a ver e a apreciar. Sinais dos tempos? Talvez... Sinais meus, pelo menos.)
E afinal de contas, perdi-me na minha cabeça... porque o que eu queria mesmo era desejar a quem por aqui passar este ano, um excelente 2013. Let's do it!?!?!
31 dezembro 2012
2013...
Podia pedir o Euromilhões. Podia pedir o Mundo. Podia pedir saúde para mim e para os meus. Podia pedir que a vida fosse mais assim, ou mais assada, mais cor de rosa ou cor de burro quando foge. Podia pedir mais uns trapos, mais dias de sol na eira e chuva no nabal, mais vento e menos nortadas. Podia pedir paz e amor para o Mundo. Podia dizer que 2012 foi um ano de merda, que 2012 foi best of the best, que 2013 é que vai for. Podia pedir para realizar toda a minha Bucket list mas seria um pouco tétrico... Sobretudo, em 2013, quero pegar nela ao colo e ver que a cada dia que passa o ventre que a gerou já não lhe é o suficiente. E é bom, muito bom, ver que o Mundo é um brinquedo nas mãos de uma criança. Quero mais ronha no sofá, mais mimo, mais beijos, mais nós, mais a minha mão na tua e as duas são apenas uma, unidas pelo invisível que se torna palpável neste uníssono. Quero acarinhar os meus 4 patas x3. Quero mais café e mais chá e mais gomas e mais massas e mais cheesecake e mais disparates e mais rir até às lágrimas. De 2013, quero o que cada dia me trouxer e saber tirar do inesperado o melhor que me pode dar. É tudo o que quero de 2013: um dia depois do outro.
26 novembro 2012
E dress code para "isso"?
Mango
E depois, até que era rapariga para me meter em passagens de anos xpto e coisinhas e assadas só para ter desculpa de botar um destes dois no pelo. Mas depois lembro-me que acabo sempre no mesmo estado, para o qual o outefite não é condição sinequanone e olha, passa-me.
02 janeiro 2012
Do primeiro post de 2012 e das músicas que me aquecem o coração XXV...
Dizem que é ano mau. Que o bicho papão vem aí, que a economia vai colapsar, que estamos pobres, que estamos tristes (pudera...com tanto incentivo), que estamos na cauda da Europa. Que um dia vamos todos acordar e vamos estar semelhantes à Argentina de há uns anos atrás e poderemos acender um cigarrinho com notas de 500 euros (nunca vi a cor à dita, nem lhe senti o cheiro e ainda cá ando)...
Que o mundo acaba a 21 de Dezembro (não dá jeito que o meu Pai faz anos. Oh tu que decides, amanha-te com a tua agenda) e que todo o mal se abaterá sobre nós.
Desisti de ver noticiários e limito-me a ler notícias online, chega para ficar de coração apertado (e querer dar com a cabeça numa esquina).
O que me espanta e entristece profundamente é que notícias de esperança, de alegria, de bondade, são sempre as últimas a aparecer, como se não fossem tão importantes como a notícia da desgraça. Porque essa sim, vende mais. Uma criança que foi salva por uma nova técnica médica, um Lulu que tinha fugido ao vizinho e que apareceu, uma criança que nasce saudável e perfeita contra todas as expectativas, um casal que está junto desde 19 e troca o passo e assim continua. Que um cientista português lidera um projeto inovador e é reconhecido lá fora, publicando em revistas da área conceituadas. Que somos um povo extremamente solidário, pena não haver agências de rating para isso... Que há quem dê um pouco do seu tempo a ajudar sem esperar nada em troca um casal de idosos ou uma família que passa por necessidades piores que a dela própria. E tanta coisa mais, tanta notícia boa todos os dias que simplesmente não têm direito a tempo de antena...
Que somos capazes, que não somos inferiores a quem nos quer por a pata em cima à força toda. Esses esquecem-se que nós, Portugueses, os ajudamos a construir o País que têm, quando um regime nos obrigou a procurar lá fora uma vida melhor (não se engasgue com o seu Strudel Senhora Merkel. Senhor Sarkozy, vá lá a correr para a sua mulher e filha e poupe-nos às suas dissertações sobre se acorda para ir ver a criancinha a meio da noite ou não, could not care less. Ignóbeis...).
Podemos ter tido más governações, blá, blá, blá, não sou economista, não posso dizer se sim, se não... Não posso dizer se houve dinheiro esbanjado nem quem meteu uns trocos a mais ao bolso (eu não fui, de certezinha absoluta). Para tudo há solução (menos para a morte que essa não perdoa, a chata) mesmo que essa implique esforços que nos doam muito.
Por isso, neste primeiro post do ano, apetece-me apenas dizer que o bicho papão até pode vir aí. Mas eu também estou cá para lhe dar as boas vindas, que isto não se entra pela minha casa adentro e faz-se o que se quer. Também estou cá para lhe dar a volta e brincarmos às caçadinhas. Mais importante mesmo é a capacidade de nos adaptarmos ao que vier. Com coragem, com um sorriso (mesmo que forçado). Baixar os braços e encolher os ombros mal não faz, mas bem também não. Chorar sobre o leite derramado não ajuda. Olhar para o leite derramado e magicar maneiras de o voltar a por no tacho é bem mais útil..
Se 2012 é ano mau? Até pode ser... mas não será por não dar o meu melhor a todos os níveis. E tentar sempre, mais e melhor. Superar-me. Mesmo que para isso tenha de fazer das tripas coração...
Como dizia o meu querido Raúl Solnado "Façam o favor de ser felizes". Se não puder ser com croissants, sconnes, fondants e whatever-you-want-to-add-to-the-list, que aprendam a ser com o belo do pãozinho (do molete ou carcaça). Enquanto houver para isso, já não é mau. Que se a minha Avó criou 7 filhos em épocas onde o tusto não abundava e fez deles pessoas de bem (tirando dois extraviados mas isso há em todas as famílias) , porque não serei eu capaz de criar a minha piquena ? E se tiver de voltar à época em que se se queria comer havia que sujar as mãos de terra e plantar batatas e couves, que assim seja. Não serei menos pessoa por isso, nem perderei a minha honra.
Enquanto tiver os meus Pais, Filha, Marido, Mofli e toda a restante família com saúde, tudo se compõe. Enquanto estivermos juntos, havemos sempre de encontrar uma forma de dar volta à coisa.
Got it? Sejam felizes, mesmo que o sol hoje não brilhe tanto...
E para as aves agoirentas, deixo esta bela música... É só isto, meus senhores...
Look inside, look inside your tiny mind
Then look a bit harder
'Cause we're so uninspired, so sick and tired
Of all the hatred you harbor
(...)
*uck you, *uck you very, very much
'Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch
*uck you, *uck you very, very much
'Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch
(...)
You say you think we need to go to war
Well, you're already in one
'Cause it's people like you that need to get slew
No one wants your opinion
31 dezembro 2011
Das resoluções e desejos para 2012...
Não sou pessoa de fazer grandes resoluções para o Ano Novo. Sou assim pronto, meio (totalmente) bicho estranho. Não acho que por entrar num novo ano que se possa começar uma página em branco, limpa, sem os rabiscos da vida e do passado bem marcados.
Se me perguntarem as minhas resoluções para o novo ano, são poucas e práticas:
- Terminar o Doutoramento asap;
- Desalojar de uma vez por todas esta bicha terrível que me magoa todos os dias (e por vezes a quem me quer bem) que teima em viver dentro de mim. Essa doença que não mata mas vai matando, que não dói fisicamente mas dói muito cá dentro. Silenciosa e que não se cura com analgésicos. Estou determinada a mandar a depressão para o galheiro. STAT. Tenho em mim e nos que me rodeiam toda a força do mundo para lhe dar um grande pontapé no rabo. E vou conseguir. Tenho de conseguir.
Mas, se me falarem em desejos, esses sim, tenho muitos, muitos, muitos. Vou só contar alguns, porque senão teria de escrever um post do tamanho do Memorial do Convento ( e não há paxorra para testamentos nestas alturas...ou tempo)...
Os desejos desta Princesa sem Reino são:
- Saúde, acima de tudo, saúde. Para mim e para toda a minha família (Mofli incluída, obviamente!!!). Para todos os meus Amigos. E também para todos que lêem este blog meio destrambelhado;
- Que a minha Filha continue a ser uma criança calma, feliz, saudável;
- Que o meu Marido, essa luz que me alumia, mesmo quando eu acho que está escuro como breu, continue ao meu lado por muitos e muitos bons anos. Não só em 2012, mas até 2000 e troca o passo. Até sermos velhinhos, enrugados e uns grandes chatos. Que a paixão nunca esmoreça, porque sou loucamente, perdidamente apaixonada por este "cavaleiro andante". Não poderia pedir mais ou melhor. Tenho um Maridão absolutamente fantástico (apesar de neste momento estar a jogar um jogo qualquer na PS não sei quê que é nerve wrecking);
- Que continue a ter emprego e dinheiro suficiente ao fim do mês para pagar contas (todos nós as temos);
- Que me torne uma Mãe melhor;
- Que os Amigos verdadeiros não se esqueçam de nós. Que se lembrem que estão sempre no meu (nosso) coração, mesmo que a distância e diferentes estilos de vida por vezes se tentem impor... ;
- Que a Senhora Merkel deixe de aparecer tantas vezes na TV que já não posso com a fronha dela (saudades das piadas do Tio Berlusconi) ;
- E já agora, que o mundo não acabe. Não me dava jeitinho nenhum, nenhum, nenhum!!! É que ainda tenho muito para fazer, para viajar, para namorar, para viver com a minha piquena, Maridão, Mofli, Família e Amigos. Aaaahhhh e também ainda não comprei os meus desejados Louboutins. Por isso, não está mesmo nos meus planos o fim do mundo (só se for o fim do mundo em cuecas, que isso vai-se já ali ao Continente e presencia-se).
Um excelente 2012 para todos.
E muito, muito, obrigada por visitarem este meu cantinho...
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